Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Agricultores e gestores em busca de mudanças nas Políticas Públicas sobre Sementes‏





As sementes crioulas, sugestivamente chamadas na Paraíba de Sementes da Paixão,
 são aquelas melhoradas e conservadas pelas famílias agricultoras ao longo de séculos,
 adaptadas às suas condições de solo e clima, às suas práticas de manejo e preferências
 culturais.
Historicamente, as comunidades agrícolas têm sido responsáveis pela conservação de
 uma riquíssima diversidade de espécies e variedades, adaptadas aos mais diferentes usos
 e necessidades. Essa diversidade faz parte da estratégia produtiva desses agricultores:
 elas fornecem alternativas de alimentos, forragem, fibras e remédios ao longo do ano,
 entre outras vantagens, enriquecendo a dieta e diversificando as possibilidades de
 obtenção de renda.
Apesar dessa enorme importância, ao longo das últimas décadas a legislação e as
políticas públicas caminharam no sentido de colocar essa riqueza em risco. Até bem
 pouco tempo, as sementes crioulas sequer eram reconhecidas pela legislação brasileira:
eram consideradas “grãos”, e não sementes, e ficavam excluídas de todas as políticas.
Com a aprovação da nova Lei de Sementes (10.711), em 2003, as sementes crioulas
 passaram a ser oficialmente reconhecidas e ficou vedada sua exclusão de programas
de financiamento ou de programas públicos de distribuição ou troca de sementes
destinados a agricultores familiares. Essa mudança permitiu avanços importantes
 no trabalho de resgate, conservação e uso de sementes crioulas em muitas regiões
 do Brasil, mas algumas dificuldades permanecem.
Um dos fatores que estão na raiz desse problema é a dificuldade que têm os órgãos
 governamentais, bem como as instituições de pesquisa e ensino, de reconhecer a
qualidade do material genético melhorado e manejado pelos agricultores familiares.
Para comprovar cientificamente a importância das variedades crioulas para a
 agricultura familiar do semiárido, a Rede de Sementes da Articulação do Semiárido
 Paraibano (ASA-PB), buscou apoio da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Com recursos
 do CNPq, foram realizados, por três anos, ensaios de competição entre três sementes
de variedades “comerciais” (duas das quais distribuídas pelo governo na região) e
outras cerca de 20 variedades crioulas escolhidas pelos agricultores vinculados à rede.
Esses ensaios comprovaram a qualidade – e em vários casos a superioridade –
das sementes crioulas para os ambientes onde foram cultivadas (veja Boletim 587).
Demonstrada a qualidade das sementes crioulas, resta o desafio de influenciar a
formulação e execução de políticas públicas, para que elas promovam a conservação da agrobiodiversidade em benefício da agricultura familiar.
Justamente com o objetivo de debater essas questões e avançar no diálogo entre os
 órgãos de governo, instituições de pesquisa, organizações de agricultores familiares
 e sociedade civil, foi realizada na última semana, no interior da Paraíba, uma Oficina
de Trabalho intitulada “Interação de políticas públicas com iniciativas de gestão
 comunitária de sementes locais protagonizadas por redes da sociedade civil no
 semiárido brasileiro”.


Caio Yamazaki Saravalle
Orientador Técnico de Programas 
Departamento de Apoio a Economia Solidária
Centro Público de Economia Solidária "Herbert de Souza"
Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Renda
Prefeitura Municipal de São Carlos
(16) 3307.6808/ 3371.9219/ 3376.6561 / 3368.4585
(16) 8837.3489
Endereço: Rua José Bonifácio, 885 - Centro - São Carlos - SP
Twitter: @ecosolsaocarlos


Em: sementescrioulas@yahoogrupos.com.br


Veja tambem:



Durante os anos de 2011 e 2012, agricultores e agricultoras do Centro-Sul do Paraná e do Planalto Norte de Santa Catarina se organizaram para produzir sementes crioulas em antendimento à chamada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab. O resultado desse trabalho foi:

  • 10 Famílias beneficiadas com a venda de sementes;
  • 67 toneladas de sementes distribuídas na região;
  • R$251.400,00 montante dos projetos;
  • Distribuídas 14 variedades de milho crioulo;
  • Mais de 2000 famílias da região foram beneficiadas com distribuição destas sementes.

Assista no slide-show a síntese desses dois anos de trabalho.

Created with flickr slideshow.


LEIA TAMBÉM:
  1. Programa da Conab de compra de sementes crioulas faz o pagamento às famílias multiplicadoras
  2. Programa de Distribuição das Sementes da Paixão é lançado pelo Polo da Borborema
  3. Agricultores e agricultoras da Borborema garantem renovação dos estoques de sementes crioulas
  4. 8ª Feira Regional de Sementes Crioulas
  5. Feiras de Sementes Crioulas: agricultores em defesa da biodiversidade

domingo, 8 de julho de 2012

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Alianza por la Soberania Alimentaria de los Pueblos
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11 Enlazando Alternativas Enlazando Alternativas
la creación de esta red reflejó la necesidad de incrementar las resistencias por parte de la sociedad civil latinoamericana y europea a las empresas transnacionales con base en la Unión Europea y a las políticas internacionales de “libre” comercio.
545
12 Baserri Bizia Baserri Bizia
El periódico digital www.baserribizia.info es una parte fundamental y estratégica del proyecto comunicativo del sindicato agroganadero EHNE (Euskal Herriko Nekazarien Elkartasuna) - Bizkaia. Nace con vocación de informar y de formar tanto a agricultores/as y ganaderos/as, como a ciudadanos/as interesados/as en el comercio local, la agricultura social y el consumo responsable. Pretende ser una herramienta al servicio de las luchas por la soberanía alimentaria de los pueblos.
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19 El Parque de las hamacas. Vicente Boix El Parque de las hamacas. Vicente Boix

terça-feira, 29 de maio de 2012

Agroecologia deve entrar na agenda


Agroecologia deve entrar na agenda

Autor(es): Por Giselle Paulino
Valor Econômico - 29/05/2012

A agricultora gaúcha Rosiele Cristiane Luttki, 34 anos, trabalhou toda a sua vida no campo. Para saber o que ia plantar costumava observar os sinais da natureza, assim como faziam seu pai e seu avô. Dependendo do jeito que o sol nascia e da posição do vento, sabia se ia chover ou não. "Se dava três dias de vento na nascente, sabia que vinha chuva. Se no final da tarde o sol entrasse na cor laranja, sabia que no dia seguinte dava para trabalhar", lembra. "A gente seguiu esses sinais a vida toda. Mas hoje em dia está tudo bagunçado."
Rosiele plantou fumo durante 15 anos e trabalha para diversificar sua produção. No entanto, com a seca que afeta o Sul, apesar de ter plantado milho e feijão, nada colheu. E os problemas não acabaram por aí. Rosiele tem dívidas para pagar. A agricultora está devendo R$ 2.600 por conta das sementes que comprou. Não recebeu o seguro do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), pois não conseguiu plantar toda a sua área, conforme manda o programa, e ainda precisa pagar cinco parcelas anuais de R$ 1.800 referentes ao investimento em equipamentos de irrigação feito pelo Pronaf.
Num cenário de incertezas, os chamados sistemas agroecológicos
 aparecem como uma alternativa mais sustentável para o agricultor.
"Queremos deixar a forma de produção convencional e fazer a
transição para a agroecologia, que inclui adubação verde, policultivo
e uso da própria semente", diz.
"Quem mora no campo já sente os efeitos das mudanças climáticas
 há pelo menos dez anos", diz frei Sérgio Gorgen, representante
 do Movimento dos Pequenos Agricultores, ligado a Via Campesina.
Segundo ele, o Rio Grande do Sul vive uma de suas piores estiagens.
"A última chuva na região foi no mês de novembro. Agora já vai
 entrar novamente o período de inverno e mais uma seca", diz.
"Tínhamos a percepção de que essas mudanças iriam demorar muito
 para chegar. Mas hoje em dia quem está no campo já sente na pele
o que está acontecendo", diz Rosicléia dos Santos, secretária de
Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Agricultura (Contag). As áreas mais afetadas, segundo ela, são as
regiões Norte e Nordeste do país. Em algumas regiões do semiárido
do Nordeste não chove há dois anos. Essas áreas já enfrentam
problemas de desertificação.
"No entanto, é preciso mudar o sistema de produção e fazer
políticas que alcancem os pequenos agricultores", diz Rosicléia.
Ao lado da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), a Contag
e outros movimentos de pequenos agricultores levaram propostas
para o governo para a elaboração da Política Nacional de Agroecologia
 que deve ser lançada durante a Rio+20.
"O Brasil investiu muito cedo na expansão do modelo de
 agricultura convencional que utiliza fertilizantes químicos e
agrotóxicos no controle de pragas", afirma Flávia Londres, agrônoma
 da Esalq, que assessora ONGs e movimentos sociais em assuntos
 ligados à agrobiodiversidade. "Por outro lado, nenhuma política foi
criada para incentivar sistemas de produção mais harmônicos, como
a agroecologia", diz.
Segundo Paulo Guilherme, secretário de extrativismo e desenvolvimento
 rural do Ministério do Meio Ambiente, o conteúdo da Política Nacional
de Agroecologia ainda está em discussão, mas o governo trabalha com
 o horizonte de apresentá-la durante a reunião. A política deve preve
 financiamento, abertura de mercados e formas de incentivo para
 fazer a transição para o novo sistema. As medidas que compõem o
 plano de implementação devem ser estabelecidas até 2014.
Sistemas de irrigação e crédito sempre foram as grandes demandas.
Segundo frei Sérgio, "o governo precisa deixar de estimular as
monoculturas e aumentar o crédito para a agroecologia."

terça-feira, 22 de maio de 2012

"indústria da seca"

Alimentada pela escassez, "indústria da seca" fatura com a estiagem no Nordeste

Carlos Madeiro
Do UOL, em Tacaratu (PE)
A seca no Nordeste é sempre sinal de sofrimento para o sertanejo. Mas a falta de chuva também movimenta o meio político e o comércio das cidades atingidas pela estiagem. A chamada “indústria da seca” fatura alto com a falta de alimentos para os animais e de água para os moradores.
O exemplo mais conhecido no sertão –e relatado por diversos moradores ao UOL–  é o uso político na distribuição dos carros-pipa, marca registrada do assistencialismo simples. Segundo os relatos, alguns políticos visitam as comunidades e se apresentam como “responsáveis” pelo envio da água. Os moradores também reclamam da alta nos preços de serviços e alimentos para os animais.
“A prefeitura nos ajuda muito, nos mandando água por carros-pipa. Às vezes demora, mas sempre vem”, conta a agricultora Maria Gildaci, 66, de Tacaratu (PE), sempre citando que o prefeito é "quem manda" o carro para a sobrevivência dela e da família, que vive em uma pequena casa no sítio Espinheiro.
Falas como a Gildaci, agradecendo os políticos, são comuns, mas a prática está sendo combatida por organizações do semiárido. “Água é um direito, não é dada de favor. Agricultores relatam com frequência que vereadores se apresentam trazendo carros-pipa e que prefeitos estão se utilizando disso para as eleições. Estamos fazendo levantamentos e vamos tentar identificar onde isso está ocorrendo para tomarmos providências”, afirma o coordenador da ASA (Articulação do Semiárido), Naidson Batista.
Para Batista, o uso político da água é histórico no Nordeste, mas vem perdendo força nos últimos anos. “A indústria da seca, na história brasileira, é um instrumento de alguns, em detrimento de outros, para aumento de poder econômico, político ou social de determinado grupos. Embora ela venha perdendo força, não seria possível erradicar uma prática de 400 anos em apenas 10”, afirma.
Segundo o coordenador, os investimentos cobrados, como poços, barragens e cisternas, não foram feitos a contento ao longo dos anos, o que facilitou a política assistencialista. "Isso faz parte da indústria da seca, pois deixa o sertanejo vulnerável, à espera sempre de ações emergenciais."
O diretor do Polo Sindical do Médio São Francisco da Fetape (Federação dos Trabalhadores em Agricultura de Pernambuco), Jorge de Melo, também relata que políticos e fazendeiros ainda se aproveitam da seca para lucrar. “É só começar a escassez de alimentos para ter gente aumentando o preço das coisas. É o que chamam da lei da oferta e procura. Além disso, há um claro uso político, que vem sendo combatido e está enfraquecendo, mas ainda existe no sertão”, diz.
Para tentar reduzir o desvio político da água, o governo de Pernambuco anunciou, na última quarta-feira (16), que os carros-pipa contratados pelo Estado serão equipados com GPS e terão fiscalização dos conselhos de desenvolvimento dos municípios –que ficarão responsáveis por enviar relatórios mensais sobre o cumprimento dos cronogramas.

Mapa mostra as cidades visitadas pelo UOL em quatro Estados

  • Arte UOL

Ganho econômico

Além do uso político, muitos setores da economia também faturam com a venda de produtos. Um dos exemplos é a palma (espécie de cacto que serve de alimento para o gado). Segundo os moradores, o preço da tarefa de palma (equivalente a uma área plantada de 3.053 m²), que antes da estiagem ficava em torno de R$ 1.200, hoje chega a custar até R$ 2.500 em algumas localidades de Alagoas e Sergipe.
“Quem tem sua palma plantada para os seus animais não quer vender. Agora a seca é boa para aqueles que plantam a palma como investimento e estão vendendo mais caro e lucrando muito”, citou o produtor Vilibaldo Pina de Albuquerque, de Batalha (AL).
O carro-pipa também é um negócio rentável. Os preços cobrados pelos “pipeiros” no sertão inflacionaram com a seca. “Existe, e muito, a indústria da seca. Um exemplo: antes, a prefeitura contratava um carro-pipa por R$ 100 para lavar o matadouro. Hoje, para o sujeito trazer a mesma quantidade de água ele obra R$ 200. E olhe que o preço do combustível não subiu e ele pega água no mesmo lugar”, afirma o secretário de Infraestrutura de Batalha (AL), Abelardo Rodrigues de Melo.
Em Sergipe, os investidores estão comprando carros-pipa para ganhar dinheiro. “Hoje, quem tem um dinheiro sobrando está comprando um carro-pipa para distribuir água. Demanda é o que não falta. Aqui estamos precisando de mais, mas não há”, diz o coordenador da Defesa Civil de Poço Redondo (SE), José Carlos Aragão. "E o carro-pipa não é a solução, e só uma política emergencial. Hoje você leva a água, amanhã já precisa de novo. É um investimento de curta duração."
Na cidade sergipana –a mais afetada do Estado, com 15 mil pessoas atingidas pela estiagem--, o movimento de carros-pipa é intenso e atua em diversos setores da economia. Na oficina de Antônio Rodrigues, cresceu a procura por consertos dos caminhões. “Hoje 30% do que faturo é com esses carros. Contratei até uma pessoa para me ajudar, porque a procura é grande e tem caminhão aqui todo dia. Queria não ter mais esse serviço, que aqui chovesse e o povo parasse de sofrer. Mas estou trabalhando dignamente.”

Melhores condições

Para o economista Cícero Péricles, apesar da “indústria da seca” ainda existir, as condições de enfrentamento do sertanejo à seca atual são melhores do que aquelas enfrentadas na última grande estiagem, em 1998.
“Há mais de uma década a política de água obteve ganhos consideráveis pela entrada das cisternas e barragens subterrâneas nos espaços da agricultura familiar, reforçando os antigos instrumentos, como os poços artesianos, tubulares, barreiros, açudes e adutoras. A presença dos órgãos públicos mudou da intervenção exclusivamente assistencialista e emergencial para instituições públicas, com maior capilaridade, municipalizadas, que fazem a cobertura permanente com os programas sociais. A ampliação da Previdência Social no campo, assim como de programas de transferências de renda, a exemplo do Bolsa família, reduziram em muito a pobreza absoluta no meio rural”, afirma o economista.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A ultima gota d'agua...

Caros Companheiros/as,
Gostaríamos de informar que ontem a ASA foi convocada para um reunião com o MDS em Brasilia e o desfecho final foi o comunicado de que o governo federal não mais fará parceria com a ASA através da AP1MC, que sua estratégia é fazer suas ações do Água para Todos pelos estados e municípios, negando uma caminhada de mais de 8 anos, onde a ASA não só apenas construiu o P1MC e o P1+2, como construiu uma nova perspectiva de empoderamento das famílias e por conseguinte foi protagonista da construção dessa politica pública de acesso a água que hoje o MDS executa. O que o governo Dilma está propondo é apagar uma das mais belas e exitosas experiências de participação social e construção de cidadania pelos os que sempre foram marginalizados, mas, tomaram a história em sua mãos e trouxeram o debate, conceito e iniciativas de convivência com o Semiárido.
Estamos articulando nos estados e municípios uma mobilização social que dê conta de visibilizar para o governo a estratégia errônea, injusta e desrespeitosa que vem tratando a ASA e por conseguinte a sociedade civil organizada do semiárido brasileiro, que apesar de todos os relatórios recentes favoráveis da CGU, TCU e depoimentos públicos da Secretaria Executiva da CGU de que a ASA é uma das experiências mais exitosas em gestão de recursos públicos no país, a posição do governo brasileiro na reunião de ontem foi clara: não tem mais interesse em continuar apoiando a ASA a partir de seus programas (P1MC e P1+2).
Nós da ASA que terminamos ano passado com o reconhecimento público do governo brasileiro, recebendo das mãos do presidente Lula o prêmio de direitos humanos na linha de enfrentamento da pobreza e esse ano recebemos a noticia do Governo Dilma de que para o governo a ação da ASA não é mais estratégica para esse governo, estamos indignados e nesse momentos nos mobilizando para reverter esse quadro.
Pedimos  o apoio de vocês nossos parceiros que acreditam e reconhecem a ação da ASA para que disseminem essa mensagem e de alguma forma façam ecoar essa corrente de solidariedade e luta para continuarmos construindo um semiárido mais justo para os homens e mulheres da região. Estamos lutando com toda a nossa força para reversão dessa situação.
Um abraço fraterno,
Neilda Pereira da Silva
Diocese de Pesqueira/PE
Coordenação Executiva da ASA pelo estado de Pernambuco

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A cruel honestidade do Presidente do IBAMA

Por racismoambiental, 15/07/2011 15:17

Roberto Malvezzi (Gogó)
Finalmente alguém no poder é honesto em suas declarações. Quando Curt Trennepohl, presidente do IBAMA, disse a jornalista australiana que seu trabalho “não é cuidar do meio ambiente, mas minimizar os impactos” e que o Brasil vai fazer “com os índios o que os australianos fizeram com os aborígenes” (F.S.P 15/07/11), foi de uma honestidade rara e cruel. A declaração é um horror, uma proclamação de genocídio.
Porém, é o que está diante de nossos olhos todos os dias. A tarefa do IBAMA é tentar pôr remendo novo em pano velho, isto é, amenizar os estragos feitos pelas grandes obras, seja de iniciativa particular ou oficial. A prevenção e a precaução não fazem parte do roteiro governamental.
A CPT, juntamente com o CIMI, sabe que anda muito só ultimamente nas suas lutas pelo campo. As populações mais vitimadas pelo modelo atual, e pelo governo atual, são exatamente os indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Os Movimentos da Via Campesina se defendem melhor, até por sua proximidade com o governo. Porém, na hora da luta concreta, as comunidades tradicionais estão enfrentando uma solidão cósmica.
Porém, a honestidade do Ministro não anula a dimensão cruel, anti-humana, que permeia a política desenvolvimentista atual. Antes, a prerrogativa do sacrifício humano pertencia às religiões. Os que têm descendência bíblica acabaram com essa crueldade quando o Deus bíblico não permitiu que Abraão sacrificasse Isaac. Ele não precisava do sacrifício humano, embora judeus e cristãos depois tenham sacrificado multidões ao longo dos séculos. Mas, Astecas, Incas e outras tradições religiosas sacrificaram pessoas enquanto seus impérios duraram.
Hoje a prerrogativa do sacrifício humano pertence ao capital. Ele decide quem deve morrer. E quem morre são indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e o meio ambiente.
Se quisermos manter um pingo de dignidade humana, devemos nos afastar não só da direita, mas também das esquerdas que aceitam o sacrifício humano em nome do desenvolvimento, da revolução, ou de qualquer outra causa onde a vida humana seja o combustível.
Na luta contra as mudanças no Código Florestal, Belo Monte, Transposição, enfim, contra o modelo predador imposto, podemos identificar perfeitamente quem é quem no Brasil de hoje.
http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=5680&eid=259

sábado, 9 de julho de 2011

Criado Comitê de Compensação Ambiental Federal

01/07/2011
Cristina Ávila

As unidades de conservação brasileiras serão beneficiadas por
recursos provenientes de licenciamentos ambientais. A determinação
foi assegurada nesta sexta-feira (1°/7) pela Portaria Conjunta 225,
publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério do Meio
Ambiente e Ibama, que cria o Comitê de Compensação Ambiental
Federal (CCAF).
"Utilizar os recursos de compensação ambiental para preservar é
uma belíssima agenda", exclamou o secretário-executivo do MMA,
Francisco Gaetani, coordenador do órgão, durante reunião da Câmara
de Compensação Ambiental, que define as diretrizes do trabalho que
será executado pelo comitê.
A portaria foi assinada pelo ministra do Meio Ambiente, Izabella
Teixeira, e pelos presidentes do Ibama, Curt Trennepohl, e do
Instituto Chico Mendes (ICMBio), Rômulo Mello. O novo comitê é
integrado por representantes da Secretaria de Biodiversidade e
Florestas e Secretaria Executiva do MMA, Diretoria de Licenciamento
Ambiental e Assessoria da Presidência do Ibama, e pelas diretorias de
Planejamento e de Unidades de Conservação de Proteção Integral, do
ICMBio.
"Os recursos provenientes da compensação ambiental serão
basicamente aplicados em regularização fundiária, planos de manejo
e pesquisa", afirma o secretário de Biodiversidade e Florestas,
Bráulio Dias. A aplicação dos recursos está prevista no artigo 33,
do Decreto 4.340. Durante a reunião da Câmara de Compensação
Ambiental, a coordenadora do Cadastro Nacional de Unidades de
Conservação, Helen Gurgel, do MMA, fez uma apresentação, mostrando
que estão cadastradas como áreas de proteção integral 137 UCs
federais, 267 estaduais e 44 municipais, em um total de 518 mil km².
Estão incluídos entre elas, parques nacionais e estações
ecológicas, por exemplo.
Também estão cadastradas áreas de uso sustentável, como Áreas
de Proteção Ambiental (APAs), por exemplo. São 173 federais, 277
estaduais e 38 municipais, com 950 mil km². Recentemente, o MMA
firmou com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) um
acordo para a realização de estudos sobre a valoração das UCs. "As
unidades de conservação devem ser consideradas como investimentos, e
não como custos", comentou o secretário Bráulio Dias. ASCOM
http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=6812
Jacqueline Guerreiro
Educadora Ambiental
21-75792802/72318038

sábado, 2 de julho de 2011

Organizações do campo realizam I Encontro Internacional Juvenil

01.07.11 - América Latina e Caribe

Camila Maciel
Jornalista da Adital
Adital
Começa neste sábado (2) o I Encontro Internacional Juvenil, no departamento de Cauca, na Colômbia. O evento, que segue até o próximo dia 18, reunirá 11 países da América Latina e Caribe, representando 59 organizações sociais do continente. Além disso, cerca de 50 organizações internacionais e centenas de colombianos irão se deslocar à região para debater e trocar experiências sobre processos de resistência, conjuntura mundial, participação da juventude e políticas de exploração da Terra, dentre outros temas.
O encontro é organizado pela Confederação Caribenha e Latino-Americana de Estudantes de Agronomia (CONCLEA), em parceria com a Coordenadora Latino-Americana de Organizações do Campo (Via Campesina). A proposta é proporcionar um espaço de integração, formação e articulação da juventude organizada do continente, comprometida com os movimentos sociais da América Latina.
Gestado há vários anos, de acordo com texto da convocatória, "o encontro é parte um processo de relacionamento e articulação (...) entre essas duas organizações internacionalistas”. O texto aponta, ainda, que o momento histórico vivido "convida a avançar para novos processos e cenários (...) no marco da resistência e da mobilização social dos povos”.
Durante o Encontro, três eventos do movimento social latino-americano irão compor a programação. São eles: o XX Congresso Caribenho e Latino-Americano de Entidades Estudantis de Agronomia (CLACEEA), o primeiro Acampamento da Juventude da Via Campesina e a VII Jornada Nacional de Vivências Camponesas e Indígenas.
De acordo com a organização, as atividades programadas permitem a integração da diversidade de movimentos, presentes no I Encontro Internacional Juvenil, sejam eles estudantis, campesinos, indígenas ou urbanos. Os organizadores destacam que o intercâmbio e a articulação permitem o fortalecimento das organizações de juventude e constroem, na prática, a integração latino-americana dos movimentos sociais. Nesse sentido, a metodologia proposta divide o evento em três momentos.
O primeiro momento, de 2 a 7 de julho, será de integração e formação, com apresentações, oficinas e mesas de discussão sobre os temas eleitos. Participarão expositores nacionais e internacionais, como Nei Orsekovski, da Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), do Brasil; Marcel Lueiro, do Centro Memorial Martin Luther King, de Cuba; Magda Lanuza, de Iniciativas contra o Agronegócio, da Nicarágua; dentre outros.
O segundo momento, de 8 a 11, será para que cada evento tenha seu próprio espaço, com temática e metodologia própria, de acordo com seus objetivos. É neste momento que se encaixará o CLACEEA, que envolverá os temas da educação e da questão agrária, no sentido de formar profissionais comprometidos com a luta no campo.
O terceiro momento, portanto, será para que os participantes visitem por uma semana as comunidades rurais, onde se realizará a VII Jornada Nacional de Vivências Camponesas e Indígenas.
A Jornada é realizada desde 2005 na Colômbia e, segundo a organização, vem crescendo a cada ano. Dentre as conquistas alcançadas, destacam-se o intercâmbio entre vários setores, a participação de estudantes de diferentes cursos e a contribuição para a dinâmica de organização e unidades dos jovens.
Para mais informações: http://www.cloc-viacampesina.net

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tanzania steps up for the Serengeti and says ‘no’ to asphalt road

  http://www.birdlife.org/community/2011/06/tanzania-steps-up-for-the-serengeti-and-says-%E2%80%98no%E2%80%99-to-asphalt-road/

Tanzania steps up for the Serengeti and says ‘no’ to asphalt road

Fri, Jun 24, 2011
Tanzania steps up for the Serengeti and says ‘no’ to asphalt road
The Serengeti National Park is home to one of the last world’s last great mammal migration (amanderson2/flickr)a
The proposed asphalt road which would have bisected the Serengeti National Park, jeopardising the world’s last great mammal migration, will not now be built, the Tanzanian Ministry of Natural Resources and Tourism has announced at the UNESCO World Heritage Committee meeting.
As the UNESCO World Heritage Committee meeting comes to a close in Paris, the conservation community congratulates President Kikwete and the Tanzanian Government for their decision to reconsider the proposed North Road through the Serengeti National Park.
Hon. Ezekiel Maige, Tanzania’s Minister of Natural Resources and Tourism, confirmed that the existing tourist route would remain as it is, while roads outside the Park to District capitals would be upgraded. “This decision has been reached in order to address the increasing socio-economic needs of the rural communities in northern Tanzania, while safeguarding the Outstanding Universal Value of Serengeti National Park,” stated the Minister.
The Serengeti National Park, a UNESCO World Natural Heritage site, is the world’s largest protected grassland and savannah ecosystem, and provides the stage for one of the last terrestrial animal mass migrations on earth. Shaped by the circular march of some two million herbivores, including wildebeest and zebra, in their endless search for forage and water, the park supports one of the world’s highest concentrations of large predators, and is home to over 450 bird species. It is also of huge importance for Tanzania’s tourism and the country’s economy.
Welcoming this announcement, Dr Markus Borner from the Frankfurt Zoological Society said ”We thank President Kikwete and the Tanzanian Government for recognising the importance of the Serengeti ecosystem and to balance development with conservation. We urge the international community and the donor agencies to consider providing support for the construction of a southern alignment, which will avoid Serengeti National Park.’
“This is a very welcome step in the right direction,” said Thomas Tennhardt, Vice President of NABU (the German BirdLife Partner). “We congratulate the Tanzanian Government and encourage them to consider the road to the South to ensure a sustainable long-term solution.  As well as reducing impacts on wildlife, it would also be of considerably greater benefit to local communities. Coupled with an extension to the East of the Serengeti, it would also address the Tanzanian government’s objective to connect isolated communities to commercial centres and road networks”.
Dr Tim Stowe for the Royal Society for the Protection of Birds (BirdLife in the UK) added: “We are delighted the Tanzanian Government has decided to not build the road. We now encourage the Government to undertake a Strategic Environmental and Social Assessment of the Northern transport corridor route to assess alternatives which are likely to benefit the livelihoods of more communities without destroying the integrity of other important sites like Lake Natron.”
“By taking this bold decision to protect the Serengeti, the government of Tanzania has once again demonstrated its commitment to sustainable management of the country’s abundant biodiversity resources for the good of current and future generations of Tanzanians. Last year, the country received a top award for best practice in management of Lake Natron,” said Victoria Ferdinand, the Acting CEO of the Wildlife Conservation Society ofTanzania.  “The practice on the ground must adhere to this decision with TANAPA effectively controlling the traffic allowed into the Park”.
”The announcement at the World Heritage Committee session is a great advance and we warmly welcome the Tanzanian Government’s far-sighted decision,” said Dr Julius Arinaitwe, Director of the BirdLife International African Partnership Secretariat . “However, there are still serious concerns about traffic through the park after upgrade of the roads either side, which will need to be fully examined as the Environmental and Social Impact Assessment for the North route is finalised.”
The proposed road would have been used by 800 vehicles a day by 2015 (one every two minutes) and 3,000 a day by 2035 (one every 30 seconds). Collisions between people and wildlife would have been inevitable. The road would have acted as a barrier to migrating herds of wildebeest, and the follow-on effects on predators, including one of the world’s most important lion populations, would have been catastrophic.
The decision means that tracks through the Northern Serengeti will continue to be managed by the park authority TANAPA. Tarmac roads will not reach the border of the park but will end at Mugumu to the west (12 km from the border) and Loliondo to the east (57.6 km from the border), leaving fragile habitat on both sides of the park without tarmac roads.
Earlier this year, Federal Minister for Development Dirk Niebel announced that Germany would be willing to finance a study on alternative ways of connecting areas bordering the Serengeti in the north to the existing road network, without crossing the Serengeti. In addition, Niebel reaffirmed willingness jointly to finance an international feasibility study for an alternative southern bypass for the national park.
Editors Notes:
Last year, the UNESCO, World Heritage Committee expressed its utmost concern about the potential effects of the proposed Serengeti Highway on the Serengeti National Park.
The proposed road is expected to be used by 800 vehicles a day by 2015 (one every two minutes) and 3,000 a day by 2035 (one every 30 seconds). Collision and fatalities amongst people and wildlife would be inevitable.  If built, the road would negatively affect biodiversity by acting as a barrier to the migration’s dry season range. Experts from the Frankfurt Zoological Society calculated that if this was to be the case, it is likely the population of 1.8 million animals would drop by a third. This would most likely spell the end of the great migration. The follow on effects on dependent predators, including one of the world’s most important lion populations, would be catastrophic.
The road would is also likely to act as a conduit for the introduction of invasive plants, animals, and diseases as well as poachers. Poaching already poses the primary management challenge in both the Serengeti National Park and the adjacent Masai Mara Game Reserve in Kenya, which form part of a contiguous ecosystem.  Poachers kill an estimated 50 000 animals a year in the Serengeti alone and more than 1000 are arrested each year. Ninety nine percent of the Park’s rhino population and more than two thirds of its buffalo population were annihilated as a result.
Local communities’ livelihoods could also be greatly affected.  Tourism is Tanzania’s largest foreign revenue earner. It raised over 1 billion US$ in 2009 and provides more than 600,000 jobs. The Serengeti is Tanzania’s premier tourist destination, attracting more visitors than any other destination.
A joint-NGO statement from BirdLife and the Frankfurt Zoological Society (FZS) was presented to the World Heritage Committee, prior to the official deliberation, requesting that the decision on the Serengeti National Park implements a verdict that:
-          Inscribes the Serengeti National Park on the List of World Heritage in Danger pursuant to paragraph 180 (b) (iii) of the Operational Guidelines to the Convention, on the basis of the major threat posed by the highway; and
-          Urges Tanzania to abandon the current route for the road across the Serengeti National Park; and
-          Urges Tanzania to undertake a Strategic Environmental Assessment (SEA) to examine a range of potential alternative routes, which could meet the objectives of the proposed Serengeti Highway (providing an international transit corridor and better transport links for local communities) without serious damage to the World Heritage Site.
The Tanzanian Minister of Natural Resources and Tourism has confirmed by letter to the UNESCO World Heritage Convention that the tarmac road would stop at Loliondo 57 km to the east of the park and at Mugumu, 11 km west of the park boundaries.
The Frankfurt Zoological Society is committed to working to save some of the last wilderness areas and their unique biodiversity. The goal of FZS is the conservation of ecosystems where natural ecological processes still occur, for their intrinsic values and for the long-term benefit of people. We believe in working professionally and practically at grass roots level with minimal administration costs and providing long term commitment, input and support through building partnerships with local governments and communities. Together with Tanzania National Parks, FZS has been active in the Serengeti for over 60 years.
BirdLife International is a global Partnership of conservation NGOs in 116 countries, with around 10 million members and supporters worldwide. BirdLife’s work is built on a strong scientific foundation: we provide authoritative information on the status and conservation of bird species, and are the IUCN Red List Authority for birds.  The Royal Society for the Protection of Birds (RSPB) is the UK Partner in BirdLife International and has over one million members.  RSPB has provided assistance to conservation in East Africa for the past 20 years, primarily through our BirdLife International Partner organisations.  It has worked with the Wildlife Conservation Society of Tanzania (WSCT) (BirdLife in Tanzania) for over 15 years.
NABU, (The Nature And Biodiversity Conservation Union), is one of the oldest and biggest environment associations in Germany. It brings together some 500.000 members in advocacy for threatened habitats, flora and fauna, for climate protection and for energy policies.

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Tel: +44 (0)7779018332
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RSPB
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Head of Partner Development Unit (Africa, Asia, UK Overseas Territories)
Sarah.sanders@rspb.org.uk
+44 (0) 1767 693257 or +44 (0)7595655077
www.rspb.org.uk

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