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Princípios da Agroecologia
Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.
Francisco Roberto Caporal
http://www.aba-agroecologia.org.br/
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Agricultores e gestores em busca de mudanças nas Políticas Públicas sobre Sementes
são aquelas melhoradas e conservadas pelas famílias agricultoras ao longo de séculos,
adaptadas às suas condições de solo e clima, às suas práticas de manejo e preferências
culturais.
Historicamente, as comunidades agrícolas têm sido responsáveis pela conservação de
uma riquíssima diversidade de espécies e variedades, adaptadas aos mais diferentes usos
e necessidades. Essa diversidade faz parte da estratégia produtiva desses agricultores:
elas fornecem alternativas de alimentos, forragem, fibras e remédios ao longo do ano,
entre outras vantagens, enriquecendo a dieta e diversificando as possibilidades de
obtenção de renda.
políticas públicas caminharam no sentido de colocar essa riqueza em risco. Até bem
pouco tempo, as sementes crioulas sequer eram reconhecidas pela legislação brasileira:
eram consideradas “grãos”, e não sementes, e ficavam excluídas de todas as políticas.
Com a aprovação da nova Lei de Sementes (10.711), em 2003, as sementes crioulas
passaram a ser oficialmente reconhecidas e ficou vedada sua exclusão de programas
de financiamento ou de programas públicos de distribuição ou troca de sementes
destinados a agricultores familiares. Essa mudança permitiu avanços importantes
no trabalho de resgate, conservação e uso de sementes crioulas em muitas regiões
do Brasil, mas algumas dificuldades permanecem.
governamentais, bem como as instituições de pesquisa e ensino, de reconhecer a
qualidade do material genético melhorado e manejado pelos agricultores familiares.
agricultura familiar do semiárido, a Rede de Sementes da Articulação do Semiárido
Paraibano (ASA-PB), buscou apoio da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Com recursos
do CNPq, foram realizados, por três anos, ensaios de competição entre três sementes
de variedades “comerciais” (duas das quais distribuídas pelo governo na região) e
outras cerca de 20 variedades crioulas escolhidas pelos agricultores vinculados à rede.
Esses ensaios comprovaram a qualidade – e em vários casos a superioridade –
das sementes crioulas para os ambientes onde foram cultivadas (veja Boletim 587).
formulação e execução de políticas públicas, para que elas promovam a conservação da agrobiodiversidade em benefício da agricultura familiar.
órgãos de governo, instituições de pesquisa, organizações de agricultores familiares
e sociedade civil, foi realizada na última semana, no interior da Paraíba, uma Oficina
de Trabalho intitulada “Interação de políticas públicas com iniciativas de gestão
comunitária de sementes locais protagonizadas por redes da sociedade civil no
semiárido brasileiro”.
Caio Yamazaki Saravalle
Orientador Técnico de ProgramasDepartamento de Apoio a Economia SolidáriaCentro Público de Economia Solidária "Herbert de Souza"Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e RendaPrefeitura Municipal de São Carlos(16) 3307.6808/ 3371.9219/ 3376.6561 / 3368.4585(16) 8837.3489Endereço: Rua José Bonifácio, 885 - Centro - São Carlos - SPTwitter: @ecosolsaocarlos
- 10 Famílias beneficiadas com a venda de sementes;
- 67 toneladas de sementes distribuídas na região;
- R$251.400,00 montante dos projetos;
- Distribuídas 14 variedades de milho crioulo;
- Mais de 2000 famílias da região foram beneficiadas com distribuição destas sementes.
- Programa da Conab de compra de sementes crioulas faz o pagamento às famílias multiplicadoras
- Programa de Distribuição das Sementes da Paixão é lançado pelo Polo da Borborema
- Agricultores e agricultoras da Borborema garantem renovação dos estoques de sementes crioulas
- 8ª Feira Regional de Sementes Crioulas
- Feiras de Sementes Crioulas: agricultores em defesa da biodiversidade
Feira de Agricultura Familiar
Feira da Agricultura Familiar é
inaugurada no Rio de Janeiro
município da região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Os mais de 30 agricultores presentes trouxeram seus melhores produtos
e a sua simpatia para o centro de Piabetá, Distrito de Magé, para mostrar
que neste município a agricultura é tradição.
Nas barracas os consumidores puderam comprar aipim, quiabo, jiló,
muita banana e mamão, doces caseiros feitos na cozinha do grupo
Colher de Pau, mudas de plantas ornamentais, medicinais, temperos
variados, entre outros produtos.
Tudo fresco e saudável.
da Roça na região Metropolitana do Rio de Janeiro, seguindo os
exemplos bem sucedidos das experiências das feiras de Queimado
s e Nova Iguaçu.
Segundo Rui Cunha Rodrigues, presidente da Cooperativa de
Agricultores Familiares de Magé (Coopagé),uma das entidades
envolvidas na organizaçãoda feira, “a venda direta para o
consumidor é uma conquista importante,
Pois além de garantir um preço mais justo para os produtos
dos agricultores,é uma forma de divulgar o trabalho de
valorização da agricultura nesta região”.
Aloísio Sturm, Secretário de Agricultura de Magé, comunga com a
ideia de Rodrigues: “a feira dará um resultado melhor ao agricultor,
e ainda oferecerá aos consumidores produtos de qualidade, com
frescor e o orgulho de saber que está comprando um produto do seu
município e com o preço melhor”.
Seu Deda, agricultor da Comunidade de Vala Preta, do distrito agrícola
de Magé,$ já possui outras experiências de venda direta em diferentes feiras,
dentro e fora do município, e aprova a iniciativa de fazer uma feira somente
com produtos da agricultura familiar.
Do seu sítio seu Deda trouxe banana,mamão, feijão de corda e chuchu e
afirma que a venda direta é muito importante, pois tudo que ele tem no sítio
ele pode trazer que tem saída para os consumidores.
“A gente conquista a clientela aos poucos, com produtos de qualidade e
boa conversa. O movimento de compra está muito bom, mas deve crescer a
partir da propaganda boca-a-boca que a clientela vai fazendo, porque todo
mundo que compra fica satisfeito”.
O sorriso de satisfação estava no rosto de todos os agricultores.
Dona Romilda, da comunidade de Cachoeira Grande, ficou muito satisfeita
com a feira e com as vendas deste primeiro dia e diz que além da venda direta
garantir um preço melhor, por eliminar o atravessador, esta prática ajuda os
agricultores a organizarem a produção.
“A gente vai acertando aos poucos as quantidades de produtos que vamos trazer
e o que plantar.Tem cliente que gosta mais de verdura e outros que querem frutas.
A gente vai conhecendo os clientes e produzindo mais e trazendo coisas diferentes
de acordo com os pedidos”.
Magé é o único município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que
possui um distrito exclusivamente agrícola. Com uma área de cerca de 80
quilômetros quadrados e uma população aproximada de 900 agricultores
esta região é grande produtora de alimentos para o próprio município e
para a Região Metropolitana.
Os principais produtos da agricultura familiar da região são banana, aipim,
inhame, cará, hortaliças, pimenta, quiabo e jiló.
Mas muitos agricultores apresentam uma grande diversidade de produtos,
que neste sábado estavam colorindo as barracas da feira e deixando os
consumidores animados.
A Feira da Agricultura Familiar de Magé foi uma conquista dos agricultores
por meio da articulação das Associações Comunitárias e da Coopagé,
com o apoio do escritóriolocal da Emater, da Prefeitura Municipal de Magé
e do Projeto Semeando Agroecologia da AS-PTA em parceria com a CISV.
participação dos agricultores na conquista deste espaço.
“Para organização desse espaço houve muito debate sobre a importância
econômica, social e cultural das feiras locais e acabou que a feira de Magé
ficou com a cara da agricultura da região.
Vemos a expressão e a diversidade da agricultura familiar local nos produtos
que estão aqui sendo comercializados.
Essa feira é uma grande conquista para o fortalecimento e para visibilidade
da agricultura familiar não só do município, é a prova viva de que também
se faz agricultura no grande Rio”.
das 7:00 às 15:00 na Rua São Fidelis, centro de Piabetá.
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