Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8
Mostrando postagens com marcador ASPTA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ASPTA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Quando a lavoura vira praga


###########################
POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS & AGROTÓXICOS
###########################
Quando a lavoura vira praga
Car@s Amig@s,
Conforme divulgamos no Boletim 610, em outubro último a revista científica Environmental Sciences Europe publicou a primeira pesquisa revisada por pares analisando o impacto das lavouras transgênicas sobre o uso de agrotóxicos, utilizando dados do Departamento de Agricultura do governo dos EUA (USDA).
No caso das lavouras tolerantes à aplicação de herbicida, os dados oficiais mostraram um aumento de 239 milhões de kg no uso dos venenos nos EUA entre 1996 e 2011. Especificamente sobre esse tipo de modificação genética, os números indicam que, em 2011, nos EUA, o volume de herbicidas aplicados foi 24% maior nas lavouras transgênicas do que nas áreas onde são plantados cultivos não transgênicos.
Inúmeras evidências empíricas aqui no Brasil têm corroborado essas conclusões. Pelo menos cinco espécies de plantas invasoras já desenvolveram resistência ao glifosato, ingrediente ativo do herbicidaRoundup, utilizado nas lavouras transgênicas, o que tem levado agricultores brasileiros a aplicar doses reforçadas do produto ou recorrer a combinaçoes com herbicidas mais tóxicos (como 2,4-D e atrazina) buscando eliminar o mato que não mais é controlado pelo sistema ‘semente transgênica + herbicida’.
Mas um caso que chama a atenção nesse sentido, cada vez mais recorrente no Centro-Oeste, é aquele em que as próprias lavouras transgênicas transformam-se em plantas invasoras na sucessão de safras como no caso soja/milho. Explicando melhor: o clima da região permite a obtenção de duas colheitas a cada ano, sendo frequente a alternância entre o plantio de soja com o de milho ou algodão (em lugares como o Mato Grosso, por exemplo, a “safra” e a “safrinha” podem chegar a adquirir igual importância econômica). Agora, com o crescente uso das sementes transgênicas tolerantes a herbicidas, grãos remanescentes de plantios anteriores estão gerando plantas “invasoras” nas novas safras, também tolerantes ao herbicida – o que complica o novo plantio.
Viajando pelas estradas, pode-se facilmente ver grandes extensões de lavouras de soja infestadas por plantas de milho transgênico. De um lado, perde-se a facilidade de manejo prometida pelo sistema transgênico de tolerância a herbicidas. De outro, segue-se a tendência de aumento no uso de agrotóxicos.
Como as plantas infestantes são transgênicas e, assim como a nova lavoura, não morrem quando pulverizadas com glifosato, os agricultores veem-se forçados a recorrer a outros venenos. No caso do milho há ainda a possibilidade de se utilizar herbicidas seletivos que matam apenas as plantas de folha estreita (monocotiledôneas), preservando-se assim a lavoura de soja. Mesmo assim, quantas aplicações adicionais de veneno serão necessárias para eliminar dos campos o milho indesejado?
E quando as plantas infestantes forem de algodão – que, assim como a soja, são de folha larga (dicotiledônea)? Certamente o problema será maior. Assim como é certo que o desenvolvimento de novas variedades transgênicas tolerantes a outros tipos de herbicidas só fará aumentar as dificuldades de manutenção das lavouras transgênicas “limpas” de plantas invasoras.
Reportagem publicada recentemente no Cenário MTrelata que o problema da invasão de milho transgênico em lavouras de soja tem ocorrido mesmo em propriedades em que só se planta milho convencional. Segundo a matéria, o problema já vem acontecendo há três anos, mas nesta safra está muito intensificado. Uma das hipóteses para explicar o fenômeno é a contaminação do milho convencional plantado nessas propriedades através da polinização por lavouras de milho transgênico situadas nas proximidades. Outra hipótese é que as sementes de milho convencional compradas pelos produtores já venham contaminadas “de fábrica”, supondo-se que as próprias empresas sementeiras não estejam conseguindo segregar as sementes convencionais das transgênicas. A matéria conta sobre um produtor de Primavera do Leste – MT que acabou tendo que contratar uma equipe para fazer a retirada manual das plantas de milho na lavoura de soja (prática que tem sido recorrentemente relatada nos EUA).
As perdas econômicas para os produtores em decorrência deste problema são facilmente previsíveis. O maior número de aplicações (e de tipos de agrotóxicos utilizados) aumentará os custos de produção. O problema econômico será ainda maior quando se fizer necessária a capina manual – sem deixar de considerar que o que em 2 hectares pode não ser tarefa tão difícil, nas numerosas lavouras de milhares de hectares existentes no Centro-Oeste pode se tornar um pesadelo sem solução. Além disso, as colheitas deverão alcançar menor valor no mercado, pois a lavoura de soja infestada por pés de milho gerará grãos com “impurezas”.

Facebook Twitter More... 
*****************************************************************
Neste número:
1. Buva resistente a glifosato
2. Lagarta sai do algodão e ataca a soja em 6 estados
3. Entidades ambientalistas no Conama protestam contra política ambiental
4. Consea envia pedido à Câmara dos Deputados contra fim da rotulagem
5. Área com transgênicos no Brasil deve superar 37 milhões de hectares
6. Ambientalistas pedem a suspensão de agrotóxicos da Bayer, Basf e Syngenta
A alternativa agroecológica
Agricultores do Polo da Borborema avaliam as experiências de convivência com a Seca em 2012
*********************************************************

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Os impactos da soja no Cone Sul


###########################
POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS & AGROTÓXICOS
###########################
 
Os impactos da soja no Cone Sul
 
 
Car@s Amig@s,
 
A demanda europeia por soja impacta diretamente a forma como a terra e os agrotóxicos são usados nos países do Cone Sul. Contraditoriamente, esses mesmos países que demandam mais e mais da oleaginosa proíbem em seu território o cultivo de transgênicos e o uso de produtos tóxicos, como o Paraquat, cada vez mais aplicado nas áreas de soja Roundup Ready. Exportam para cá os impactos negativos de um modelo insustentável de produção. Em troca, exportamos para lá commodities de baixo valor agregado. Essas conclusões fazem parte do relatório recentemente divulgado por um grupo de pesquisadores ligados à UFSC (Brasil), Genok (Noruega), Redes-Amigos de la Tierra (Uruguai) e BASE (Paraguai).
 
Ao mergulhar na literatura científica e nos dados oficiais disponíveis para Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, os autores do estudo concluíram também que:
 
- a área destinada à produção de soja no Cone Sul cresce rapidamente, sobretudo após a liberação da soja transgênica;
- o aumento da área de soja é acompanhado por um movimento simultâneo de substituição e deslocamento de outras culturas e atividades agrícolas;
- os volumes crescentes de soja produzidos no Cone Sul são resultado direto do aumento da área cultivada e não do aumento da produtividade; isso também mostra que a introdução da soja transgênica não contribuiu para o aumento da produtividade da cultura;
- a expansão da área cultivada com soja contribui direta e indiretamente para o desmatamento, ampliando a fronteira agrícola nos países produtores;
- a atual dinâmica da produção de soja no Cone Sul está levando a uma concentração massiva da terra, com uma proporção significativa de propriedades em mãos de estrangeiros;
- a produção comercial de soja resulta num uso crescente de agrotóxicos, sobretudo herbicidas;
- o próprio manejo das plantações de soja RR leva ao desenvolvimento de plantas resistentes ao glifosato, que por sua vez puxa o consumo de produtos mais tóxicos, alguns deles banidos em outras partes do mundo;
- a massiva expansão da área de soja está ligada à demanda para ração animal e produção de biocombustíveis.
 
Essas conclusões estão todas fartamente amparadas em gráficos e tabelas sistematizadas no relatório e na revisão feita pelos autores. Sua mensagem final é que é necessária uma avaliação mais abrangente das complexas interações ecológicas, econômicas, sociais e mesmo éticas dessa corrida desenfreada pela produção e exportação de soja. Considerando que o próprio estudo já fornece essa análise, integrada e atualizada, o desafio que resta é político. No Brasil, 5% dos produtores de soja controlavam 59% da área cultivada em 2006. Ou ainda, 40 mil proprietários possuem atualmente 50% da terra e elegem entre 100 e 120 deputados. Enquanto isso significar base de apoio para a coalizão que mantém o governo, a questão do modelo de produção não será pauta de sua agenda política. Para um país que quer se ver sem miséria não cabe manter esse padrão que gera exclusão e desigualdade.
 
::
 
O relatório Soybean Production in the Southern Cone of the Americas: update on Land and Pesticide Use está disponível em inglês e espanhol na página do Genok.
 
Facebook Twitter More...
*****************************************************************

Neste número:

1. Produtores pedem ajuda para liberação de soja transgênica para China
2. Agricultores desconfiam da nova soja RR da Monsanto
3. Consultoria prevê aumento de 12% na área de transgênicos no Brasil
4. Frente Parlamentar da Agroecologia vai estimular debate sobre alimentação saudável
5. Monsanto vence disputa e DuPont é condenada a pagar US$ 1 bi
 
A alternativa agroecológica

Comitê paulista da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida lança vídeo em busca de apoio
 
Evento:
 
 
Comunidade: Pinhalzinho
Data: 19 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Agricultores e gestores em busca de mudanças nas Políticas Públicas sobre Sementes‏





As sementes crioulas, sugestivamente chamadas na Paraíba de Sementes da Paixão,
 são aquelas melhoradas e conservadas pelas famílias agricultoras ao longo de séculos,
 adaptadas às suas condições de solo e clima, às suas práticas de manejo e preferências
 culturais.
Historicamente, as comunidades agrícolas têm sido responsáveis pela conservação de
 uma riquíssima diversidade de espécies e variedades, adaptadas aos mais diferentes usos
 e necessidades. Essa diversidade faz parte da estratégia produtiva desses agricultores:
 elas fornecem alternativas de alimentos, forragem, fibras e remédios ao longo do ano,
 entre outras vantagens, enriquecendo a dieta e diversificando as possibilidades de
 obtenção de renda.
Apesar dessa enorme importância, ao longo das últimas décadas a legislação e as
políticas públicas caminharam no sentido de colocar essa riqueza em risco. Até bem
 pouco tempo, as sementes crioulas sequer eram reconhecidas pela legislação brasileira:
eram consideradas “grãos”, e não sementes, e ficavam excluídas de todas as políticas.
Com a aprovação da nova Lei de Sementes (10.711), em 2003, as sementes crioulas
 passaram a ser oficialmente reconhecidas e ficou vedada sua exclusão de programas
de financiamento ou de programas públicos de distribuição ou troca de sementes
destinados a agricultores familiares. Essa mudança permitiu avanços importantes
 no trabalho de resgate, conservação e uso de sementes crioulas em muitas regiões
 do Brasil, mas algumas dificuldades permanecem.
Um dos fatores que estão na raiz desse problema é a dificuldade que têm os órgãos
 governamentais, bem como as instituições de pesquisa e ensino, de reconhecer a
qualidade do material genético melhorado e manejado pelos agricultores familiares.
Para comprovar cientificamente a importância das variedades crioulas para a
 agricultura familiar do semiárido, a Rede de Sementes da Articulação do Semiárido
 Paraibano (ASA-PB), buscou apoio da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Com recursos
 do CNPq, foram realizados, por três anos, ensaios de competição entre três sementes
de variedades “comerciais” (duas das quais distribuídas pelo governo na região) e
outras cerca de 20 variedades crioulas escolhidas pelos agricultores vinculados à rede.
Esses ensaios comprovaram a qualidade – e em vários casos a superioridade –
das sementes crioulas para os ambientes onde foram cultivadas (veja Boletim 587).
Demonstrada a qualidade das sementes crioulas, resta o desafio de influenciar a
formulação e execução de políticas públicas, para que elas promovam a conservação da agrobiodiversidade em benefício da agricultura familiar.
Justamente com o objetivo de debater essas questões e avançar no diálogo entre os
 órgãos de governo, instituições de pesquisa, organizações de agricultores familiares
 e sociedade civil, foi realizada na última semana, no interior da Paraíba, uma Oficina
de Trabalho intitulada “Interação de políticas públicas com iniciativas de gestão
 comunitária de sementes locais protagonizadas por redes da sociedade civil no
 semiárido brasileiro”.


Caio Yamazaki Saravalle
Orientador Técnico de Programas 
Departamento de Apoio a Economia Solidária
Centro Público de Economia Solidária "Herbert de Souza"
Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Renda
Prefeitura Municipal de São Carlos
(16) 3307.6808/ 3371.9219/ 3376.6561 / 3368.4585
(16) 8837.3489
Endereço: Rua José Bonifácio, 885 - Centro - São Carlos - SP
Twitter: @ecosolsaocarlos


Em: sementescrioulas@yahoogrupos.com.br


Veja tambem:



Durante os anos de 2011 e 2012, agricultores e agricultoras do Centro-Sul do Paraná e do Planalto Norte de Santa Catarina se organizaram para produzir sementes crioulas em antendimento à chamada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab. O resultado desse trabalho foi:

  • 10 Famílias beneficiadas com a venda de sementes;
  • 67 toneladas de sementes distribuídas na região;
  • R$251.400,00 montante dos projetos;
  • Distribuídas 14 variedades de milho crioulo;
  • Mais de 2000 famílias da região foram beneficiadas com distribuição destas sementes.

Assista no slide-show a síntese desses dois anos de trabalho.

Created with flickr slideshow.


LEIA TAMBÉM:
  1. Programa da Conab de compra de sementes crioulas faz o pagamento às famílias multiplicadoras
  2. Programa de Distribuição das Sementes da Paixão é lançado pelo Polo da Borborema
  3. Agricultores e agricultoras da Borborema garantem renovação dos estoques de sementes crioulas
  4. 8ª Feira Regional de Sementes Crioulas
  5. Feiras de Sementes Crioulas: agricultores em defesa da biodiversidade

Feira de Agricultura Familiar


Feira da Agricultura Familiar é 

inaugurada no Rio de Janeiro

3 de agosto de 2012


Da AS-PTA
No último dia 28 foi inaugurada a Feira da Agricultura Familiar de Magé,
município da região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

Os mais de 30 agricultores presentes trouxeram seus melhores produtos 
e a sua simpatia para o centro de Piabetá, Distrito de Magé, para mostrar
que neste município a agricultura é tradição.
Nas barracas os consumidores puderam comprar aipim, quiabo, jiló, 
muita banana e mamão, doces caseiros feitos na cozinha do grupo
Colher de Pau, mudas de plantas ornamentais, medicinais, temperos
variados, entre outros produtos. 
Tudo fresco e saudável.
A Feira da Agricultura Familiar de Magé é mais uma Feira de Produtos
da Roça na região Metropolitana do Rio de Janeiro, seguindo os
 exemplos bem sucedidos das experiências das feiras de Queimado
s e Nova Iguaçu.

 Segundo Rui Cunha Rodrigues, presidente da Cooperativa de
 Agricultores Familiares de Magé (Coopagé),uma das entidades
 envolvidas na organizaçãoda feira, “a venda direta para o
 consumidor é uma conquista importante,

Pois além de garantir um preço mais justo para os produtos 
dos agricultores,é uma forma de divulgar o trabalho de 
valorização da agricultura nesta região”.

 Aloísio Sturm, Secretário de Agricultura de Magé, comunga com a 
ideia de Rodrigues: “a feira dará um resultado melhor ao agricultor,
 e ainda oferecerá aos consumidores produtos de qualidade, com
 frescor e o orgulho de saber que está comprando um produto do seu
 município e com o preço melhor”.

Seu Deda, agricultor da Comunidade de Vala Preta, do distrito agrícola 
de Magé,$ já possui outras experiências de venda direta em diferentes feiras, 
dentro e fora do município, e aprova a iniciativa de fazer uma feira somente
 com produtos da agricultura familiar. 
Do seu sítio seu Deda trouxe banana,mamão, feijão de corda e chuchu e 
afirma que a venda direta é muito importante, pois tudo que ele tem no sítio
 ele pode trazer que tem saída para os consumidores. 
“A gente conquista a clientela aos poucos, com produtos de qualidade e
 boa conversa. O movimento de compra está muito bom, mas deve crescer a
 partir da propaganda boca-a-boca que a clientela vai fazendo, porque todo
 mundo que compra fica satisfeito”.

O sorriso de satisfação estava no rosto de todos os agricultores.
Dona Romilda, da comunidade de Cachoeira Grande, ficou muito satisfeita
com a feira e com as vendas deste primeiro dia e diz que além da venda direta
 garantir um preço melhor, por eliminar o atravessador, esta prática ajuda os
 agricultores a organizarem a produção. 
“A gente vai acertando aos poucos as quantidades de produtos que vamos trazer
 e o que plantar.Tem cliente que gosta mais de verdura e outros que querem frutas.
 A gente vai conhecendo os clientes e produzindo mais e trazendo coisas diferentes
 de acordo com os pedidos”.

Magé é o único município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que
possui um distrito exclusivamente agrícola. Com uma área de cerca de 80 
quilômetros quadrados e uma população aproximada de 900 agricultores 
esta região é grande produtora de alimentos para o próprio município e
para a Região Metropolitana. 

Os principais produtos da agricultura familiar da região são banana, aipim,
inhame, cará, hortaliças, pimenta, quiabo e jiló. 
Mas muitos agricultores apresentam uma grande diversidade de produtos, 
que neste sábado estavam colorindo as barracas da feira e deixando os
consumidores animados.

A Feira da Agricultura Familiar de Magé foi uma conquista dos agricultores
por meio da articulação das Associações Comunitárias e da Coopagé,
com o apoio do escritóriolocal da Emater, da Prefeitura Municipal de Magé 
e do Projeto Semeando Agroecologia da AS-PTA em parceria com a CISV.
Danielle Sanfins, assessora técnica da AS-PTA, ressalta a importância da
participação dos agricultores na conquista deste espaço. 
“Para organização desse espaço houve muito debate sobre a importância
 econômica, social e cultural das feiras locais e acabou que a feira de Magé 
ficou com a cara da agricultura da região. 
Vemos a expressão e a diversidade da agricultura familiar local nos produtos
que estão aqui sendo comercializados.
 Essa feira é uma grande conquista para o fortalecimento e para visibilidade
da agricultura familiar não só do município, é a prova viva de que também 
se faz agricultura no grande Rio”.

A Feira da Agricultura Familiar de Magé acontece todos os sábados,
das 7:00 às 15:00 na Rua São Fidelis, centro de Piabetá.

Em: aspta.org.br

BANIR AGROTÓXICOS.

Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.

CICLOVIDA Completo