Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Agriculturas sem venenos: a Agroecologia aponta o caminho


Posted: 05 Jun 2012 08:12 AM PDT

Por Denis Monteiro
O campo agroecológico brasileiro, mobilizado na Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), pode contar com apoios importantes na sua luta política para mostrar que a Agroecologia é um caminho promissor para o futuro. Vários estudos, realizados por setores da Organização das Nações Unidas (ONU) e por equipes internacionais de pesquisadores independentes, confirmam que sistemas de produção desenhados e manejados de acordo com os princípios da ciência da Agroecologia têm muitas dimensões positivas: altas produtividades por área, estabilidade e resiliência, ou seja, são capazes de resistir a estresses ambientais, chuvas torrenciais e secas, comuns em nossa época de mudanças climáticas. Estes sistemas conservam a biodiversidade nativa e cultivada, usada livremente pelas comunidades, recuperam os solos, protegem e usam com responsabilidade as águas.
Além disso, geram trabalho digno no campo, democratizam a riqueza gerada pela agricultura e atuam na superação da pobreza rural, pois fortalecem a agricultura familiar camponesa e promovem maior autonomia dos agricultores frente aos mercados, seja de insumos, seja na comercialização da produção.
Os estudos mostram também que experiências construídas seguindo os princípios da Agroecologia promovem circuitos curtos de comercialização de alimentos, com muito mais diversidade do que nos impérios alimentares que empobrecem as dietas e fazem a comida viajar grandes distâncias dos campos até os consumidores. Com a Agroecologia é possível produzir alimentos saudáveis, de alto valor biológico, pois cultivados em agroecossistemas cheios de vida, e livres de agrotóxicos e transgênicos.
As pesquisas fortalecem a riquíssima rede que vem sendo tecida com muita sabedoria, garra e organização por agricultores e agricultoras familiares, assentados da reforma agrária, comunidades quilombolas, indígenas, populações tradicionais de extrativistas, castanheiros, seringueiros, quebradeiras de côco babaçu, faxinalenses, gente dos fundos de pasto, vazanteiros, geraizeiros, catadoras de mangaba, ribeirinhos, pescadores, agricultores urbanos, entre outros povos, e as organizações da sociedade civil e de órgãos governamentais que os apóiam e assessoram. Em nosso sistema de informação “Agroecologia em Rede” (www.agroecologiaemrede.org.br) temos mais de 700 experiências coletivas cadastradas, e sabemos que esta é uma mostra pequena do que tem espalhado por este país, em todos os ecossistemas e rincões. Outra mostra muito rica e significativa dessa diversidade está na revista “Agriculturas: experiências em Agroecologia”, editada desde 2004 pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia (www.aspta.org.br).
Evidências: enfrentando os mitos
No Rio Grande do Sul, onde o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) trabalha há 12 anos com a produção de arroz ecológico, somente numa região, na safra 2010/2011, foram colhidas 344 mil sacas de arroz ecológico em 3.000 hectares (ha), envolvendo 16 assentamentos de reforma agrária em 11 municípios. Sem nenhuma gota de veneno, usando fertilização orgânica e criando peixes nos campos de arroz.
No Maranhão, sistemas tradicionais de arroz de vazante em assentamentos alcançam produtividade média de 5.840 kg/ha, mais do que o dobro da produtividade da região nordeste, sem o uso de agroquímicos. Alguns agricultores tiveram, em pequenas áreas cultivadas (0,3 a 0,6 ha), produtividade de 14 ton/ha.
Pesquisas com feijão comum (Phaseolus vulgaris) em sistemas agroecológicos com variedades crioulas, desenvolvidas pela Embrapa Arroz e Feijão, em Goiás, apontam uma produtividade 2,4 ton/ha. No Paraná, a produtividade média do feijão em sistemas agroecológicos avançados é de 3 ton/ha.
Também no Paraná, sistemas agroecológicos alcançam a produtividade de 9 ton de milho por hectare, utilizando adubação verde, fertilização com matéria orgânica e pós de rocha, e variedades crioulas.
Estes dados mostram como a produtividade da terra em sistemas agroecológicos é satisfatória, na maioria dos casos superior ao manejo agroquímico, mesmo se considerada apenas uma cultura. Em todos os casos, os custos de produção, com insumos de fora das unidades produtivas, é muito menor nos sistemas agroecológicos do que nos convencionais. Nestes, a tendência é de aumento dos custos de produção e diminuição da produtividade, porque os insumos estão ficando mais caros e porque os agroecosssistemas vão perdendo fertilidade. Como dizem os agricultores, a terra vai ficando fraca, vai cansando. Em sistemas agroecológicos, acontece exatamente o contrário.
Mas os dados levantados acima deixam de fora um aspecto muito importante: sistemas agroecológicos trabalham com diversidade, integração de criação animal e cultivos, policultivos e sistemas agroflorestais, além do agroextrativismo dos frutos nativos.
No Agreste da Paraíba, uma pesquisa identificou 55 etnovariedades de trễs espécies de feijão: comum, de corda (ou macassa) e fava. Nessa mesma região, a partir de critérios estabelecidos pelos próprios agricultores, as variedades locais de milho se mostraram superiores às variedades comerciais desenvolvidas pela Embrapa, em produção de grãos, de biomassa, sabor, resistência a insetos no campo e no armazenamento, entre outros indicadores. A pesquisa foi desenvolvida pela Embrapa Tabuleiros Costeiros em parceria com organizações locais. Na Paraíba, as variedades locais são conhecidas como Sementes da Paixão.
No semiárido brasileiro, desde 2003 foram adquiridas, via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), mais de 536 toneladas de sementes de variedades locais, beneficiando 23.000 famílias. Mas o governo federal insiste em distribuir, no Programa Brasil Sem Miséria, sementes de poucas variedades comerciais, não adaptadas às condições ecológicas e socioculturais locais.
Já experiências com uso de plantas medicinais evidenciam quintais rurais e urbanos com mais de cem espécies, somente de uso medicinal. No cerrado, o conhecimento das populações tradicionais é tão vasto que a Articulação Pacari, que reúne grupos do bioma, organizou uma Farmacopeia Popular do Cerrado. No Rio de Janeiro, há mais de 100 grupos de saúde alternativa organizados na Rede Fitovida, que produzem os remédios caseiros com as plantas cultivadas em sítios e quintais. Além de serem usadas para tratamento humano, em farmácias caseiras e comunitárias que tem impactos muito positivos nas comunidades, as plantas tem também uso veterinário e no combate a insetos e fungos das plantações. Estas experiências são conduzidas em sua ampla maioria por grupos de mulheres.
Trabalhos desenvolvidos na zona da mata de Minas Gerais pelos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) e pelo Centro de Tecnologias Alternativas (CTA), nos “mares de morro”, áreas de relevo acidentado, demonstram o potencial dos sistemas agroflorestais (SAF's) numa região que tem no café o principal cultivo comercial. Num estudo comparativo, o café produziu, em sistema agroquimico, 34,9 sacos/ha, enquanto o agroflorestal produziu 21,2 sacos/ha. No entanto, apesar da produtividade menor, os custos de café agroflorestal foram três vezes mais baixos, e o SAF produziu ainda outras 33 espécies, para auto-consumo e mercado, o que fez com que o saldo econômico do SAF fosse superior ao do café convencional. Os grupos de mulheres da região se organizam para beneficiar a produção e levam os produtos dos quintais e SAF's, inclusive os de origem animal, para as feiras e mercados da região. Além da motivação econômica, agricultores envolvidos em dinâmicas de intercâmbio optam pelo sistema agroecológico simplesmente porque não querem trabalhar num ambiente com agrotóxicos. Destacam também que a Agroecologia motiva mais a juventude a trabalhar na agricultura.
Estudo feito pela AS-PTA no Paraná em propriedade familiar em estágio avançado na transição agroecológica demonstra que os rendimentos brutos de feijão, milho, arroz e mandioca foram muito superiores aos sistemas convencionais da região e que, mesmo no caso da batata, onde a produção total foi menor, a rentabilidade econômica foi muito maior, em função da maximização dos fluxos de insumos internos aos agroecossistemas e dos menores custos de produção. Isso sem contar na maior diversidade de produção para auto-consumo.
No município de Anita Garibaldi, em Santa Catarina, a Associação de Agricultores Ecologistas promoveu a diversificação da produção das 42 famílias associadas, das quais 20 comercializaram, em 2010, R$ 125 mil via PAA e R$ 80 mil pelo Programa de Alimentação Escolar. Já as famílias feirantes tem uma renda média de R$ 700,00 por semana. Segundo relatam os agricultores, a renda melhorou muito entre os membros da Associação: “Quando só plantávamos milho e feijão tínhamos uma renda muito apertada para passar o ano. Agora temos também a couve, os ovos, o tomate, o leite, o mel e o melado, outras hortaliças... essa renda complementar ajuda muito e esse processo todo educou o agricultor para isso”.
Política: o desafio principal
A Agroecologia, como ciência que aplica os princípios da ecologia para o desenho e manejo de agroecossistemas sustentáveis, e como campo político que tem propostas alternativas concretas para a agricultura e o desenvolvimento rural, tem que enfrentar mitos e construções ideológicas erguidos pelo agronegócio. Este, para legitimar-se na sociedade como único caminho possível, desqualifica o enfoque agroecológico e a agricultura familiar como atrasados e incapazes de alimentar o mundo e promover desenvolvimento.
Justamente o agronegócio, modelo que tem gerado uma crise socioambiental de proporções gigantescas em todo o mundo, com expulsão das populações de seus territórios, desmatamentos, assoreamento de rios e nascentes, erosão e privatização das sementes, queima desenfreada de combustíveis fósseis provocando mudanças climáticas, degradação dos solos e uso massivo de agrotóxicos, agora quer apresentar suas novas propostas para, com “mais do mesmo”, resolver os problemas que ele mesmo causou .

Nos apresentam os transgênicos com a propaganda de que são a solução para a fome no mundo, dizem que é preciso privatizar a água, pois se não haverá escassez, destróem a legislação ambiental para desmatar mais e assim “produzir alimentos para o mundo”, dizem que agrotóxico é necessário para não faltar comida, e que comida deve ser comprada nos hipermercados.
É claro, às corporações que vendem sementes e venenos, aos hipermercados multinacionais, peças essenciais dos impérios alimentares, e aos latifundiários, este modelo convém perfeitamente. Os prejuízos ficam com os setores mais pobres da sociedade, com o povo que é expulso do campo e mora em condições precárias nas cidades, com o trabalhador que morre lentamente com uma bomba de veneno nas costas, com o sistema público de saúde que tem que cuidar do povo doente pelos alimentos e águas contaminados.
Talvez, para o agronegócio, a agroecologia tenha muitos pecados, para usar a excelente expressão de Eric Holt-Gimenez : fortalece a agricultura familiar camponesa, pois democratiza a riqueza gerada na agricultura; diminui a venda de fertilizantes industriais, venenos e sementes transgênicas; exige a reforma agrária, pois não existe agroecologia em latifúndio e monocultivo; ao invés de privatização, promove o uso livre, local, comunitário, democrático, da biodiversidade e das águas; produz alimentos saudáveis melhorando a sáude da população e diminuindo o lucro dos hospitais e das multinacionais do setor farmacêutico; promove circuitos curtos de comercialização de alimentos, contrários aos interesses dos impérios alimentares.
Outro pecado da Agroecologia, muitas vezes apontado por seus críticos, é que ela depende do trabalho de milhões de famílias camponesas, quer um campo com gente, recusa o trabalho alienado, pois exige atenção, cuidado, observação, experimentação, conhecimento profundo dos ecossistemas e respeito à natureza, coisas desconhecidas pela lógica do lucro e da exploração que rege a economia capitalista.
Os principais desafios da Agroecologia, como contraponto ao modelo hegemônico são, portanto, de natureza política. Para enfrentá-los, será necessário muita mobilização e resistência, que sejam fortalecidas e multiplicadas experiências nos territórios, construídas redes solidárias entre o campo e cidade, e que se lute pela democratização do Estado e a construção de políticas públicas capazes de promover a Agroecologia como o enfoque orientador para a agricultura e o meio rural, no Brasil e no mundo.
(*) Denis Monteiro é Engenheiro Agrônomo, agroecólogo, secretário executivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) Texto publicado originalmente no caderno da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida.

Bom Humor é fundamental. Com vocês...Duda Rangel!


Em: http://desilusoesperdidas.blogspot.com.br 

Sete passos para um jornalista ambientalmente responsável



O planeta está cada vez mais ameaçado e é preciso parar de colocar tudo na conta do peido da vaca. Nós, jornalistas, também podemos contribuir para salvar o meio ambiente. Que tal fazermos a nossa parte? A seguir, sete propostas do blog.

1. Seria assinado um protocolo com o objetivo de reduzir a emissão de gases poluentes. Os jornalistas deveriam, num prazo de cinco anos, diminuir em 20% o consumo de calabresa apimentada, torresminho e carne seca com mandioca.

2. Os diplomas, que não valem mais nada, deveriam ser impressos pelas faculdades em papel semente. Tão logo o jornalista recebesse o seu certificado e chorasse abraçado aos pais, deveria picá-lo e plantar os pedacinhos em um vaso qualquer.

3. Seria criada uma reserva alcoológica para proteção do jornalista-que-bebe-pra-cacete-da-barriga-redonda, espécie ameaçada de extinção pelo jornalista-nerd-que-só-toma-suco-de-lichia-do-rabo-malhado.

4. Com o intuito de promover o uso racional da energia, os pescoções, nas madrugadas de sábado, passariam a ser realizados à luz de velas. As velas, juntamente com a pizza e o vinho safado, ainda garantiriam um clima de romantismo ao ambiente.

5. Para evitar as queimadas descontroladas, o consumo de maconha seria restrito às festinhas entre amigos uma única vez na semana. E, em um amplo programa de compensação ambiental, para cada baseado fumado, o jornalista deveria plantar um novo pé em sua casa.

6. Incentivo ao descarte seletivo do lixo jornalístico. Você sabia que uma coluna do Diogo Mainardi jogada num rio leva centenas de anos para se decompor? Em cestos plásticos azuis, por exemplo, seriam depositadas matérias sobre celebridades. Nos verdes, resenhas de jogos de futebol. Nos vermelhos, matérias com economistas fazendo projeções furadas.

7. Seria instituído o Dia Mundial Sem Carro de Reportagem. E também o Dia Mundial Sem Destruir a Planta que Fica ao Lado da Máquina de Café de Tanta Raiva pela Folga Cassada pelo Editor. E, claro, o Dia Mundial Sem Releases Tóxicos.

terça-feira, 5 de junho de 2012

UFC.Chapa1- Resistência Caatinga!


Junte-se a nós! Eleição Centro Acadêmico Dias da Rocha 
 Agronomia Universidade Federal do Ceará.

Silvicultura Social!



Casa de Santa Isabel

A Casa de Santa Isabel é uma Instituição Particular de Solidariedade
Social situada em São Romão - Seia, que apoia e acompanha jovens e
adultos com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais (DID).
(www.casasantaisabel.org).

Em 2010 a instituição criou uma Empresa de Inserção Social na Área de
Silvicultura contando com 5 colaboradores. Estamos disponíveis para
proporcionar um estágio nesta área, desenvolvendo um trabalho que
implica uma relação de proximidade e acompanhamento deste grupo, nas
diversas atividades inerentes à empresa.

Para obter informações contacte o responsável:

Casa de Santa Isabel Eng.º Bert Ten Brinke
Apartado 537 tel: +351 916 423 852
6270-956 São Romão – Seia casasantaisabel@sapo.pt
Portugal www.casasantaisabel.org 

Homeopatia na Agricultura!





Prezados,

Estamos encaminhando esta apostila gratuitamente (anexada), conforme a recebemos. Se quiserem receber gratuitamente estas apostilas impressas, sobre utilização da homeopatia na agricultura e outros temas afins, escrevam para prof. Casali vwcasali@ufv.br , da Universidade Federal de Viçosa, solicitando. Esta apostila explica passo a passo como fazer, constituindo instrumento valioso para a implantação do paradigma orgânico.

FAVOR DIVULGAR PARA SEUS CONTATOS.

__._,_.___


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Muito booooooom!



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Oficina de Construções Sustentáveis.


Oficina de Construções Sustentáveis.
Lagoa Paraiso.
Jijoca de Jericoacoara-CE
07 a 10 de junho de 2012
Informações: mariamadeiro@hotmail.com

Congresso Mundial de Juventude:


Congresso Mundial de Juventude: jovens se reúnem no Rio de Janeiro para debater sustentabilidade
Karol Assunção
Jornalista da Adital
Adital
Jovens de até 30 anos de idade de várias cidades do mundo começam a desembarcar no Rio de Janeiro, Brasil, para a sexta edição do Congresso Mundial de Juventude. O evento começa nesta segunda-feira (4) e segue até o próximo dia 13. Quem não pode estar presente fisicamente tem a oportunidade de participar das atividades online através do Congresso Virtual Mundial de Juventude.
Durante esses dias, mais de 300 jovens de 100 países se reúnem para debater sobre desenvolvimento sustentável a partir da provocação: "Qual é o papel mais eficaz que a juventude pode desempenhar na sustentabilidade?”. Além disso, os/as participantes também aproveitam o momento para discutir questões referentes à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), evento que ocorrerá entre os dias 20 e 22 deste mês, também no Rio de Janeiro.
A programação contempla eventos sociais e culturais, exibições de projetos ou trabalhos corporativos, debates, reuniões, plenárias, mesas redondas, entre outras atividades. Destaque para as oficinas de: turismo e desenvolvimento; yoga e meditação, um caminho para excelência; uma Terra é possível; como desenvolver ações cidadãs sustentáveis; e crise climática e o que fazer contra.
Durante os cinco dias do Congresso, os/as jovens ainda participam de "projetos de ação” em comunidades do Rio de Janeiro. A ideia é que eles/as participem das palestras e oficinas oferecidas pelo Congresso para em seguida ajudar as comunidades cariocas.
No dia 12, os/as participantes realizam uma marcha simbólica pelas ruas da cidade para chamar a atenção para a pauta da sustentabilidade. A expectativa é que os/as jovens ainda entreguem aos representantes do Rio de Janeiro um documento com Planos de Ação da juventude sobre a temática.
Congresso

O primeiro Congresso Mundial de Juventude ocorreu em 1999, no Havaí. Na ocasião, jovens de mais de 120 países discutiram sobre "As prioridades para o Novo Milênio”. Em 2003, foi a vez do Marrocos sediar o evento, cujo tema girou em torno no papel dos jovens para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O Congresso seguinte ocorreu na Escócia, em 2005, quando os/as jovens celebraram o Ano Internacional do Voluntariado.
Em 2008, Canadá foi sede do evento, o qual reuniu cerca de 600 pessoas para discutir sobre "regeneração” e desenvolvimento liderado por jovens. Dois anos depois, em 2010, os/as jovens foram à Turquia para trabalhar o monitoramento e a avaliação de projetos liderados por eles/as. E, neste ano, aproveitando as discussões referentes à Rio+20, os/as jovens se encontram no Brasil, para debater sobre sustentabilidade.
Para mais informações, acesse: http://wycrio2012.org

Workshop debate novo Código Florestal e uso e ocupação do solo em Fortaleza


Workshop debate novo Código Florestal e uso e ocupação do solo em FortalezaImprimirE-mail
30-May-2012
Acontece de 4 a 6 de junho, de 9h às 12h, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal do Ceará, no Campus do Pici, o workshop "Uso e ocupação do solo em Fortaleza: o novo Código Florestal e a vegetação urbana".
O evento objetiva discutir a aplicabilidade do novo Código Florestal no meio urbano e outras questões correlacionadas, como o uso e ocupação do solo e a vegetação em Fortaleza.
O workshop é voltado para profissionais, gestores públicos e comunidade acadêmica, com debates e palestras sobre a implantação da nova lei, aspectos da arborização urbana, gestão pelos órgãos executivos e de fiscalização, ações do Ministério Público e o papel da Universidade.
Entre os palestrantes, estão o Diretor do Departamento Técnico de Urbanização da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), José Wilmar da Silveira Neto; a Procuradora de Justiça e Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Ecologia, Meio Ambiente, Urbanismo, Paisagismo e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, Sheila Cavalcante Pitombeira, representando o Ministério Público; o Secretário Executivo Regional II, Francisco Humberto de Carvalho Jr., representando a Prefeitura de Fortaleza; o Diretor da Cagece André Macedo Facó; o Superintendente  da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Ricardo Araújo Lima; o Diretor Executivo da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), Rafael Tomyama; e o Diretor Presidente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada ao Governo do Estadode São Paulo, Otávio Okano. Da UFC, palestram os professores George Satander Sá Freire e Ronaldo Stefanutti.

O workshop é promovido pelas pró-reitorias de Graduação e de Extensão da UFC e pelo Programa de Ensino Tutorial de Engenharia Ambiental da Instituição (PET Conexão de Saberes). As inscrições podem ser feitas, de 10h às 16h, na sala do PET (Bloco 708, Campus do Pici). Outras informações pelo e-mailpetambientalufc@gmail.com ou pelo telefone (85) 8826.4065.

Fonte: Prof. Ronaldo Stefanutti, do PET de Engenharia Ambiental da UFC - (fone: 85 3366 9631)

Educação do Campo


II Ciclo do Programa Residência Agrária debate Educação do CampoImprimirE-mail
04-Jun-2012
O terceiro encontro do II Ciclo de Debates do Programa Residência Agrária da UFC será realizado quarta-feira (6), das 14h às 16h, no auditório do Curso de Zootecnia (Bloco 850, Campus do Pici). "Educação do Campo e os Paradigmas do Desenvolvimento" é o tema do encontro.
Participarão da mesa de debate a Profª Eliane Dayse Pontes Furtado, da Faculdade de Educação da UFC, a secretária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Ceará, Cícera Vieira da Costa, e a educadora Maria Aurigele Alves, do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural.

Já o quarto e último encontro, agendado para o dia 4 de julho, terá como tema "Políticas Públicas e Educação do Campo: explorando novas abordagens no mundo rural". Nos dois primeiros encontros, realizados nos dias 18 de abril e 9 de maio, foram abordados os marcos históricos e os desafios da educação do campo.

Os participantes que obtiverem 75% de frequência nos eventos receberão certificado ao término do ciclo. Não é necessário fazer inscrição. Mais informações podem ser obtidas através do e-mailresidencia.agraria@ufc.br ou ainda na sede do programa, no bloco 850, no Campus do Pici.

Fonte: Profª Gema Galgani, Coordenadora do Programa Residência Agrária da UFC - (fone: 85 3366 9480)

Chris Jordan- MIDWAY

http://www.midwayfilm.com/

Outros Sertanejos


O
SERTANEJO
JOÃO LINO VIEIRA


E O RENASCIMENTO DO MANGARITO.

Agricultor de origem humilde, filho de colono, criado em fazenda de café, onde viveu até os dezesseis anos, sendo anunciado à comunidade como tendo “nascido embaixo de um pé de café,” dado o vínculo prematuro com o trabalho, logo aos seis anos de idade, já era limpador de troncos dos pés de cafés.

A primeira tarefa inicial para inaugurar a colheita de café, cabe ao limpador de tronco, que realiza essa operação antes de começar a primeira varredura dos ‘grãos’ caídos e amadurecidos com antecedência e que já se encontram bem secos, devendo ser recolhidos e aproveitados antes que sejam estragados. Após algum tempo, até constatar o amadurecimento da maioria dos ‘grãos,’ começa a derriçada do cafezal, que é precedida de nova e última limpeza dos troncos, cuja tarefa consiste no emprego de crianças de tenra idade, normalmente, a partir dos seis anos de idade, porque elas têm facilidade de penetrar em baixo das saias dos cafeeiros e com as mãos arrastam tudo que ali se encontram alojados como pedaços de galhos, folhas secas, grãos de café, enfim, o chão deverá ficar bem limpo.

Tal serviço aparentemente bem simples, é revestido de muitos riscos, pois ao introduzir suas mãozinhas no meio dos troncos, muitas vezes lá se encontram também aranhas e cobras venenosas, aproveitando a sombra ou o calor das folhas, ocasionando acidentes de terríveis conseqüências, aliados ainda a outros inimigos, considerados hospedeiros dos pés de cafés, também de efeitos alienantes e com trágicos resultados para as suas vítimas.

Estou fazendo referência aos famosos marimbondos carijós amarelos, chamados de Tapa-guela e às taturanas Bezerras ou “Pelos de vaca” de cor avermelhados, insetos esses, especialmente os marimbondos, conforme a designação do seu nome, atacam a garganta causando uma pequena sufocação e ambos causam febres e ínguas debaixo dos braços , vômitos, enfim um mal estar geral. Este é o começo da realidade do filho do camponês, que é despertado junto com todos da família através de uma buzina, às quatro horas da manhã pelo administrador da fazenda, avisando que é hora de se levantar e se preparar para iniciar o trabalho diário, quando novamente, às cinco horas o último toque de buzina, ordenando a saída em direção da frente de trabalho. Em quaisquer condições que se apresente a natureza, com frio, geada ou chuvas, o capataz, indiferente a qualquer risco de saúde, jamais permite ao trabalhador rural fugir das intempéries, e como raramente encontra algum abrigo, quando toma chuva, a roupa molhada pela chuva é enxugada pelo calor do corpo.
... E é daquela comida que a minha mãe fazia com o pouco que dispunha, que era preparado um arroz com feijão com tempero de gordura de porco, sal e alho e que ao se aproximar da nossa casa, à distância sentia um cheiro a exalar no ar, enchendo a boca de água e aumentando a vontade de comer. Foi muito útil esta vivência na roça, pois me tornei herdeiro de um colossal vínculo com muitas coisas produzidas na terra especialmente com as batatinhas cozidas pela minha mãe, quando tinha uns oito anos de idade, chamadas de "mangarito".

...


VII Congresso Brasileiro de Agroecologia




VII Congresso
Brasileiro de Agroecologia - 
Fortaleza-CE - 2011

Discurso Parte 01 Francisco Roberto Caporal VII CBA
00:12:08
Adicionado los 2012/01/06
33 exibições
Abertura VII CBA - Caporal - Primeira Parte
 
Abertura VII CBA - Caporal - Segunda Parte
 
Políticas Públicas - No CBA VII - Caporal

Dia Mundial do Ambientalista


domingo, 3 de junho de 2012

La maldición de los recursos naturales

 

Colombia: La maldición de los recursos naturales

Por Efraín Jaramillo Jaramillo*
“¿Por qué estos territorios,
siendo los más ricos,
están condenados
a ser los más pobres?”
Líder afrocolombiano de Nariño
Video: El Pacífico Colombiano

Entre la vida, el desarraigo y la resistencia

Ahora que la cotización del oro alcanzó un máximo histórico (1.315 dólares por onza) y las empresas extractoras se precipitan con avidez sobre ríos y montañas tras este mineral, considerado la única y más segura moneda global, vuelven a ser asediados los territorios de campesinos, indígenas y negros, avivando nuevamente el debate sobre la paradójica desventaja de tener territorios abundantes en minerales, hidrocarburos, maderas, suelos, biodiversidad y otros recursos naturales, de importancia estratégica para el insaciable crecimiento económico de los países desarrollados. Pero también trayendo otra vez al presente el tema sobre el subdesarrollo de las naciones, cuyas economías se basan en la extracción de recursos naturales, y para el caso del Pacífico colombiano y el Amazonas peruano (sólo para mencionar dos de los muchos ejemplos en Latinoamérica y el mundo), la violencia a los pueblos indígenas y afrocolombianos, relacionada con la explotación de los recursos naturales de sus territorios.
Esta problemática no es nueva. Ya en los años 60 del siglo pasado, cuando estaban en boga las teorías de la dependencia, el economista hindú Jagdish Bhagwati mostraba como las actividades extractivistas funcionaban a modo de ‘enclaves’ que succionan recursos de una región, generando en ella la dependencia económica y el subdesarrollo, al establecer una cadena de transferencias de recursos, cuyos beneficiarios finales son las economías externas de los países industrializados, ya que allí estos recursos son parte substancial de su economía.
“En ninguna región pobre del mundo se han presentado despegues económicos con base en la explotación de sus recursos naturales. Peor aún las poblaciones se han empobrecido más (¿se acuerdan de los indígenas de Arauca?) “El petróleo empobrece”. Las esmeraldas, el oro, el carbón también. Aquellas regiones con abundantes recursos naturales, con muy pocas excepciones, son hoy subdesarrolladas”
Los recursos más visibles son los hidrocarburos y minerales, pero aquí están comprendidos también otros productos de los bosques tropicales y los que provienen del uso del suelo, como la caña de azúcar, la palma aceitera, la soja, etc. (y lo que posteriormente, con la revolución de la biología y la genética adquirió gran importancia: la biodiversidad y los conocimientos tradicionales de los pueblos indígenas). Mientras que para las regiones exportadoras, estos recursos primarios son productos acabados, para las economías centrales que los importan son insumos de producción.
En síntesis, la extracción de productos primarios no sólo es inducida y depende de la demanda de la economía mayor importadora, sino que no aporta al desarrollo propio y autónomo de la economía de la región exportadora de recursos primarios. Estas economías de ‘enclave’ hacen parte y son regidas por las necesidades de crecimiento de las economías externas, que son sus ‘centros motrices’.
Así ha sido siempre. Desde la Conquista hasta hoy. Hasta hace poco, nuestros países, antes que ser repúblicas, eran mercados: del oro, del azúcar, de las pieles, del banano, de la carne, del estaño, del cobre, del carbón, del hierro, del café, últimamente de la coca. Aún siendo repúblicas, la característica no era tener una Constitución política. El término de ‘repúblicas bananeras’ para referirse a nuestros países, expresa (no exento de sarcasmo) esta condición.
En ninguna región pobre del mundo se han presentado despegues económicos con base en la explotación de sus recursos naturales. Peor aún las poblaciones se han empobrecido más (¿se acuerdan de los indígenas de Arauca?) “El petróleo empobrece”. Las esmeraldas, el oro, el carbón también. Aquellas regiones con abundantes recursos naturales, con muy pocas excepciones, son hoy subdesarrolladas.
Para Moisés Naím “esto ocurre no a pesar de sus riquezas naturales, sino debido a ellas”. En muchas regiones del país, caracterizadas por su baja gobernabilidad, sin instituciones estables y ausencia de democracia y transparencia en las gestiones de gobierno, los beneficios que genera la explotación de recursos naturales, se concentran en pocas manos, en una élite que excluye a los demás pobladores del desarrollo social, ejerciendo un dominio asfixiante sobre indígenas, negros y campesinos y promoviendo de forma legal o ilegal su desplazamiento. Este es el caldo de cultivo para todo tipo de violencias, que suelen aflorar allí, donde se produce riqueza sin generar capital social y desarrollo económico.
“los beneficios que genera la explotación de recursos naturales, se concentran en pocas manos, en una élite que excluye a los demás pobladores del desarrollo social, ejerciendo un dominio asfixiante sobre indígenas, negros y campesinos y promoviendo de forma legal o ilegal su desplazamiento. Este es el caldo de cultivo para todo tipo de violencias, que suelen aflorar allí, donde se produce riqueza sin generar capital social y desarrollo económico”
En cuanto al tipo de economía, el Pacífico colombiano no parece haber cambiado en los últimos 50 años, en lo que respecta a la relación entre productos primarios y productos manufacturados de la región. Intentos por desarrollar una agroindustria con base en sus potencialidades naturales, siempre han sido socavados por bonanzas de materias primas: el oro y otros minerales, maderas finas, aceite de palma, en un futuro cercano coltán y sabrá el cielo cuantas más habrán en el futuro. Estas demandas obedecen al desarrollo industrial que experimentan países que como China, Corea del Sur y otros países del Sureste asiático, se han convertido en exportadores de productos manufacturados, desarrollando una descomunal capacidad de consumo de productos sin valor agregado, induciendo la reprimarización de las economías de aquellos países pobres con abundantes recursos naturales, inhibiendo su diversificación y subordinando su desarrollo económico a los requerimientos del capital de las nuevas ‘metrópolis’.
Las regiones afectadas por la maldición de los recursos naturales están condenadas a depender cada vez más de la producción de sus principales materias primas. Esto fortalece a aquellos grupos económicos que se benefician de la explotación de estos recursos, lo que conduce a su empoderamiento político y a un control cada vez más excluyente de los gobiernos locales. Debido a que no dependen exclusivamente de transferencias e impuestos (que también controlan) para retener su poder político, se dan el lujo de desconocer las demandas de sus ciudadanos, que a su vez son cooptados mediante un sistema clientelista que reparte dádivas y auxilios, que desestimulan el control ciudadano sobre la gestión pública. Se crea así un círculo vicioso de mutuas dependencias, cuyo resultado final es la corrupción en todas las áreas de la vida social y política, que alcanza también a las organizaciones sociales.
Esto fortalece a aquellos grupos económicos que se benefician de la explotación de estos recursos, lo que conduce a su empoderamiento político y a un control cada vez más excluyente de los gobiernos locales (…) Se crea así un círculo vicioso de mutuas dependencias, cuyo resultado final es la corrupción en todas las áreas de la vida social y política, que alcanza también a las organizaciones sociales.
Para el caso de los países latinoamericanos, el porvenir no es halagador, pues según Riordan Roett, director de la universidad John Hopkins y analista en temas políticos y económicos latinoamericanos, “mientras los precios de las materias primas se mantengan altos (y todo augura que continuarán así, a no ser que hayan dificultades en Asia), la dependencia de la exportación de productos primarios parece ser, para bien o para mal, el futuro de la región”. Brasil continuará dependiendo de la exportación de hierro, soja y petróleo; Chile del cobre, Ecuador y Venezuela del petróleo, Bolivia del petróleo y el gas, etc. Colombia y Perú aspiran a engancharse lo más pronto posible a ese crecimiento de la demanda por materias primas, para convertir a los hidrocarburos y a la minería en actividades estratégicas, (las “locomotoras”) para el crecimiento de sus economías.
En lo que respecta a Colombia, el Banco de la República señala que para el año de 2010 (a septiembre) la inversión extranjera directa, había ascendido a 6.714,2 millones de dólares, de los cuales el 83% (5.598,7 millones) fueron a la minería y a la exploración de hidrocarburos. En 2009, los sectores de la minería y los hidrocarburos habían sido fortalecidos con 6.818,8 millones de dólares. Esta abundante presencia de capitales en el sector de la minería y en la actividad petrolera es una evidencia de los avances de la ‘seguridad democrática’, eje central del gobierno de Álvaro Uribe Vélez para crear la necesaria ‘confianza inversionista’ que ofrezca garantías a la inversión extranjera, atraída también por beneficios tributarios. Con la misma lógica, el gobierno de Juan Manuel Santos promete continuar con la promoción de la minería como el motor del desarrollo económico para la “prosperidad democrática”, con la cual se cosechan los logros de la seguridad democrática.
Hay una gran contradicción en la presentación de la minería como la locomotora del desarrollo económico para la prosperidad democrática. Una contradicción que el gobierno ha sido diligente en tapar con un llamativo plan de resarcimiento de derechos a las víctimas de la violencia, con una ley agraria que además de devolver tierras, cambia el uso de suelos a favor de la agricultura, lo que permitiría acabar con grandes e improductivos latifundios ganaderos y recomponer la economía campesina al reintegrar no solo a los campesinos desplazados por la violencia, sino a los desplazados por la pobreza y desatención que ha tenido el campo. A esta política agraria que ha despertado otra vez optimismo en los colombianos, se contrapone una política minera diseñada para beneficiar de manera exclusiva a los intereses de las grandes compañías extranjeras. Una política minera que está causando estragos en comunidades negras, indígenas y campesinas, por los impactos ambientales, económicos y sociales que genera y que auguran ser similares a los causados por la violencia paramilitar para apropiarse de las tierras.
La diferencia es que esta vez serían ‘desplazados ambientales’, porque sus tierras, dadas en concesión para la explotación minería se convertirán en paisajes lunares, con aguas contaminadas, suelos devastados y vida silvestre arrasada (¿les dice algo el Bajo Cauca, Suarez, Timba, Zaragoza en Colombia y Madre de Dios en la Amazonia peruana?). Es una contradicción que a las organizaciones sociales de indígenas, negros y campesinos, aliados con sectores ambientalistas les incumbe resolver. Pero ya sabemos hasta donde los gobiernos pueden llegar para quebrar la oposición de los indígenas a la explotación petrolera en sus territorios ¿Alguien se acuerda de los u’wa en Colombia y los aguaruna en Bagua?.
A pesar de que los territorios de estos pueblos tienen abundantes recursos, no por eso tienen que sucumbir a la ‘maldición de los recursos naturales’ y permanecer condenados a ser pobres. Pues es posible desarrollar economías eficientes (incluyendo la explotación de recursos naturales) que sean propias y compartidas por todos los pobladores (economías interculturales las llamaríamos): Economías que impliquen un equilibrio entre la satisfacción de las necesidades de los pobladores del campo y la viabilidad ecológica, cultural y económica de los medios empleados para sufragarlas.
A las organizaciones que encuentren el camino y se ingenien los mecanismos para hacer realidad estas economías, habría que darles, como lo propone Moisés Naím, “el premio Nobel. No el de Economía. El de la Paz”.
Cartagena de Indias, octubre 2 de 2010.
—
* Efraín Jaramillo Jaramillo es antropólogo colombiano, director del Colectivo de Trabajo Jenzerá, un grupo interdisciplinario e interétnico que se creó a finales del siglo pasado para luchar por los derechos de los embera katío, vulnerados por la empresa Urra S.A. El nombre Jenzerá, que en lengua embera significa hormiga fue dado a este colectivo por el desaparecido Kimy Pernía.
 Em:
 
29 de Maio

Lo que se ve ahi es cianuro. Uno de los metodos de extracción del oro y plata. Se necesita un numero x de cianuro para derretir una roca de una tonelada. De lo que extraen una onza de oro. El tubo de cola generalmente es el desague del lago artificial que se construye para deshacerse del cianuro lleno del sobrante de la extraccion. Te recomiendo el documental http://vimeo.com/21400207
el bello color rojo es gracias a la Barrick Gold...Envenenando al Pueblo. Bienvenido el TLC
— com Ecolodge Almejal, Tusemanario Huila, Armando El Colombiano e outros 43.

sábado, 2 de junho de 2012

Trânsito de Vênus

Trânsito de Vênus ajudará a encontrar exoplanetas habitáveis

Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/05/2012
Trânsito de Vênus
O par de trânsitos de Vênus 2004/2012 só se repetirá a partir de 2017. [Imagem: NASA]
Última chance
Cientistas e astrônomos amadores de todo o mundo preparam-se para observar o planeta Vênus passando à frente do Sol.
É o chamado trânsito de Vênus.
Do ponto de vista da Terra, em nosso Sistema Solar apenas Vênus e Mercúrio apresentam trânsitos, porque o fenômeno ocorre apenas quando um planeta passa diretamente entre o Sol e a Terra.
Como o plano orbital de Vênus não está alinhado exatamente com o da Terra, o fenômeno, é muito raro, e vem sempre aos pares, com os pares alternando hiatos de 105,5 e 121,5 anos.
O trânsito de Vênus ocorrerá nos próximos dias 5 e 6 de junho, com uma duração de quase 7 horas.
O par 2004-2012 só se repetirá a partir de 2117. Ou seja, se você não vê-lo desta vez, precisará de muita sorte para ter outra chance nesta vida.
Trânsitos planetários
Os trânsitos planetários tornaram-se mais famosos depois que os astrônomos começaram a utilizá-los para detectar exoplanetas: medindo pequenas variações no brilho das estrelas, é possível deduzir quando há um planeta orbitando ao seu redor, no momento em que ele passa entre a estrela e a Terra.
Mas os cientistas querem tirar mais informações desses fenômenos.
Usando o trânsito de Vênus será possível testar técnicas que estão sendo desenvolvidas para analisar a composição, a estrutura e a dinâmica da atmosfera desses planetas extrassolares.
Trânsito de Vênus ajudará a encontrar exoplanetas habitáveis
Em 2004, um observador de muita sorte conseguiu colocar na mesma imagem um avião e o planeta Vênus em trânsito. Este é um quadro de um filme, já que a coincidência durou apenas uma fração de segundo. [Imagem: Detlef Koschny]
Agora que os exoplanetas já são calculados em bilhões - os conhecidos já se contam aos milhares - os cientistas querem encontrar planetas que possam abrigar vida semelhante à nossa. Para isso, é essencial medir o oxigênio em suas atmosferas.
E, pela primeira vez, será possível observar o trânsito de Vênus simultaneamente da Terra e do espaço, usando os telescópios Kepler e Corot.
Mais do que isso, graças à sonda Venus Express, da ESA, a agência espacial europeia, que está em órbita de Vênus, será possível aferir com muita precisão as técnicas de observação que serão testadas.
Trânsitos históricos
Os trânsitos de Vênus têm também um grande interesse histórico, porque foram uma oportunidade para os astrônomos medirem o tamanho do Sistema Solar.
Os trânsitos do século XVIII permitiram aos astrônomos calcular a distância da Terra ao Sol. Isso foi feito medindo o tempo que Vênus demorava para atravessar o disco solar, de vários pontos do globo, e depois usando cálculos de triangulação.
Foi durante o trânsito de 1761 que os astrônomos perceberam uma coroa de luz em volta do limite escuro do planeta, concluindo daí que Vênus tem uma atmosfera.
Sondas espaciais, como a Venus Express, mostraram que essa atmosfera é densa e absolutamente inóspita: imperam o dióxido de carbono e o nitrogênio, com nuvens de ácido sulfúrico.
Trânsito de Vênus ajudará a encontrar exoplanetas habitáveis
No Brasil, o trânsito de Vênus somente poderá ser visto parcialmente no extremo oeste do país. [Imagem: M. Zeiler]
Assistindo ao trânsito de Vênus
O trânsito de 2012 só será visível completamente no oeste do Pacífico, leste da Ásia, leste da Austrália e nas latitudes muito ao norte.
No Brasil, o fenômeno somente poderá ser visto parcialmente no extremo oeste do país.
Nos Estados Unidos, o trânsito começará na tarde de 5 de junho. Para a maior parte da Europa, o Sol irá nascer em 6 de junho com o trânsito quase terminado.
Para aferir seus instrumentos e suas técnicas de observação, os cientistas responsáveis pela sonda Venus Express escolheram a localidade de Spitsbergen, no círculo polar Ártico.
Como o Sol nunca se põe em Spitsbergen em junho, será uma oportunidade única de observar o trânsito por completo.
"Durante o trânsito, a Venus Express irá fazer importantes observações da atmosfera de Vênus, que serão comparadas com as de telescópios em terra para ajudar os caçadores de exoplanetas a testar as suas técnicas," disse Hakan Svedhem, membro da equipe.
 http://www.inovacaotecnologica.com.br/

“Pesquisa e Política de Sementes no Semiárido”

Oficina de doces na cozinha comunitária Unifaz
Oficina de doces na cozinha comunitária Unifaz

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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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Número 587 - 01 de junho de 2012
Car@s Amig@s,
Aconteceu nesta semana, no município de Lagoa Seca, na Paraíba, o Seminário “Pesquisa e Política de Sementes no Semiárido”. A grande novidade desse encontro, que reuniu pesquisadores de diversas instituições, agricultores, representantes de movimentos sociais e ONGs, professores, estudantes e representantes de órgãos governamentais, foi a apresentação de resultados de pesquisa científica a respeito da qualidade das sementes crioulas, carinhosamente chamadas no estado de “sementes da paixão”.
Num projeto de pesquisa conduzido em parceria pela Embrapa Tabuleiros Costeiros e a Rede de Sementes da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA-PB), com o apoio da UFPB (Campus Bananeiras) e o financiamento do CNPq, foram realizados, ao longo de três anos, diversos ensaios de competição entre três variedades de sementes “melhoradas” e outras cerca de 20 variedades de sementes crioulas escolhidas pelos agricultores.
Nos anos 2009 e 2010 fizeram parte dos experimentos a variedade da Embrapa chamada “catingueiro” que, por ter ciclo curto, que se completa durante o curto período de chuvas, é indicada para o plantio na região semiárida e era então a única variedade de milho distribuída aos agricultores do Nordeste pelo Programa Nacional de Sementes para a Agricultura Familiar, conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em parceria com a Embrapa; e também a variedade “AG1051”, da empresa Agroceres (que pertence à Monsanto), que é bastante plantada na Paraíba para ser comercializada para consumo humano direto como milho verde (especialmente na época das festas de São João). No ano 2011 o programa do MDA passou a distribuir também a variedade “sertanejo”, da Embrapa, que foi então também incluída nos ensaios.
Os campos para os testes foram implantados em comunidades localizadas na região da Borborema, que está na zona de transição entre a mata atlântica e a caatinga, e na região do Cariri, em plena caatinga e clima semiárido acentuado.

Os plantios foram conduzidos em manejo agroecológico e tiveram a participação dos agricultores em todas as etapas, desde a semeadura até a avaliação dos resultados. Durante os experimentos, as sementes foram marcadas por códigos, de modo que os agricultores não podiam identificá-las.
Resultados mostraram melhor desempenho das variedades crioulas em todos os campos de teste
O ano de 2009 foi um ano de precipitação média para os padrões da região. O ano de 2010 foi um ano de pouca chuva, e o ano de 2011 teve chuvas bem acima da média – um ano bastante atípico. Nos anos 2009 e 2010, ou seja, o ano de chuva regular e o ano seco, as variedades melhoradas tiveram desempenho muito abaixo das variedades crioulas. No ano 2011, aquele atípico de muita chuva, a variedade AG1051 teve bom desempenho, ultrapassando algumas variedades crioulas (e ficando pouco abaixo de outras).
Esses dados mostram, claramente, a superioridade das sementes crioulas em relação às sementes melhoradas em centros de pesquisa nas condições de solo, clima e manejo da agricultura familiar do semiárido paraibano. As sementes melhoradas podem produzir bem, desde que recebam água e fertilizantes – o que não faz parte da realidade nessa região. Como se vê, não é em vão o cuidado (e a paixão) com que esses agricultores cultivam, melhoram e conservam suas sementes.
Outro dado extremamente interessante é o quanto as sementes da paixão são adaptadas às suas regiões de origem: as sementes da Borborema apresentaram desempenho excelente nos campos experimentais implantados na Borborema, mas desempenho médio nos campos localizados no Cariri. E vice-versa: as sementes do Cariri tiveram excelente desempenho no Cariri, mas médio desempenho na Borborema.
Essa constatação, agora validada com todo o rigor que a ciência exige, apenas confirma o que os agricultores sempre souberam e defenderam: suas sementes locais é que são adaptadas às suas regiões e condições de manejo – afinal, estão há décadas sendo permanentemente adaptadas – e qualquer estratégia de promoção da agricultura familiar que não leve isso em conta estará, no mínimo, desperdiçando o melhor material genético disponível.
Historicamente, o campo acadêmico-científico e os gestores públicos afirmaram que as sementes crioulas não eram sementes, e sim “grãos”, negando sua qualidade e viabilidade e assim justificando as estratégias de utilização de sementes melhoradas em todos os seus programas. Diante dos resultados das pesquisas com a Embrapa, os agricultores presentes ao seminário de Lagoa Seca foram enfáticos ao afirmar: “nunca mais aceitaremos que nossas sementes sejam chamadas de grãos”.
Vale ainda observar que, para os agricultores, não é somente a produtividade que importa em uma lavoura de milho. A palha é importante para a alimentação dos animais, a planta alta e de colmo grosso serve de sustentação para a fava que ali cresce em consórcio, os grãos pequenos são preferidos para a alimentação das aves do quintal, o sabugo fino é preferido por muitas mulheres por ser mais fácil de ralar e preparar alimentos, bem como preferências por sabor variam de família para família, comunidade para comunidade. Ou seja, o enorme leque de opções que representa a agrobiodiversidade manejada e conservada pelos agricultores familiares permite uma série de usos e o atendimento de uma diversidade de demandas que não podem ser supridas por uma única variedade – por mais que ela seja eficiente na produção de grãos. A verdade é que a distribuição massiva de uma única variedade gera erosão genética e leva à perda dessa riqueza presente nas comunidades rurais.
Nos experimentos realizados em parceria com a Embrapa, essa perspectiva foi considerada e foram analisados diversos critérios na comparação entre as variedades de milho: produtividade; espessura da planta; quantidade de palha; cor, peso e tamanho da semente; resistência a pragas; resistência à seca, entre outros. Como já dito, as sementes crioulas locais proporcionaram sempre os melhores resultados.
Qualidade reconhecida por políticas públicas
Um exemplo de política pública que tem valorizado a agrobiodiversidade manejada pelos agricultores e as suas estratégias coletivas de gestão e conservação dos recursos genéticos, como os bancos de sementes comunitários (BSCs), é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), gerido pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento / MAPA). Desde 2006 o PAA tem realizado ações de compra de sementes crioulas dos agricultores familiares e doação simultânea das sementes para os BSCs da mesma região – tanto para distribuição, como para formação de estoque em anos de crise. Está aí uma política que de fato fortalece a construção de autonomia dos agricultores.
Esperamos que os novos resultados científicos obtidos por uma instituição de tamanho prestígio possam orientar mudanças profundas não só no Programa Nacional de Sementes, como em todas as políticas públicas destinadas ao fortalecimento da agricultura familiar no Brasil.
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Errata: está na pauta de liberação comercial da CTNBio uma variedade de soja, e não de milho resistente ao herbicida 2,4-D, como afirmamos na edição 585 deste Boletim.
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Neste número:
1. Ministério da Agricultura prende produtos da agricultura camponesa mas não impede a venda de transgênicos e leite com soda cáustica
2. Justiça da Argentina rejeita recurso da Bunge
3. Agrotóxicos, interesses e anti-jornalismo
4. Código Florestal: o discurso vazio dos ruralistas

A alternativa agroecológica
Banco de Sementes e as articulações em defesa das sementes da paixão
Evento
SEMINÁRIO DE ENFRENTAMENTO AOS IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE HUMANA E NO AMBIENTE
Dias 4 e 5 de junho, das 9:00 às 17:00 h
Auditorio térreo da ENSP, FIOCRUZ (Av. Brasil, 4.365 – Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ).
Não é necessária inscrição previa no evento. Confira a programação.

BANIR AGROTÓXICOS.

Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.

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