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Princípios da Agroecologia
Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.
Francisco Roberto Caporal
http://www.aba-agroecologia.org.br/
grãos
Como os lobos mudam rios
Como se processa os animais que comemos
Rio Banabuiu
A VERDADE SOBRE O CANCER
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Economia verde versus economia solidária.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Leitura Critica: Economia Verde....
Cartilha sobre instrumentos da Economia Verde propõe leitura crítica da Rio+20

Estudo apresenta elementos para debate qualificado
sobre principais mecanismos da economia verde, com explicações
detalhadas e exemplos de iniciativas tomadas no BrasilVocê sabe o que é mercado de carbono? E os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)? Já ouviu falar em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável (REDD)? Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)? Todos estes instrumentos e conceitos, que fazem parte da assim chamada economia verde, estão explicados e detalhados na cartilha "O Lado B da Economia Verde - Roteiro para uma cobertura jornalística crítica da Rio+20".
Com exemplos de como tais mecanismos têm sido aplicados na prática no Brasil e opiniões críticas de acadêmicos e especialistas, a cartilha foi pensada para auxiliar jornalistas envolvidos na cobertura do evento, mas pode ser útil para qualquer um que tenha interesse em aprender e se aprofundar sobre os temas em discussão. Clique aqui para baixar a versão digital da cartilha em arquivo PDF.
Produzida em parceria da Fundação Heinrich Boell com a Repórter Brasil, a cartilha traz uma análise sobre o novo ambientalismo de mercado que tem permeado os debates em torno da na perspectiva de seus críticos.
Uma das principais pautas da conferência, a economia verde ainda carece de consenso entre os negociadores dos Estados-membros das Nações Unidas quanto à sua conceituação e definição.
Grosso modo, porém, seus proponentes apostam em um uso mais economicista dos recursos naturais – rebatizados de capital natural, defendendo novas regras de lucratividade inerentes à preservação ambiental, para que ela se justifique.
Modelo de desenvolvimento
A premissa de que a proteção do meio ambiente só ocorrerá se for economicamente vantajosa, no entanto, tem sido duramente criticada por parte da sociedade civil organizada, cientistas e acadêmicos. De acordo com eles, esta lógica deixa de fora os aspectos científicos e biológicos ligados à saúde do planeta, e sociais, culturais e espirituais inerentes à sobrevivência das populações rurais e tradicionais que dependem e convivem com a natureza e seus recursos.
Acima de tudo, nega o fato de que as crises climáticas e ambientais são decorrência direta de um modelo de desenvolvimento intrinsecamente predador e depredador.
Abordando este debate numa perspectiva crítica, a cartilha traça um quadro das várias forças que deverão atuar na Rio +20, focando em seguida nos principais instrumentos já criados ou propostos para fortalecer o ambientalismo de mercado.
Basicamente, são analisados os conceitos de mercado de carbono, Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável (REDD) e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
Além de explicar criticamente o funcionamento destes instrumentos, a cartilha aborda seu status no Brasil e traz exemplos polêmicos de sua aplicação no país.
(Repórter Brasil, 04/06/2012
Em: http://www.ambienteja.info/ver_news.asp?id=176233&news=116
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
"Muito Além da Economia Verde"
A ruptura necessária para outra economia
O processo preparatório, em que se engalfinham há sete meses os heterogêneos blocos geopolíticos das 193 nações, resultou em completo desmanche da noção inicial. O documento "O Futuro que queremos", na versão de 80 páginas que foi submetida à terceira rodada, consolidou censura à ideia de igualdade social, substituída pelo mantra da mais irrestrita fé no crescimento econômico.
Foi assim que dobrou a lista de virtudes da economia verde, apesar do desaparecimento da redução das desigualdades. Agora ela tem meia dúzia de benefícios, na seguinte ordem: erradicação da pobreza, crescimento econômico, inclusão social, bem-estar, emprego, trabalho decente e - antes tarde do que nunca - funcionamento saudável dos ecossistemas.
O mais irônico é que esse tiro acabou por sair pela culatra justamente dos que mais trabalharam pelo desmanche. A oposição política ao slogan proposto em 2010 pelo Pnuma se concentrou em apresentar a economia verde como a mais sofisticada das maldades conspirativas do Norte contra a prosperidade do Sul. Num quixotismo que enxerga no qualificativo "verde" quatro moinhos de vento. Ele marginalizaria objetivos sociais, diminuindo a importância e a urgência do direito ao desenvolvimento; induziria discriminação a importações provenientes do Sul; favoreceria indesejáveis condicionalidades nos arranjos de assistência ao desenvolvimento; e, como qualquer outra abordagem unívoca, faria com que os dois mundos fossem avaliados com uma mesma régua, contrariando o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas.
Marcados por essa retórica de vira-lata, os entendimentos sobre a declaração da cúpula mundial de 2012 sobre desenvolvimento sustentável nem abrem uma brecha para a discussão da crítica inversa. Aquela que, em vez de rejeitar a proposta original do Pnuma sobre a economia verde, considera-a necessária, mas não suficiente para tornar sustentável o desenvolvimento. Daí a imensa importância de tão oportuno livro, no qual o conhecimento acumulado desde os anos 1960 pela economia ecológica foi enriquecido com resultados de pesquisas de fronteira em vários outros campos do saber científico e filosófico. O bem-vindo décimo livro de Ricardo Abramovay conduz o leitor a reflexões que não poderiam ser mais estratégicas para o ideal da sustentabilidade.
Com o imenso risco inerente à pretensão de se fazer resumos, as cinco proposições que convidam o leitor a enxergar muito além da economia verde são as seguintes:
1. A civilização contemporânea vive a explosiva combinação de rápida evolução tecnológica e lenta evolução ético-social. Mesmo assim, nunca foram tão promissoras as oportunidades para a emergência de um sistema econômico em que a partilha, a cooperação e a distribuição dos recursos se coloque a serviço do desenvolvimento sustentável. Muito além de uma "economia verde", essa "nova economia" tende a ser um processo de dupla reunificação: da ética com a economia e da sociedade com a natureza.
2. A economia da informação em rede favorece as formas de ação coletiva que não se baseiam nem no sistema de preços nem nas práticas típicas das firmas ou dos grupos de firmas. Está surgindo uma nova esfera pública, que não se confunde com o mercado nem com as hierarquias organizacionais públicas e privadas. A sociedade da informação em rede resulta de revolução científica em que convergem comportamentos humanos cooperativos e formas inéditas de organização do Estado, dos negócios e da vida associativa.
3. O crescimento como condutor perene da vida econômica é incompatível com a preservação e regeneração dos serviços ecossistêmicos dos quais dependem as sociedades humanas. São imprescindíveis padrões de consumo que simultaneamente reduzam as imensas desigualdades sociais (nacionais e globais) e aumentem a ecoeficiência.
4. Para que o crescimento não seja a razão de ser da vida econômica e se submeta ao objetivo de ampliar as liberdades humanas dentro das fronteiras ecológicas globais, políticas públicas serão essenciais, mas insuficientes. Os mercados precisam deixar de ser vistos como domínio da vida privada, como se a esfera pública fosse exclusividade do Estado e da sociedade civil. Torna-se indispensável que se aprofundem as pressões sociais sobre as cadeias de valor geridas pelas empresas.
5. Nada pode ser mais urgente, portanto, do que uma mudança radical da organização da vida econômica que faça com que os interesses privados sejam orientados para a obtenção de um bem-estar que não decorre dos tradicionais benefícios proporcionados pelo crescimento do produto: aumentos de riqueza material, de empregos, de impostos e de inovações.
É inevitável que tal síntese cause a sensação de se estar diante de profecias tiradas de interpretações idealizadas de algumas tendências pouco relevantes e até periféricas. Para usar o arguto aforismo de Romain Rolland, uma sensação de que o autor estaria sacrificando demais o imprescindível ceticismo da razão em favor do não menos louvável otimismo da vontade. Em suma: que esse descompasso teria produzido um livro utópico.
Ora, nada pode ser mais utópico do que contar com a possibilidade de que o mundo continue em seu atual transe, sem que nenhuma ruptura venha a perturbar a pachorrenta marcha das mudanças exclusivamente incrementais. Além disso, fora da vulgaridade cotidiana, o significado da palavra utopia não poderia ser mais positivo, pois se refere justamente ao integrado conjunto de ideais sobre o qual a sociedade tem a chance de alicerçar sua esperança: liberdade, equidade, solidariedade e sustentabilidade.
José Eli da Veiga é professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo e do Instituto de Pesquisas Ecológicas. (www.zeeli.pro.br)
"Muito Além da Economia Verde"
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domingo, 3 de junho de 2012
La maldición de los recursos naturales
Colombia: La maldición de los recursos naturales
siendo los más ricos,
están condenados
a ser los más pobres?”
Video: El Pacífico Colombiano
Entre la vida, el desarraigo y la resistencia
Ahora que la cotización del oro alcanzó un máximo histórico (1.315 dólares por onza) y las empresas extractoras se precipitan con avidez sobre ríos y montañas tras este mineral, considerado la única y más segura moneda global, vuelven a ser asediados los territorios de campesinos, indígenas y negros, avivando nuevamente el debate sobre la paradójica desventaja de tener territorios abundantes en minerales, hidrocarburos, maderas, suelos, biodiversidad y otros recursos naturales, de importancia estratégica para el insaciable crecimiento económico de los países desarrollados. Pero también trayendo otra vez al presente el tema sobre el subdesarrollo de las naciones, cuyas economías se basan en la extracción de recursos naturales, y para el caso del Pacífico colombiano y el Amazonas peruano (sólo para mencionar dos de los muchos ejemplos en Latinoamérica y el mundo), la violencia a los pueblos indígenas y afrocolombianos, relacionada con la explotación de los recursos naturales de sus territorios.Esta problemática no es nueva. Ya en los años 60 del siglo pasado, cuando estaban en boga las teorías de la dependencia, el economista hindú Jagdish Bhagwati mostraba como las actividades extractivistas funcionaban a modo de ‘enclaves’ que succionan recursos de una región, generando en ella la dependencia económica y el subdesarrollo, al establecer una cadena de transferencias de recursos, cuyos beneficiarios finales son las economías externas de los países industrializados, ya que allí estos recursos son parte substancial de su economía.
| “En ninguna región pobre del mundo se han presentado despegues económicos con base en la explotación de sus recursos naturales. Peor aún las poblaciones se han empobrecido más (¿se acuerdan de los indígenas de Arauca?) “El petróleo empobrece”. Las esmeraldas, el oro, el carbón también. Aquellas regiones con abundantes recursos naturales, con muy pocas excepciones, son hoy subdesarrolladas” |
En síntesis, la extracción de productos primarios no sólo es inducida y depende de la demanda de la economía mayor importadora, sino que no aporta al desarrollo propio y autónomo de la economía de la región exportadora de recursos primarios. Estas economías de ‘enclave’ hacen parte y son regidas por las necesidades de crecimiento de las economías externas, que son sus ‘centros motrices’.
Así ha sido siempre. Desde la Conquista hasta hoy. Hasta hace poco, nuestros países, antes que ser repúblicas, eran mercados: del oro, del azúcar, de las pieles, del banano, de la carne, del estaño, del cobre, del carbón, del hierro, del café, últimamente de la coca. Aún siendo repúblicas, la característica no era tener una Constitución política. El término de ‘repúblicas bananeras’ para referirse a nuestros países, expresa (no exento de sarcasmo) esta condición.
En ninguna región pobre del mundo se han presentado despegues económicos con base en la explotación de sus recursos naturales. Peor aún las poblaciones se han empobrecido más (¿se acuerdan de los indígenas de Arauca?) “El petróleo empobrece”. Las esmeraldas, el oro, el carbón también. Aquellas regiones con abundantes recursos naturales, con muy pocas excepciones, son hoy subdesarrolladas.
Para Moisés Naím “esto ocurre no a pesar de sus riquezas naturales, sino debido a ellas”. En muchas regiones del país, caracterizadas por su baja gobernabilidad, sin instituciones estables y ausencia de democracia y transparencia en las gestiones de gobierno, los beneficios que genera la explotación de recursos naturales, se concentran en pocas manos, en una élite que excluye a los demás pobladores del desarrollo social, ejerciendo un dominio asfixiante sobre indígenas, negros y campesinos y promoviendo de forma legal o ilegal su desplazamiento. Este es el caldo de cultivo para todo tipo de violencias, que suelen aflorar allí, donde se produce riqueza sin generar capital social y desarrollo económico.
| “los beneficios que genera la explotación de recursos naturales, se concentran en pocas manos, en una élite que excluye a los demás pobladores del desarrollo social, ejerciendo un dominio asfixiante sobre indígenas, negros y campesinos y promoviendo de forma legal o ilegal su desplazamiento. Este es el caldo de cultivo para todo tipo de violencias, que suelen aflorar allí, donde se produce riqueza sin generar capital social y desarrollo económico” |
Las regiones afectadas por la maldición de los recursos naturales están condenadas a depender cada vez más de la producción de sus principales materias primas. Esto fortalece a aquellos grupos económicos que se benefician de la explotación de estos recursos, lo que conduce a su empoderamiento político y a un control cada vez más excluyente de los gobiernos locales. Debido a que no dependen exclusivamente de transferencias e impuestos (que también controlan) para retener su poder político, se dan el lujo de desconocer las demandas de sus ciudadanos, que a su vez son cooptados mediante un sistema clientelista que reparte dádivas y auxilios, que desestimulan el control ciudadano sobre la gestión pública. Se crea así un círculo vicioso de mutuas dependencias, cuyo resultado final es la corrupción en todas las áreas de la vida social y política, que alcanza también a las organizaciones sociales.
| Esto fortalece a aquellos grupos económicos que se benefician de la explotación de estos recursos, lo que conduce a su empoderamiento político y a un control cada vez más excluyente de los gobiernos locales (…) Se crea así un círculo vicioso de mutuas dependencias, cuyo resultado final es la corrupción en todas las áreas de la vida social y política, que alcanza también a las organizaciones sociales. |
En lo que respecta a Colombia, el Banco de la República señala que para el año de 2010 (a septiembre) la inversión extranjera directa, había ascendido a 6.714,2 millones de dólares, de los cuales el 83% (5.598,7 millones) fueron a la minería y a la exploración de hidrocarburos. En 2009, los sectores de la minería y los hidrocarburos habían sido fortalecidos con 6.818,8 millones de dólares. Esta abundante presencia de capitales en el sector de la minería y en la actividad petrolera es una evidencia de los avances de la ‘seguridad democrática’, eje central del gobierno de Álvaro Uribe Vélez para crear la necesaria ‘confianza inversionista’ que ofrezca garantías a la inversión extranjera, atraída también por beneficios tributarios. Con la misma lógica, el gobierno de Juan Manuel Santos promete continuar con la promoción de la minería como el motor del desarrollo económico para la “prosperidad democrática”, con la cual se cosechan los logros de la seguridad democrática.
Hay una gran contradicción en la presentación de la minería como la locomotora del desarrollo económico para la prosperidad democrática. Una contradicción que el gobierno ha sido diligente en tapar con un llamativo plan de resarcimiento de derechos a las víctimas de la violencia, con una ley agraria que además de devolver tierras, cambia el uso de suelos a favor de la agricultura, lo que permitiría acabar con grandes e improductivos latifundios ganaderos y recomponer la economía campesina al reintegrar no solo a los campesinos desplazados por la violencia, sino a los desplazados por la pobreza y desatención que ha tenido el campo. A esta política agraria que ha despertado otra vez optimismo en los colombianos, se contrapone una política minera diseñada para beneficiar de manera exclusiva a los intereses de las grandes compañías extranjeras. Una política minera que está causando estragos en comunidades negras, indígenas y campesinas, por los impactos ambientales, económicos y sociales que genera y que auguran ser similares a los causados por la violencia paramilitar para apropiarse de las tierras.
La diferencia es que esta vez serían ‘desplazados ambientales’, porque sus tierras, dadas en concesión para la explotación minería se convertirán en paisajes lunares, con aguas contaminadas, suelos devastados y vida silvestre arrasada (¿les dice algo el Bajo Cauca, Suarez, Timba, Zaragoza en Colombia y Madre de Dios en la Amazonia peruana?). Es una contradicción que a las organizaciones sociales de indígenas, negros y campesinos, aliados con sectores ambientalistas les incumbe resolver. Pero ya sabemos hasta donde los gobiernos pueden llegar para quebrar la oposición de los indígenas a la explotación petrolera en sus territorios ¿Alguien se acuerda de los u’wa en Colombia y los aguaruna en Bagua?.
A pesar de que los territorios de estos pueblos tienen abundantes recursos, no por eso tienen que sucumbir a la ‘maldición de los recursos naturales’ y permanecer condenados a ser pobres. Pues es posible desarrollar economías eficientes (incluyendo la explotación de recursos naturales) que sean propias y compartidas por todos los pobladores (economías interculturales las llamaríamos): Economías que impliquen un equilibrio entre la satisfacción de las necesidades de los pobladores del campo y la viabilidad ecológica, cultural y económica de los medios empleados para sufragarlas.
A las organizaciones que encuentren el camino y se ingenien los mecanismos para hacer realidad estas economías, habría que darles, como lo propone Moisés Naím, “el premio Nobel. No el de Economía. El de la Paz”.
Cartagena de Indias, octubre 2 de 2010.
—
* Efraín Jaramillo Jaramillo es antropólogo colombiano, director del Colectivo de Trabajo Jenzerá, un grupo interdisciplinario e interétnico que se creó a finales del siglo pasado para luchar por los derechos de los embera katío, vulnerados por la empresa Urra S.A. El nombre Jenzerá, que en lengua embera significa hormiga fue dado a este colectivo por el desaparecido Kimy Pernía.
Lo que se ve ahi es cianuro. Uno de los metodos de extracción del oro y plata. Se necesita un numero x de cianuro para derretir una roca de una tonelada. De lo que extraen una onza de oro. El tubo de cola generalmente es el desague del lago artificial que se construye para deshacerse del cianuro lleno del sobrante de la extraccion. Te recomiendo el documental http://vimeo.com/21400207
el bello color rojo es gracias a la Barrick Gold...Envenenando al Pueblo. Bienvenido el TLC
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A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.
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