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Princípios da Agroecologia
Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.
Francisco Roberto Caporal
http://www.aba-agroecologia.org.br/
grãos
Como os lobos mudam rios
Como se processa os animais que comemos
Rio Banabuiu
A VERDADE SOBRE O CANCER
domingo, 17 de junho de 2012
Mycoremediation
Mycoremediation of the Japanese Landscape After Radioactive Fallout
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Many people have written me and asked more or less the same question: “What would you
do to help heal the Japanese landscape around the failing nuclear reactors?”
The enormity and unprecedented nature of this combined natural and human-made
disaster will require a massive and completely novel approach to management and
remediation. And with this comes a never before seen opportunity for collaboration,
research and wisdom.
The nuclear fallout will make continued human habitation in close proximity to the
reactors untenable. The earthquake and tsunami created enormous debris fields near the
nuclear reactors. Since much of this debris is wood, and many fungi useful in
mycoremediation are wood decomposers and build the foundation of forest ecosystems, I
have the following suggestions:
1) Evacuate the region around the reactors.
2) Establish a high-level, diversified remediation team including foresters, mycologists,
nuclear and radiation experts, government officials, and citizens.
3) Establish a fenced off Nuclear Forest Recovery Zone.
4) Chip the wood debris from the destroyed buildings and trees and spread throughout
areas suffering from high levels of radioactive contamination.
5) Mulch the landscape with the chipped wood debris to a minimum depth of 12-24
inches.
6) Plant native deciduous and conifer trees, along with hyper-accumulating mycorrhizal
mushrooms, particularly Gomphidius glutinosus, Craterellus tubaeformis, and
Laccaria amethystina (all native to pines). G. glutinosus has been reported to absorb
– via the mycelium – and concentrate radioactive Cesium 137 more than 10,000-fold
over ambient background levels. Many other mycorrhizal mushroom species also
hyper-accumulate.
7) Wait until mushrooms form and then harvest them under Radioactive HAZMAT
protocols.
8) Continuously remove the mushrooms, which have now concentrated the
radioactivity, particularly Cesium 137, to an incinerator. Burning the mushroom will
result in radioactive ash. This ash can be further refined and the resulting
concentrates vitrified (placed into glass) or stored using other state-of-the-art
storage technologies.
Gomphidius glutinosus hyper-accumulates radioactive Cesium 137 more than 10,000x.
By sampling other mushroom-forming fungi for their selective ability to hyper-accumulate
radioactivity, we can learn a great deal while helping the ecosystem recover. Not only will
some mushroom species hyper-accumulate radioactive compounds, but research has also
shown that some mycorrhizal fungi bind and sequester radioactive elements so they remain
immobilized for extended periods of time. Surprisingly, we learned from the Chernobyl
disaster some species of melanin-producing fungi thrive, feeding on concrete, within the
highly radioactive environment of the damaged containment vessel. At Chernobyl, some
fungi’s growth was stimulated by severe radiation, even when exposed to >1,000,000 rads !
The knowledge gained through this collaborative process would not only benefit the areas
affected by the current crisis, but would also help with preparedness and future
remediation responses.
How long would this remediation effort take? I have no clear idea but suggest this may
require at least decades, probably centuries. However, a forested national park could
emerge –The Nuclear Forest Recovery Zone – and eventually benefit future generations
with its many ecological and cultural attributes. I do not know of any other practical
remedy. I do know that we have an unprecedented opportunity to work together toward
solutions that make sense.
For references, see the selected list below and please consult my latest book, Mycelium
Running: How Mushrooms Can Help Save the World (Ten Speed Press, Berkeley or
www.fungi.com). Utilizing search engines of the scientific literature will also reveal more
corroborative references.
Paul Stamets
Selected Bibliography on Fungal Interactions with Radiation
Berreck, M. and K. Haselwandter, 2003. “Radiocesium Contamination of Wild-Growing Medicinal
Mushrooms in Ukraine” International Journal of Medicinal Mushrooms 5:61-86.
Biello, D., 2007. “Do Fungi Eat Radiation?” Science News, May 23.
Epik, O., and G. Yaprak. 2003. “The mushrooms as bioindicators of radiocesium in forest
ecosystem.” Proceedings of the Fifth General Conference of the Balkan Physical Union, Vrnjaãka
Banja, Serbia and Montenegro, August 25-29.
Fomina. M., J. M. Charnock, S. Hillier, R. Alvarez, F. Livens, and G. M. Gadd, 2008. “Role of fungi in
the biogeochemical fate of depleted uranium”. Current Biology, Volume 18, Issue 9, R375-R377,
Elsevier Ltd.
(http://www.cell.com/current-biology/retrieve/pii/S0960982208003096)
Ekaterina D, R. Bryan, X. Huang, T. Moadel, A. D. Schweitzer, P.Aisen, J. D. Nosanchuk, A.
Casadevall, 2007. “Ionizing Radiation Changes the Electronic Properties of Melanin and Enhances
the Growth of Melanized Fungi”. PLoS One.
(http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0000457)
Gadd, G.M., ed., 2001. Fungi in Bioremediation. Cambridge University Press, Cambridge.
Gadd, G.M., ed., 2006. Fungi in Biogeochemical Cycles. Cambridge University Press, Cambridge.
Singh, H., 2006. Mycoremediation. John Wiley & Sons, Hoboken, New Jersey.
Stamets, Paul, 2005. Mycelium Running: How Mushrooms Can Help Save the World, Ten Speed
Press, Berkeley, California.
Stijve, T. & M. Poretti, 1990. “Radioactivity in Mushrooms” Issue 28, vol 8, no. 3, pp. 5-9.
Mushroom, The Journal, Moscow, Idaho.
http://coalitionforpositivechange.com/stamets-fallout-mycoremediation.pdf
Imagem:
http://en.wikipedia.org/wiki/Gomphidius_glutinosus
Agricultura Saudável
Agricultura saudável
O princípio fundamental da agricultura biológica é o respeito pela natureza e a estrita proibição de pesticidas ou adubos químicos de síntese. O solo é também um dos pilares fundamentais: ao contrário da agricultura "tradicional" que empobrece e mata o solo, com a prática da agricultura biológica o solo é enriquecido. Toda a matéria orgânica não consumida é devolvida ao solo (e mesmo parte da consumida: o estrume). Com compostagem ou sem compostagem (adubação verde).
A agricultura biológica baseia-se na biodiversidade: para além de certas plantas atuarem como "defensoras" ou "ajudantes" de outras (consociações), se ocorrer uma devastação de uma espécie, por doença, praga ou intempérie, há uma grande probabilidade de outras espécies resistirem e não haver grandes perdas.
A agricultura biológica depende de uma miríade de insectos polinizadores, como as abelhas, e de insectos predadores de outros insectos "vegetarianos", cujo exemplo paradigmático é a joaninha, que é uma feroz devoradora de pulgões e outros pequenos insectos que atacam as plantas. Por isso, e porque a joaninha é extremamente sensível e só aparece onde não há aplicação de pesticidas, ela é o símbolo da agricultura biológica. Para os atrair, certas flores (como os cravos-de-tunes) e as plantas aromáticas são fundamentais.
A agricultura biológica é um termo que se usa para a agricultura "certificada", e tal como definida em regulamento da União Europeia (no caso do Brasil, chama-se agricultura orgânica). Neste tipo de agricultura são permitidos alguns produtos químicos menos agressivos para o ambiente, como o caso da calda bordalesa (mistura de cal e sulfato de cobre) e técnicas de "guerrilha biológica", como a "largada" de certos insetos predadores destinados a controlar determinada espécie que se tornou praga. Mas sempre, em último caso.
A agricultura ecológica não é gananciosa, pois sabe que precisa de "perder" uma parte das suas culturas para manter o equilíbrio do ecossistema. Por exemplo, os melros são predadores de caracóis, mantendo-os em número controlado. Mas há que contar que eles também vão comer uma parte dos frutos. No fim, chega para todos: para nós, para os pássaros, para os bichinhos vegetarianos e para os insectos predadores...
A agricultura natural tem como princípio a prevenção e o equilíbrio com base no conhecimento dos ciclos e relações na natureza, e evita a todo o custo intervir para remediar. Mas por vezes, desequilíbrio acontecem. E não é por termos uns determinados bichinos por nós indesejados numa ou outra planta que temos uma praga, pois isso é natural. Considera-se uma praga quando uma grande parte de determinada espécie está a ser atacada. Nesses casos, a agricultura natural aplica alguns produtos e técnicas também naturais, como é o caso do chá ou do chorume de urtiga (insecticida natural). E a seguir, tenta descobrir porque é que esse desequilíbrio aconteceu, para tentar evitá-lo no futuro.
No fundo, agricultura biológica, agricultura natural ou ecológica, permacultura ou agrofloresta são as facetas da agricultura saudável: aquela que, e por oposição à "tradicional do século XX" (a da "Revolução Verde"), não nos envenena, não envenena o solo, a água ou o ar! Antes pelo contrário!
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Curso sobre Análise de Imagens de Sementes e Plântulas
Agenda
Curso sobre Análise de Imagens de Sementes e Plântulas
12/06/2012
Agência FAPESP – A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) realizará, entre os dias 8 e 10 de agosto, em Piracicaba, o primeiro Curso sobre Análise de Imagens de Sementes e Plântulas.O evento, resultado do Projeto Temático "Análise de imagens na pesquisa em tecnologia de sementes", financiado pela FAPESP, é uma promoção da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), com o apoio da Esalq. Os coordenadores do curso são Silvio Moure Cicero, Julio Marcos Filho e Francisco Guilhien Gomes Junior, da Esalq.
A programação incluirá temas como teste de raios X para avaliação da ocorrência de injúrias em sementes, determinações computadorizadas de variações na morfologia interna de sementes e avaliação automatizada do vigor de sementes baseada no desenvolvimento de plântulas.
O evento será no Anfiteatro Professor Salim Simão, Pavilhão de Horticultura, Departamento de Produção Vegetal, na Esalq.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.abrates.org.br. Mais informações: abrates@abrates.org.br e (43) 3025-5120.
COLEÇÃO ECOBEG – FLORES DA CAATINGA
http://www.cvida.org.br/
http://www.cvida.org.br/ecoloja.php
Centro Vida Nordeste
Cidade:
Endereço:
Bairro:
Cep:
Telefone:
Ciência e Sustentabilidade
Entrevistas
Desenvolvimento sustentável requer transformação também na ciência
13/06/2012
Por Fábio de Castro, do Rio de JaneiroAgência FAPESP – Depois de concluir que é preciso reinaugurar a relação entre a ciência e a sociedade para viabilizar as ações necessárias para a sustentabilidade global, a comunidade científica internacional se deu conta de que já foi dado o primeiro passo nessa direção.
A ciência para a sustentabilidade, um novo paradigma do conhecimento, já está sendo construída, segundo Lidia Brito, diretora da divisão de Políticas Científicas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Ex-ministra da Ciência de Moçambique, Brito participa no Rio de Janeiro do “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, que ocorre até sexta-feira (15/06).
O evento de cinco dias tem o objetivo de debater uma nova agenda científica internacional para o período que se seguirá à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20) – que será realizada também na capital fluminense entre 13 e 22 de junho.
O fórum é organizado pelo Conselho Internacional para a Ciência (ICSU, na sigla em inglês), em parceria com Unesco, a Federação Mundial das Organizações de Engenharia (WFEO), o Conselho Internacional de Ciências Sociais (ISSC), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).
As discussões no fórum estão alinhadas com a Declaração sobre o Estado do Planeta, documento que sintetizou o resultado dos debates da reunião Planet Under Pressure, copresidida por Brito, em Londres (Inglaterra), onde mais de 3 mil cientistas envolvidos com diversos temas socioambientais discutiram qual seria a posição da comunidade científica internacional na RIO+20.
Uma das principais conclusões da declaração é que o sistema terrestre tem limites para sua exploração e os atuais níveis de pressão nesse sistema poderão levar a uma emergência humanitária de escala global, com a intensificação das crises sociais, econômicas e ambientais.
A superação desses problemas exigirá um novo pacto entre a ciência e a sociedade, com maior conectividade entre as lideranças de todos os setores, e, de acordo com Brito, essa mudança já está em andamento.
Em entrevista à Agência FAPESP, Brito falou sobre o novo paradigma para a sustentabilidade global, que requer um cientista cada vez mais multidisciplinar e mais participativo na sociedade. Explicou ainda por que rejeita a expressão “economia verde” e defendeu que o PIB é insuficiente para medir o sucesso do desenvolvimento de um país.
Agência FAPESP – A comunidade científica chega à RIO+20 com uma mensagem clara para a sociedade?
Lidia Brito – Há uma posição clara e algumas mensagens. Uma das grandes conclusões da comunidade científica do planeta é que entramos em uma nova era, o Antropoceno. Uma era em que o homem é a maior força a conduzir os destinos do planeta. Portanto, há uma nova responsabilidade do ponto de vista da humanidade em relação ao planeta. Outra conclusão é que o Antropoceno é uma era de interconexões, na qual tudo está interligado. Essa interconexão também ocorre em um ponto crítico, que são as fronteiras planetárias. Nas mudanças que introduzimos no sistema planetário, estamos a atingir essas fronteiras interligadas. Não é só o aumento da temperatura isoladamente, nem a acidificação dos oceanos, nem a perda da biodiversidade de forma individual, mas é como tudo isso está ligado.
Agência FAPESP – É correto dizer que essa mesma profusão de interconexões que gera os problemas globais também proporciona oportunidades para lidar com eles?
Lidia Brito – Sim. Essa interconexão profunda é um risco, porque o que quer que seja que façamos para empurrar uma dessas fronteiras, a fim de manter seu nível de estabilidade, irá criar instabilidade e incertezas em todas as outras fronteiras. Mas temos também que ver essa sociedade e esse sistema planetário interconectados como uma oportunidade inédita que nos é oferecida. Porque a mudança é mais rápida. Ideias e soluções que podem nos levar para uma zona de maior estabilidade são mais viáveis, porque tudo está ligado. Isso, por outro lado, faz com que a ciência tenha que mudar. Esse é um grande desafio que temos pela frente.
Agência FAPESP – O que o cientista precisa mudar em sua atitude e seu modo de trabalhar, tanto individualmente como coletivamente?
Lidia Brito – Individualmente, o cientista tem que entender que já não é suficiente trabalhar apenas na zona de conforto de sua disciplina, mas que é necessário se ligar com outras áreas de ciência, a outros sistemas de conhecimento, para que juntos novas soluções possam aparecer. São soluções às vezes até enraizadas em conhecimento já existente, mas só o fato de trazer outras disciplinas, outras formas de estar nas ciências, outras metodologias, outras perspectivas, dá um campo diferente para encontrar soluções.
Agência FAPESP – É preciso refletir a interconectividade no interior da própria atividade científica?
Lidia Brito – Sim, exatamente, com multidisciplinaridade e até mesmo transdisciplinaridade. Usar inclusivamente metodologias de outras áreas de ciência para nosso próprio campo científico. Isso é um desafio importante para o cientista da atualidade: abrir-se a outras comunidades, a outros colegas e outras áreas de ciência. Em nível global coletivo, da ciência como uma comunidade planetária, não só devemos trabalhar juntos nas diferentes perspectivas do conhecimento, mas principalmente engajarmo-nos em uma interação muito mais aberta com a sociedade e os tomadores de decisão – em nível do governo, do setor privado e da sociedade civil – para codesenhar e coproduzir essas soluções que são necessárias para uma sustentabilidade global.
Agência FAPESP – O cientista precisa aumentar seu poder de influência para ser capaz de trazer subsídios científicos para os processos decisórios?
Lidia Brito – Claro. Para isso é preciso interagir de uma forma que essas outras comunidades não se sintam fora da decisão ou do desenho daquilo que é a questão científica. O cientista não deve ditar soluções unilateralmente com base em seu conhecimento, ou não atingirá a sociedade. Seu verdadeiro papel na atualidade é dizer quais são as questões que enfrentamos como humanidade e como nós todos – comunidade científica, gestores políticos, setor privado, sociedade civil – vamos encontrar juntos soluções com base científica para essas questões que afligem a todos nós.
Agência FAPESP – Isso será um processo longo?
Lidia Brito – Acho que é uma questão que demanda urgência. Não podemos esperar muito tempo para fazer essa mudança. O que foi bom em todo esse processo é que já temos uma iniciativa, o Future of Earth, que procura, da parte da comunidade científica em nível global, trazer todas as ciências e os stakeholders – os intervenientes do processo de desenvolvimento sustentável – para a mesa, a fim de definir quais são as questões que temos que investigar e juntos vamos conseguir fazer isso. É um momento interessante, porque está a haver como que um rearranjo da governança científica e da forma como nós olhamos fazer ciência, que está claramente na mesa e está claramente a influir. E penso que é emblemático que isto esteja a acontecer de novo no Rio de Janeiro. Porque em 1992 houve uma mudança drástica, que, acredito, ocorre mais uma vez em 2012. A comunidade científica está a trazer para a RIO+20 sua convicção em dizer: já percebemos o que é preciso mudar, vamos todos mudar juntos. É isso que trazemos para a mesa na Conferência.
Agência FAPESP – Fala-se também de tecnologia nesse fórum. Muitas vezes há uma impressão distorcida do papel da tecnologia, como se ela tivesse a função de fornecer soluções para que se possa manter o chamado cenário business as usual, isto é, seguir no mesmo padrão de consumo, produção e pressão ambiental atual. Como contornar essa distorção?
Lidia Brito – Simplesmente não podemos manter esses padrões. Está fora de questão. A tecnologia tem um papel enorme nesse processo e desenvolvimento sustentável. Mas, por si própria, a tecnologia não dá conta. Ela tem que ser acompanhada por uma transformação social e uma consciência e um compromisso social de que temos que trazer a sustentabilidade global como algo que tem que fazer parte do nosso próprio tecido. Em cada dia, em cada ação que tomamos, a sustentabilidade global precisa estar presente. O que faz diferença, talvez, é esse termo “global”. Nem norte nem sul, nem rico nem pobre. Todos nós. Tem que estar no tecido de nossas nações e do nosso comportamento individual e coletivo. Só assim poderemos aspirar a um mundo mais estável.
Agência FAPESP – A consciência dessa centralidade do desenvolvimento sustentável está arraigada até que ponto na comunidade científica?
Lidia Brito – A Unesco, quando publicou o Relatório da Ciência em 2010, já tinha mostrado que havia uma mudança efetiva no cenário da comunidade cientifica. O que vemos, objetivamente, é muito mais colaboração internacional, muito mais ciência interdisciplinar. Acreditamos que já inclusivamente estamos em uma mudança de paradigmas. A ciência para a sustentabilidade global é o novo paradigma da ciência.
Agência FAPESP – Então a ciência para a sustentabilidade global não é apenas uma aspiração dos pesquisadores, mas uma nova realidade que começa a tomar forma?
Lidia Brito – É algo que está a permear as várias escolas e vários níveis da produção de conhecimento e de ciência. Um exemplo disso é a iniciativa Future of Earth, que é um comprometimento da comunidade científica de que vamos trabalhar juntos nas varias áreas de saber. É também um compromisso daqueles que apoiam a pesquisa global: os financiadores da pesquisa estão conosco nesse comprometimento. Estamos prontos para fazer outro tipo de ciência que responde melhor aos desafios globais. Agora, há muita coisa a fazer. E um dos grandes desafios é garantir que não haja exclusões nesses processos. Parte desse movimento consiste em criar capacidade científica em países que não a têm. E o Brasil é um país que claramente tem um papel enorme nisso.
Agência FAPESP – Por quê?
Lidia Brito – Porque vocês conseguiram criar a vossa capacidade científica nas várias áreas do saber. O Brasil tem experiências nessa coprodução, nessa multidisciplinaridade na abordagem da ciência para o desenvolvimento sustentável. O Brasil pode ser um modelo para o estabelecimento de metas nesse contexto. É um país que mostrou muita capacidade de trazer juntas as redes do conhecimento. Em muitos aspectos vocês estão na dianteira, é simbólico que estejamos discutindo isso no Rio de Janeiro.
Agência FAPESP – Vários pesquisadores brasileiros que temos entrevistado têm demonstrado certo ceticismo em relação à chamada “economia verde”. Qual resposta se pode dar a eles?
Lidia Brito – Para ser honesta, nós na Unesco não falamos em economia verde. Falamos de sociedade verde. Penso que o ceticismo dos investigadores vem daí: a discussão não é sobre economia. O que temos certeza é que, no Antropoceno, não é possível falar apenas de um dos blocos do desenvolvimento sustentável. A economia não pode ser discutida sem as questões sociais, culturais e ambientais. Elas estão interligadas e não podem ser tratadas de forma independente. Fico satisfeita com os cientistas brasileiros, que não querem falar apenas em economia. Temos que falar em sociedade verde, para destacar essa força de mudança.
Agência FAPESP – A senhora é a favor de abandonar o conceito de PIB e criar outras medidas de prosperidade?
Lidia Brito – Claramente não podemos ter só o PIB como medida de sucesso de uma sociedade. O PIB é muito restrito, não mede inclusão social, nem a harmonia entre homem e natureza, não mede o bem-estar das pessoas, nem a equidade. Temos que ter outras medidas. Por isso, nas conclusões do Planet under Pressure, dissemos: usem a comunidade cientifica para definir outras metas. Para desenvolver modelos de medida integrada da economia, sociedade e ambiente. Sim, sou uma das defensoras de que precisa haver outras medidas de sucesso de um país que considerem o desenvolvimento sustentável em todos seus pilares.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Projeto: "Agua da Rocha",
Verbo Namorar!
Leitura Critica: Economia Verde....
Cartilha sobre instrumentos da Economia Verde propõe leitura crítica da Rio+20

Estudo apresenta elementos para debate qualificado
sobre principais mecanismos da economia verde, com explicações
detalhadas e exemplos de iniciativas tomadas no BrasilVocê sabe o que é mercado de carbono? E os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)? Já ouviu falar em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável (REDD)? Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)? Todos estes instrumentos e conceitos, que fazem parte da assim chamada economia verde, estão explicados e detalhados na cartilha "O Lado B da Economia Verde - Roteiro para uma cobertura jornalística crítica da Rio+20".
Com exemplos de como tais mecanismos têm sido aplicados na prática no Brasil e opiniões críticas de acadêmicos e especialistas, a cartilha foi pensada para auxiliar jornalistas envolvidos na cobertura do evento, mas pode ser útil para qualquer um que tenha interesse em aprender e se aprofundar sobre os temas em discussão. Clique aqui para baixar a versão digital da cartilha em arquivo PDF.
Produzida em parceria da Fundação Heinrich Boell com a Repórter Brasil, a cartilha traz uma análise sobre o novo ambientalismo de mercado que tem permeado os debates em torno da na perspectiva de seus críticos.
Uma das principais pautas da conferência, a economia verde ainda carece de consenso entre os negociadores dos Estados-membros das Nações Unidas quanto à sua conceituação e definição.
Grosso modo, porém, seus proponentes apostam em um uso mais economicista dos recursos naturais – rebatizados de capital natural, defendendo novas regras de lucratividade inerentes à preservação ambiental, para que ela se justifique.
Modelo de desenvolvimento
A premissa de que a proteção do meio ambiente só ocorrerá se for economicamente vantajosa, no entanto, tem sido duramente criticada por parte da sociedade civil organizada, cientistas e acadêmicos. De acordo com eles, esta lógica deixa de fora os aspectos científicos e biológicos ligados à saúde do planeta, e sociais, culturais e espirituais inerentes à sobrevivência das populações rurais e tradicionais que dependem e convivem com a natureza e seus recursos.
Acima de tudo, nega o fato de que as crises climáticas e ambientais são decorrência direta de um modelo de desenvolvimento intrinsecamente predador e depredador.
Abordando este debate numa perspectiva crítica, a cartilha traça um quadro das várias forças que deverão atuar na Rio +20, focando em seguida nos principais instrumentos já criados ou propostos para fortalecer o ambientalismo de mercado.
Basicamente, são analisados os conceitos de mercado de carbono, Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável (REDD) e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
Além de explicar criticamente o funcionamento destes instrumentos, a cartilha aborda seu status no Brasil e traz exemplos polêmicos de sua aplicação no país.
(Repórter Brasil, 04/06/2012
Em: http://www.ambienteja.info/ver_news.asp?id=176233&news=116
Em:
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sabe o que e GEOENGENHARIA?
Geoengenharia deve ser vista com extrema cautela
O alerta foi lançado pela Sociedade Meteorológica dos Estados Unidos (AMS), que apresentou um documento representativo da posição oficial da entidade para a adoção de políticas relacionadas ao enfrentamento dos problemas climáticos.
Geoengenharia ainda não tem bases científicas
A geoengenharia não é um substituto para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa e nem de nenhum outro esforço de adaptação às mudanças climáticas, embora possa ajudar a diminuir as concentrações de gases em determinados locais do planeta e reduzir impactos climáticos específicos - mas, mesmo nesses casos, ela poderá não estar fazendo mais do que mudando os problemas de lugar, dizem os cientistas.
O documento da AMS alerta que as pesquisas feitas até hoje não são suficientes para concluir se as diversas propostas de geoengenharia feitas até agora produzirão de fato benefícios significativos, ou se esses benefícios sequer superarão os danos causados.
Efeitos imprevisíveis
A Sociedade destaca que a geoengenharia deve ser vista com cuidado porque a manipulação do ecossistema da Terra tem um potencial considerável de geração de consequências adversas e de efeitos imprevisíveis.
As propostas de geoengenharia diferem enormemente em seu potencial para reduzir os impactos da ação humana sobre o clima, na possibilidade de criar novos riscos e até na redistribuição dos riscos entre as nações.
Os benefícios locais de algumas dessas propostas, por exemplo, podem na verdade não serem mais do que a passagem do problema para um outro país. No outro extremo, técnicas que removam o dióxido de carbono diretamente do ar poderão até gerar benefícios globais, mas à custa de impactos locais adversos.
Propostas mais ambiciosas, como usar refletores para evitar que a luz solar chegue à Terra, eventualmente poderão diminuir a temperatura média, mas também alterarão os padrões globais de circulação com consequências potenciais muito sérias, como alterar as rotas das tempestades naturais e mudar os padrões de chuva.
Restrições internacionais à geoengenharia
Mesmo que alguma proposta alcance a eficácia a que se propõe e possa alcançar algum benefício líquido, a geoengenharia não conseguirá aliviar todos os sérios impactos do aumento nas emissões dos gases estufa, dizem os cientistas.
O documento da AMS traz três recomendações específicas para lidar com as propostas da geoengenharia:
- realização de melhores pesquisas sobre o potencial científico e tecnológico da geoengenharia para o sistema climático, incluindo pesquisas sobre as respostas ambientais desejadas e as não-intencionais;
- um estudo coordenado das implicações históricas, éticas, legais e sociais da geoengenharia que integre questões internacionais, interdisciplinares e de longo prazo, incluindo lições aprendidas de tentativas anteriores de modificar o clima;
- desenvolvimento e análise de políticas que promovam a transparência e a cooperação internacional na exploração de opções de geoengenharia, juntamente com restrições a esforços isolados de manipulação do sistema climático global.
Geoengenharia pode destruir azul do céu
Além dos efeitos não previstos, a ideia de lançar aerossóis na atmosfera para minimizar o aquecimento global pode ter um efeito bem visível: destruir o azul do céu. Leia mais...Fracasso da geoengenharia: gases que salvaram camada de ozônio agora ameaçam o clima
Demonstrando os riscos de experimentos de geoengenharia, cientistas agora querem controlar um gás que já foi considerado o salvador da camada de ozônio. Leia mais...Experimento polêmico de geoengenharia é suspenso
Um projeto para aspergir água do mar a uma altitude de 1 km na atmosfera, conduzido por pesquisadores de quatro universidades do Reino Unido, não será mais realizado neste mês de outubro. Leia mais...Cientistas não sabem onde está o calor do aquecimento global
Os dados dos satélites artificiais indicam que a Terra está recebendo mais calor do Sol do que refletindo para o espaço. Mas os instrumentos não conseguem encontrar onde esse calor está se acumulando. Leia mais...Cientistas brasileiros discutem a polêmica geoengenharia
O relatório apresentado na reunião avaliou todas as técnicas de geoengenharia segundo a eficácia, prazo de funcionamento, segurança e custo. Agora falta estudar os impactos sociais, políticos e éticos. Leia mais...Produtos que salvaram a camada de ozônio podem provocar chuva ácida
Produtos químicos que ajudaram a resolver uma crise ambiental global na década de 1990 - o buraco na camada de ozônio da Terra - podem estar causando um outro problema ainda pior - a chuva ácida. Leia mais...Perfuração termal substitui brocas por chama superquente
A nova tecnologia de perfuração pode abrir caminho rumo à exploração da energia geotérmica, tida como uma das mais promissoras fontes alternativas de energia limpa. Leia mais...Geoengenharia pode desacelerar ciclo global da água
A manipulação intencional da radiação solar através de projetos de geoengenharia poderá levar a um ciclo global da água menos intenso. Diminuir as temperaturas por meio da geoengenharia também poderá significar menos chuvas. Leia mais...Roteiro para a soberania alimentar
Cúpula dos Povos: roteiro para a soberania alimentar
A soberania alimentar é o tema de uma das plenárias de convergência da Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20 que será realizado entre 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo. O engenheiro agrônomo Horacio Martins vê a retomada da agricultura familiar como ponto crucial para a reversão da atual ordem mundial, onde cerca de 12 grupos multinacionais controlam o mercado, manipulando formas de produção e especulando preços. “A agricultura passou a ser um dos maiores negócios do mundo", diz.
A partir do conceito de soberania alimentar como “o direito dos povos a alimentos nutritivos e culturalmente adequados, acessíveis, produzidos de forma sustentável e ecológica, advindos do direito de decidir o próprio sistema alimentar e produtivo”, definido pela Via Campesina em 1996, durante a Cúpula Mundial sobre Alimentação da agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o engenheiro agrônomo Horacio Martins vê a retomada da agricultura familiar como ponto crucial para a reversão da atual ordem mundial, onde cerca de 12 grupos multinacionais controlam o mercado, manipulando formas de produção e especulando preços.
“A agricultura passou a ser um dos maiores negócios do mundo. O volume financeiro no comércio de alimentos processados entre 2010/11 foi de US$ 3,5 trilhões”, afirma o membro da Associação Brasileira de Reforma Agrária. “Não é mais o custo de produção que determina o preço. O preço é determinado fora. A Bolsa de Chicago movimenta financeiramente em um ano o equivalente a 46 vezes a produção mundial de trigo, e 24 vezes a de milho”, exemplifica Martins.
Novo campesinato
Segundo o agrônomo, o processo de construção da soberania alimentar recai em alguns lugares comuns. O primeiro é a necessidade de uma reforma agrária ampla, ligada a uma soberania nacional e popular, para que “não o mercado decida o que nós devemos comer, mas sim uma política nacional de alimentação que acabe com a tirania da dieta alimentar definida pelas multinacionais a partir dos produtos agrícolas rentáveis”.
Martins é taxativo. “Precisamos criar camponeses!”, e propõe um novo olhar sobre esse campo. “O camponês como modo de produção e como classe social. Ele tem uma especificidade que não é nem o produtor simples de mercadoria, nem a pequena burguesia, mas uma nova abordagem da questão camponesa, Ele e o trabalho da terra com sua família, uma família moderna, contemporânea, estudando”, diz.
Para o trabalho da terra desembocar na mesa de jantar sem especulação, a retomada dos circuitos curtos de mercado é o caminho ideal, na visão do agrônomo. “Só equaciono a soberania alimentar com a oferta de alimentos sadios nos mercados locais e produção regional, contra as ‘mercadorias de não lugar’”, afirma, pontificando que esse cenário representa “o processo de desconcentração e democratização do uso da terra e da oferta de serviços”.
Tecnologia
Para Martins, outra vantagem desse modelo seria forjar um novo padrão tecnológico, a partir da agroecologia para o pequeno. “Sem agrotóxicos, fertilizantes e sementes estão na mão das multinacionais, o padrão é dado de fora para dentro. E nossas políticas públicas e empresas de pesquisas passam a ser determinadas por esse grande mercado, sem emancipação e liberdade”, diz ele
8 de Junho : Dia Mundial dos Oceanos
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CELEBRATE WORLD OCEANS DAY
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In
honor of World Oceans Day on June 8th, WildAid, OceanElders, and
theBlu.com are holding an online global celebration entitled, "If You
Love The Ocean, Download It!"
The event, hosted at theblu.com, will
unite individuals, communities, and organizations all over the world in
a global shared moment celebrating the beauty and significance of the
world's oceans. At the same time, the "Big Blu" whale created by Academy
Award winner, Andy Jones, will be seen for the first time and
additional species will be available for purchase, with proceeds
benefiting WildAid and OceanElders.
And don't forget to spread the word on Facebook and Twitter.
Here's a suggested Tweet:
If you love the ocean, download it at theblu.com. Buy the Whale Shark to support @WildAid @intheblu #worldoceansday
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O Lado Negro do Chocolate (2010)
Miki Mistrati e U. Roberto Romano
Dinamarca
Idioma: Inglês
Legendado PT/BR por The Musketeers
O tráfico de animais
Pela importância da Conferência de Estocolmo, decidiu-se estipular a data de seu início como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Na sequência, a ONU realizou a Rio 92 e a Rio+10 (na África do Sul. Agora, no próximo dia 13, o Rio de Janeiro será o palco da Rio+20.
Muito se fala e se falará sobre desenvolvimento sustentável, aquecimento global e água. Aqui, no Fauna News, destaco o tráfico de animais silvestres.
- Terceira atividade ilegal mais rentável do mundo (atrás do tráfico de drogas e do comércio ilegal de armas): entre 10 e 20 bilhões de dólares por ano, sendo o Brasil responsável por uma fatia que varia de 5% a 15% do total;
- segunda causa da perda de biodiversidade (atrás da perda de hábitat);
- dependendo da fonte consultada, o número de animais silvestres retirados da natureza no Brasil, por ano, é 12 milhões ou 38 milhões. Mas o impacto ao meio ambiente é ainda maior, já que, sem esses animais, a cadeia/teia alimentar de muitas espécies da fauna e da flora são impactadas;
- entre 60% e 70% do comércio ilegal de animais silvestres no Brasil é voltado para abastecer o mercado interno: estima-se que de dois a quatro milhões de animais silvestres vivam em cativeiros particulares;
- estima-se que 95% do comércio de animais silvestres no Brasil seja ilegal;
- 80% dos animais apreendidos do tráfico no Brasil são aves;
- o tráfico de fauna também inclui o comércio de partes de animais, como penas e conchas;
- há pesquisas que apontam haver 60 milhões de brasileiros criando espécimes da fauna nativa em suas residências;
- os estados de SP e do RJ são os maiores consumidores de animais silvestres no Brasil;
- as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram as áreas de apanha de animais para o tráfico;
- ao comprar animais silvestres do tráfico você expõe família e amigos a mais de 180 doenças.
Destaco que o combate ao tráfico de animais silvestres depende, e muito, do nosso envolvimento. Afinal, a maior parte dos bichos e suas partes (peles, garras, ossos, dentes, conchas etc) são comercializados no mercado negro porque NÓS compramos.
Lembre-se: lugar de bicho é no mato!
Somente a repressão não vai resolver o problema. No Brasil, as leis são fracas (ninguém vai preso por comprar ou vender animais silvestres ilegalmente), não há uma política social nas áreas onde ocorre a captura dos bichos (feitos, muitas vezes, por gente pobre), os órgãos ambientais estão despreparados e desaparelhados para atuar, não existe estrutura para o pós-apreensão (primeiros socorros e uma rede de centros de recebimento, recuperação e soltura dos animais à natureza), mas, sobretudo, não se investe em EDUCAÇÃO AMBIENTAL para reduzir a demanda da população.
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, repare e olhe no seu entorno... Com certeza você verá algum pássaro engaiolado, um papagaio preso a um poleiro, um sagui fora da mata. Vamos mudar essa cruel (para o bicho) e maléfica (para o equilíbrio ambiental) realidade.
O Presidente mais pobre do mundo
Como prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.
Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.
Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.
BANIR AGROTÓXICOS.
Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.
A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.
Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.






