Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MIDWAY



MIDWAY is a powerful visual journey into the heart of an astonishingly symbolic environmental tragedy.

  • Launched: Jun 8, 2012
  • Funding ended: Jul 18, 2012

Midway's powerful message of beauty and love is poised to reach a global audience.

The MIDWAY film will take the viewer on a stunning visual journey into the heart of an astonishingly symbolic environmental tragedy.


Near the heart of the Pacific Ocean, Midway Island is one of the most remote places on Earth, and the iconic site of a world-changing naval battle. Today Midway is inhabited by a million Laysan albatrosses-- magnificent and beautiful seabirds who range over the entire Pacific from their home base on the island. Midway is a multi-layered kaleidoscope of natural wonder and human history, and it also serves as a powerful lens into a shocking environmental tragedy: tens of thousands of albatrosses lie dead on the ground, their bodies filled with plastic from the Pacific Garbage Patch.
Returning to the island over several years, our team has witnessed and filmed cycles of birth, life, and death of these birds as a multi-layered metaphor for our time. With internationally acclaimed artist Chris Jordan as our guide, our film will walk directly into the fire of horror and grief, facing the immensity of this tragedy—and our own complicity—head on. And in this process, we discover a unexpected doorway to a deeply felt experience of hope, beauty and reverence for the mystery and miracle of our world. Stepping far outside the stylistic templates of traditional environmental or documentary films, MIDWAY will take viewers on a lyrical guided tour into the depths of their own spirits, delivering a profound message of renewal and love that is already reaching an audience of millions of people around the globe.


Please join our story
Through this KICKSTARTER we hope to finance our two final trips to Midway to complete our filming, including the cost of a remote-controlled helicopter and pilot to film spectacular aerial shots of the island; and the cost of bringing a world-class editor onto our team to help us cut the film together.
We also are seeking additional funding to complete production of the film for release. This includes the cost of the musical score (original composition and studio recording); sound editing and mix-down fees; color correction and title editing; production of multiple versions of the film for release through television, internet, theaters, etc.; translation of the film into multiple languages for international release; creation of educational curriculum materials for teachers; creation of a state-of-the art website and mobile apps with user forums and additional resource materials; and other associated costs to reach a global audience with our message.
Every contribution helps, however small!
We are a team of devoted artists who believe that the mythical story of Midway has the power to break open the hearts and minds of viewers worldwide. Our job is simply to honor this story as it has revealed itself to us, and deliver it to a global audience with the best quality filming, editing, production, and distribution that we can achieve. The process has been transformational to everyone on our team, and we look forward to sharing our results with you in 2013. Thank you for your contribution.
~with big smiles from chris jordan and the Midway team.


FRANCAIS: Le projet de long métrage MIDWAY entraîne les spectateurs dans un voyage visuellement puissant et mystérieux sur une île du coeur du Pacifique. L'enjeu de l'exploration est grand: Midway, cette île pourtant si magnifique,  est entourée par le Pacific Gyre, un continent de déchets mettant en danger les espèces vivantes. Appréciez la beauté du monde et aidez nous à la préserver. Partagez Midway, le symbole d'un nouveau débat allant bien au delà d'une petite île et veuillez soutenir notre projet qui ne saura être fait sans votre participation. Grâce à cette générosité, rendons ensemble le monde un meilleur endroit  pour tout êtres vivants.
Nous sommes fortement reconnaissants de votre engagement.
PORTUGUÊS: MIDWAY é um projeto cinematográfico que leva sua audiência a uma poderosa jornada visual, dentro do coração de uma tragédia ambiental incrivelmente simbólica. Por favor nos ajude a compartilhar MIDWAY com o mundo ao fazer uma doação para nosso projeto cinematográfico. Nós fazemos uma reverência em sinal de gratidão por toda sua gentileza e interesse em fazer do mundo um lugar melhor para todos os seres vivos.
ESPAÑOL: MIDWAY es un proyecto cinematográfico que lleva a su audiencia en un intenso viaje visual al centro  de una asombrosa tragedia ambiental. Por favor ayúdanos a dar a conocer MIDWAY al mundo por medio de tus donaciones para nuestro proyecto cinematográfico. Agradecemos tu bondad e interés para convertir el mundo en un mejor lugar para todos los seres.
To contact us for other ways to help, get involved or donate or become a sponsor partner please email us at info@midwayfilm.com
KICKSTARTER does not accept donations through PAYPAL:

DONATE VIA PAYPAL, or for more information on different ways to contribute, please go to: :http://midwayfilm.com/donate.html

IMPORTANT notice: the REWARD listed for $25 and up for the digital download of our completed feature will only be available after our film is finished and released. We are still in the production stages of our feature film. Please expect a late 2013 or early 2014 release of our completed feature film.  There is an error on the delivery date listed for this reward (currently says 2012). So sorry, but good things come to those who wait!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Glen Barry!


Dr. Glen Barry Bio

Dr. Glen Barry é o presidente e fundador da Internet Ecológica (EI). Ele é reconhecido internacionalmente pelo movimento ambiental como um visionário líder global, crítico de política ecológica e intelectual público comprometido com comunicar a gravidade de crises ecológicas globais - ea justiça relacionada, direitos e equidade -, enquanto se organizando com outras soluções suficientes.
Em dezembro de 2010, o Dr. Barry foi reconhecido como um dos " 25 visionários que estão mudando seu mundo "pela Reader.They Utne descreveu-o como um" Rouser Eco-Ralé "e afirmou que como" um blogger no início política, Barry tem construiu uma enorme rede de mudança ecológica. Sua "defesa popular global", acrescenta músculo para locais lutas ambientais em todo o planeta, e quando principais grupos ambientalistas estão aquém, ele fala. "
Dr. Barry é um político independente ecólogo académico, um escritor de ensaios e blogs , e um especialista em computação e pesquisadora de tecnologia. Seu uso incansável da Internet para enfrentar a mudança ecológica global tem sido descrito como oferecendo "a consciência ecológica global" necessário para perseguir e alcançar a sustentabilidade ecológica global. Ele especializou-se há anos na utilização da Internet para facilitar a conservação ambiental, onde as suas muitas inovações incluem blogs inventando em 1993 (para o qual ele é profundamente arrependido ;-)
Internet Ecológica especializada na construção de portais ambientais com instrumentos de informação exclusivos de recuperação e análise ecológica original. Sítios na Internet (EI Clima Arca , Forests.org , EcoEarth.Info , Conserve Água ,Rainforest Portal e) são amplamente reconhecidos como notícias ambientais premier, informações e sites de análise, e desfrutar de ampla utilização de todo o mundo. Como Presidente da EI, o Dr. Barry realiza uma série de tarefas que exijam proficiências díspares, incluindo a investigação ecológica, elaboração de estratégias de campanha, programação de computadores e gestão da ONG.
Dr. Barry tem um Ph.D. em "Recursos Terrestres" da Universidade de Wisconsin-Madison, um mestrado em Ciências "Biologia da Conservação e Desenvolvimento Sustentável", também de Madison, e um Bachelor of Arts em "Ciência Política" da Marquette University. Sua pesquisa tem sido em uso de a Internet para facilitar os resultados da conservação, onde seus conhecimentos acadêmicos têm sido repetidamente testados através de anos de observação de campanhas de Internet reais que ele organizou, em nome da Terra. Como um cientista independente ecológico profundamente comprometida com a sustentabilidade ambiental, a sua conservação da floresta, protecção do clima e campanhas Internet têm sido apoiados pela Fundação MacArthur, Google Grants e muitos outros . Ele tem trabalhado dentro de universidades, organizações multilaterais e organizações não-governamentais.
Dr. Barry é casado, com dois bem treinados golden retrievers. Ele vive em Wisconsin rural, onde ele pratica verde vivo. Ele gosta de caminhar, ler, arborização, jardinagem, viagens e filmes. Ele freqüentemente fala em público e aos meios de comunicação sobre as questões ambientais globais, tendo sido apresentado recentemente em entrevistas de fontes tão diversas como o LA Times, BBC, Press TV iraniana, Voz da América e muitos programas de rádio locais. Por favor, entre em contato com o Dr. Barry para entrevistas sobre floresta, clima, água e conservação ambiental e sustentabilidade.

Agricultores e gestores em busca de mudanças nas Políticas Públicas sobre Sementes‏





As sementes crioulas, sugestivamente chamadas na Paraíba de Sementes da Paixão,
 são aquelas melhoradas e conservadas pelas famílias agricultoras ao longo de séculos,
 adaptadas às suas condições de solo e clima, às suas práticas de manejo e preferências
 culturais.
Historicamente, as comunidades agrícolas têm sido responsáveis pela conservação de
 uma riquíssima diversidade de espécies e variedades, adaptadas aos mais diferentes usos
 e necessidades. Essa diversidade faz parte da estratégia produtiva desses agricultores:
 elas fornecem alternativas de alimentos, forragem, fibras e remédios ao longo do ano,
 entre outras vantagens, enriquecendo a dieta e diversificando as possibilidades de
 obtenção de renda.
Apesar dessa enorme importância, ao longo das últimas décadas a legislação e as
políticas públicas caminharam no sentido de colocar essa riqueza em risco. Até bem
 pouco tempo, as sementes crioulas sequer eram reconhecidas pela legislação brasileira:
eram consideradas “grãos”, e não sementes, e ficavam excluídas de todas as políticas.
Com a aprovação da nova Lei de Sementes (10.711), em 2003, as sementes crioulas
 passaram a ser oficialmente reconhecidas e ficou vedada sua exclusão de programas
de financiamento ou de programas públicos de distribuição ou troca de sementes
destinados a agricultores familiares. Essa mudança permitiu avanços importantes
 no trabalho de resgate, conservação e uso de sementes crioulas em muitas regiões
 do Brasil, mas algumas dificuldades permanecem.
Um dos fatores que estão na raiz desse problema é a dificuldade que têm os órgãos
 governamentais, bem como as instituições de pesquisa e ensino, de reconhecer a
qualidade do material genético melhorado e manejado pelos agricultores familiares.
Para comprovar cientificamente a importância das variedades crioulas para a
 agricultura familiar do semiárido, a Rede de Sementes da Articulação do Semiárido
 Paraibano (ASA-PB), buscou apoio da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Com recursos
 do CNPq, foram realizados, por três anos, ensaios de competição entre três sementes
de variedades “comerciais” (duas das quais distribuídas pelo governo na região) e
outras cerca de 20 variedades crioulas escolhidas pelos agricultores vinculados à rede.
Esses ensaios comprovaram a qualidade – e em vários casos a superioridade –
das sementes crioulas para os ambientes onde foram cultivadas (veja Boletim 587).
Demonstrada a qualidade das sementes crioulas, resta o desafio de influenciar a
formulação e execução de políticas públicas, para que elas promovam a conservação da agrobiodiversidade em benefício da agricultura familiar.
Justamente com o objetivo de debater essas questões e avançar no diálogo entre os
 órgãos de governo, instituições de pesquisa, organizações de agricultores familiares
 e sociedade civil, foi realizada na última semana, no interior da Paraíba, uma Oficina
de Trabalho intitulada “Interação de políticas públicas com iniciativas de gestão
 comunitária de sementes locais protagonizadas por redes da sociedade civil no
 semiárido brasileiro”.


Caio Yamazaki Saravalle
Orientador Técnico de Programas 
Departamento de Apoio a Economia Solidária
Centro Público de Economia Solidária "Herbert de Souza"
Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Renda
Prefeitura Municipal de São Carlos
(16) 3307.6808/ 3371.9219/ 3376.6561 / 3368.4585
(16) 8837.3489
Endereço: Rua José Bonifácio, 885 - Centro - São Carlos - SP
Twitter: @ecosolsaocarlos


Em: sementescrioulas@yahoogrupos.com.br


Veja tambem:



Durante os anos de 2011 e 2012, agricultores e agricultoras do Centro-Sul do Paraná e do Planalto Norte de Santa Catarina se organizaram para produzir sementes crioulas em antendimento à chamada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab. O resultado desse trabalho foi:

  • 10 Famílias beneficiadas com a venda de sementes;
  • 67 toneladas de sementes distribuídas na região;
  • R$251.400,00 montante dos projetos;
  • Distribuídas 14 variedades de milho crioulo;
  • Mais de 2000 famílias da região foram beneficiadas com distribuição destas sementes.

Assista no slide-show a síntese desses dois anos de trabalho.

Created with flickr slideshow.


LEIA TAMBÉM:
  1. Programa da Conab de compra de sementes crioulas faz o pagamento às famílias multiplicadoras
  2. Programa de Distribuição das Sementes da Paixão é lançado pelo Polo da Borborema
  3. Agricultores e agricultoras da Borborema garantem renovação dos estoques de sementes crioulas
  4. 8ª Feira Regional de Sementes Crioulas
  5. Feiras de Sementes Crioulas: agricultores em defesa da biodiversidade

Onde estão as transnacionais do agronegócio na América Latina?

1ª Mostra Internacional de Humor sobre Educação Ambiental




É lançada hoje, dia 1º de Agosto, a convocatória para a
 1ª Mostra Internacional de Humor sobre Educação Ambiental,
realizada pelo Programa de Pós-graduação em
 Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande - FURG,
 juntamente com o V CPEASUL - Colóquio de Pesquisadores em
 Educação Ambiental da Região Sul e IV EDEA -
 Encontro e Diálogos com a Educação Ambiental.
A mostra pretende receber cartuns de artistas do mundo inteiro
com temas sobre sustentabilidade, mobilidade urbana, saúde,
 preservação da natureza, agroecologia, reciclagem, justiça social,
 diversidade, entre outros ligados a Educação Ambiental.
O envio dos trabalhos será realizado pela internet e todos os
 participantes terão seus cartuns apresentados no blog do evento,
serão selecionados 100 cartuns que farão parte da exposição oficial
que ocorrerá no saguão do anfiteatro do CIDEC-Sul - Centro Integrado
 de Desenvolvimento do Ecossistema Costeiro e Oceânico, no Campus
 Carreiros da Universidade Federal do Rio Grande - FURG, na cidade do
 Rio Grande, Rio Grande do Sul.
Os três primeiros colocados serão premiados com livros de Humor Gráfico
e Educação Ambiental, troféus e demais itens que poderão ser agregados
 a premiação. Além de 5 menções honrosas que receberão certificados
 como destaque.
Todos os participantes receberão certificado de participação.
O objetivo da mostra é o de proporcionar um espaço de debate
 sobre Educação Ambiental, através do Humor Gráfico entre professores,
 estudantes, pesquisadores, cartunistas e a comunidade.
O regulamento completo encontra-se no endereço:
 http://cpeasul.blogspot.com.br/p/1-mostra-internacional-de-humor-sobre.html

Em: http://cpeasul.blogspot.com.br/

Feira de Agricultura Familiar


Feira da Agricultura Familiar é 

inaugurada no Rio de Janeiro

3 de agosto de 2012


Da AS-PTA
No último dia 28 foi inaugurada a Feira da Agricultura Familiar de Magé,
município da região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

Os mais de 30 agricultores presentes trouxeram seus melhores produtos 
e a sua simpatia para o centro de Piabetá, Distrito de Magé, para mostrar
que neste município a agricultura é tradição.
Nas barracas os consumidores puderam comprar aipim, quiabo, jiló, 
muita banana e mamão, doces caseiros feitos na cozinha do grupo
Colher de Pau, mudas de plantas ornamentais, medicinais, temperos
variados, entre outros produtos. 
Tudo fresco e saudável.
A Feira da Agricultura Familiar de Magé é mais uma Feira de Produtos
da Roça na região Metropolitana do Rio de Janeiro, seguindo os
 exemplos bem sucedidos das experiências das feiras de Queimado
s e Nova Iguaçu.

 Segundo Rui Cunha Rodrigues, presidente da Cooperativa de
 Agricultores Familiares de Magé (Coopagé),uma das entidades
 envolvidas na organizaçãoda feira, “a venda direta para o
 consumidor é uma conquista importante,

Pois além de garantir um preço mais justo para os produtos 
dos agricultores,é uma forma de divulgar o trabalho de 
valorização da agricultura nesta região”.

 Aloísio Sturm, Secretário de Agricultura de Magé, comunga com a 
ideia de Rodrigues: “a feira dará um resultado melhor ao agricultor,
 e ainda oferecerá aos consumidores produtos de qualidade, com
 frescor e o orgulho de saber que está comprando um produto do seu
 município e com o preço melhor”.

Seu Deda, agricultor da Comunidade de Vala Preta, do distrito agrícola 
de Magé,$ já possui outras experiências de venda direta em diferentes feiras, 
dentro e fora do município, e aprova a iniciativa de fazer uma feira somente
 com produtos da agricultura familiar. 
Do seu sítio seu Deda trouxe banana,mamão, feijão de corda e chuchu e 
afirma que a venda direta é muito importante, pois tudo que ele tem no sítio
 ele pode trazer que tem saída para os consumidores. 
“A gente conquista a clientela aos poucos, com produtos de qualidade e
 boa conversa. O movimento de compra está muito bom, mas deve crescer a
 partir da propaganda boca-a-boca que a clientela vai fazendo, porque todo
 mundo que compra fica satisfeito”.

O sorriso de satisfação estava no rosto de todos os agricultores.
Dona Romilda, da comunidade de Cachoeira Grande, ficou muito satisfeita
com a feira e com as vendas deste primeiro dia e diz que além da venda direta
 garantir um preço melhor, por eliminar o atravessador, esta prática ajuda os
 agricultores a organizarem a produção. 
“A gente vai acertando aos poucos as quantidades de produtos que vamos trazer
 e o que plantar.Tem cliente que gosta mais de verdura e outros que querem frutas.
 A gente vai conhecendo os clientes e produzindo mais e trazendo coisas diferentes
 de acordo com os pedidos”.

Magé é o único município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que
possui um distrito exclusivamente agrícola. Com uma área de cerca de 80 
quilômetros quadrados e uma população aproximada de 900 agricultores 
esta região é grande produtora de alimentos para o próprio município e
para a Região Metropolitana. 

Os principais produtos da agricultura familiar da região são banana, aipim,
inhame, cará, hortaliças, pimenta, quiabo e jiló. 
Mas muitos agricultores apresentam uma grande diversidade de produtos, 
que neste sábado estavam colorindo as barracas da feira e deixando os
consumidores animados.

A Feira da Agricultura Familiar de Magé foi uma conquista dos agricultores
por meio da articulação das Associações Comunitárias e da Coopagé,
com o apoio do escritóriolocal da Emater, da Prefeitura Municipal de Magé 
e do Projeto Semeando Agroecologia da AS-PTA em parceria com a CISV.
Danielle Sanfins, assessora técnica da AS-PTA, ressalta a importância da
participação dos agricultores na conquista deste espaço. 
“Para organização desse espaço houve muito debate sobre a importância
 econômica, social e cultural das feiras locais e acabou que a feira de Magé 
ficou com a cara da agricultura da região. 
Vemos a expressão e a diversidade da agricultura familiar local nos produtos
que estão aqui sendo comercializados.
 Essa feira é uma grande conquista para o fortalecimento e para visibilidade
da agricultura familiar não só do município, é a prova viva de que também 
se faz agricultura no grande Rio”.

A Feira da Agricultura Familiar de Magé acontece todos os sábados,
das 7:00 às 15:00 na Rua São Fidelis, centro de Piabetá.

Em: aspta.org.br

Reforma Agraria 2012


"Anomalias em benefício do 

latifúndio encarecem

 Reforma Agrária e servem 

para condená-la",

 afirma Gerson Teixeira


6 de agosto de 2012
“A situação de sucateamento do Incra reflete, também, a exemplo
 do que ocorre com várias outras instituições do governo federal”, constata o presidente da
Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA.

A opção do Estado brasileiro pela expansão do agronegócio e exportação de
commodities para o mundo fez com a que a reforma agrária deixasse de ser
 uma prioridade, “o que constrange parcela do PT”, aponta Gerson Teixeira.
Tal posição, assegura, “não pode ser assumida explicitamente por razões políticas.
 Então, se mantém o discurso do compromisso com a reforma agrária, mas se pratica
 o definhamento da capacidade operacional do órgão responsável pela sua execução”.
 O projeto do agronegócio reflete no Incra, que vem recebendo constantes críticas
 por causa da atuação nos últimos anos.
Na avaliação de Teixeira, a crise por que passa a instituição é consequência do fato
 de o Incra ter se transformado “em uma verdadeira confederação de autarquias
 estaduais para atender a interesses locais, em muitos casos, descolados do projeto
nacional de reforma agrária”.
Para ele, o discurso de que a realização da reforma agrária tem alto custo financeiro
é “falso”. “O que não dizem (e não enfrentam) é que esses custos nada têm a ver com
 as necessidades reais de financiamento da obtenção de terras e, tampouco, com as
necessidades de recursos para o desenvolvimento dos assentamentos. Na verdade,
 esses custos refletem ralos institucionais que irrigam os cofres do latifúndio com
 recursos do Tesouro”, esclarece.
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail para a IHU On-Line, Teixeira também
analisa a atuação do MST no processo de reforma agrária, e diz que a posição do 
movimento é “difícil”. “A hegemonia absoluta do agronegócio lançou o MST para
 situação de impasse. Não pode aceitar essa estratégia que vem desde 2003, mas
 não pode se insurgir contra os aliados sob pena de várias consequências no 
campo institucional, inclusive, a de ficar vulnerável à sanha da direita pela 
criminalização das lideranças do Movimento”, assinala.  
Gerson Teixeira é engenheiro agrônomo, especialista em desenvolvimento
agrícola pela Fundação Getúlio Vargas – FGV/RJ, e doutorando em Teoria
 Econômica pela Universidade de Campinas – UNICAMP. Atualmente, é presidente 
da  Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA.
Confira a entrevista.  
A que atribui a crise vivenciada pelo Incra atualmente? 
A reforma agrária não é prioridade do governo, o que constrange parcela do PT.
 Contudo, essa posição não pode ser assumida explicitamente por razões políticas.
 Então, se mantém o discurso do compromisso com a reforma agrária, mas se pratica
 o definhamento da capacidade operacional do órgão responsável pela sua execução,
 e são mantidas legislações e normas sobre a matéria, amplamente restritivas das
 possibilidades de mudanças estruturais na posse ou no uso da terra no Brasil.
Idealmente, desde os interesses do projeto estratégico que tem o agronegócio no
 seu núcleo, o Incra seria transformado em um órgão de terras de âmbito nacional
com atribuições de política fundiária para regularizar posses e ocupações e, assim,
 garantir segurança jurídica para os investimentos capitalistas na agricultura.  
Qual é a avaliação para os índices da Reforma Agrária no governo Dilma 
Rousseff terem sido os piores da última década? 
Como disse, a reforma agrária não está na agenda de prioridades do governo.
E isso está desse modo por algumas razões. A central está associada ao projeto
 estratégico de interesse das empresas transnacionais que controlam de forma
 direta ou indireta o agronegócio brasileiro da "meia dúzia" de produtos nobres.
Afora outros fatores, a rendição interna a esse projeto traduziu a aceitação da tese
sobre a inexorabilidade de um processo de primarização intensiva da economia por
 força da divisão internacional do trabalho, dada que no caso agrícola nos projeta
como um "fazendão" do mundo.
E essa "duvidosa opção" foi facilitada pelo período recente de boom nos preços das
 commodities agrícolas, que tem proporcionado bilhões de dólares para o país em
 receitas das exportações agropecuárias, o que têm sido fundamental para a
 administração das transações correntes. 
Essa estratégia levou à plena abertura ao capital externo, inclusive na apropriação
das terras. Foram desenvolvidos amplos e diversificados instrumentos de estímulos
 econômicos e financeiros ao agronegócio, com inovações recentes introduzidas pelo
 Novo Código Florestal para os agronegócios verdes tendentes a estimular fenômeno
 de reconcentração fundiária. Foi flexibilizada a política ambiental; estabelecido estado
 de vulnerabilidade para as áreas protegidas como um todo; implementado o PAC para
 permitir a saída pelo Pacífico para os produtos primários brasileiros; e viabilizada a
 criação de "empresas brasileiras de classe mundial" para a disputa desses mercados.
Mudança política
Por razões óbvias, esse cenário não comporta uma política efetiva de democratização da
terra e das políticas agrícolas. Primeiro, por que iria transferir para os camponeses fração
 do território rural cada vez mais disputado pelo empreendimento capitalista e, segundo,
pelo fato de que iria desagradar a extensa base ruralista do governo com as consequências
 previsíveis no Congresso. 
Contudo, no plano do discurso, destaco os falsos argumentos de cunho fiscalista
 usados para a demonstração dos custos exorbitantes do programa de reforma agrária.
 O que não dizem (e não enfrentam) é que esses custos nada têm a ver com as
 necessidades reais de financiamento da obtenção de terras e, tampouco, com as
 necessidades de recursos para o desenvolvimento dos assentamentos.
Na verdade esses custos refletem ralos institucionais que irrigam os cofres do
latifúndio com recursos do Tesouro. Temos a excrescência dos juros compensatórios
 que incidem sobre os valores da desapropriação, desde a data da contestação judicial
 pelos latifundiários dos preços ofertados pela terra pelo governo, até o dia o dia do
efetivo pagamento definido pela Justiça. 
Essa verba infla de forma exponencial, indevida e imoral o custo do programa de
 reforma agrária. Enquanto a Selic está em 8% ao ano, os juros compensatórios
alcançam 12% aa. Na média, aumentam em mais de 50% o valor principal da indenização.
No ano passado os trabalhadores lutaram e conseguiram reforço orçamentário de
R$ 400 milhões para o Incra, mas foram os advogados dos fazendeiros que
 comemoraram. Rasparam quase tudo por ordem judicial. Considere-se também a
 remuneração excessiva dos Títulos da Dívida Agrária – TDAs em alguns casos,
corrigidos pela TR+6%. Enfim, são anomalias em benefício do latifúndio que
 encarecem o programa e que ardilosamente são usadas para condená-la. 
Há anos fala-se que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
 – Incra trata-se de um órgão sucateado e inoperante. Nesse tempo todo 
não foi possível torná-lo um instrumento mais eficaz? O que acontece 
com o Incra? 
Além de refletir a periferização política da reforma agrária, a situação de sucateamento
 do Incra reflete também, a exemplo do que ocorre com várias outras instituições do
 governo federal, o resultado das reformas neoliberais empreendidas pelo governo
 FHC. Esse governo promoveu a distinção ridícula entre carreiras de Estado e de
governo, criando uma burocracia de segunda classe da qual o Incra faz parte.
Para restabelecer um padrão mínimo da sua capacidade operacional para a missão
 da reforma agrária, haveria a necessidade de várias medidas do governo, tais como
 a requalificação profissional, concurso público para a reposição do enorme hiato de
quadros que se aposentaram ou estão em processo; revisão das desigualdades
remuneratórias internas; e definição de plano de cargos e salários compatíveis
com a missão.
Além disso, o Incra precisa de modernização tecnológica e de condições de logística
 capaz de dar suporte às suas atividades.   
Uma das razões para o travamento do Incra estaria no fato de que se
 transformou num espaço de disputa entre correntes internas do PT e 
do  MST. Como o senhor vê essas disputas e que prejuízos trazem para 
a reforma agrária? 
Na verdade, a disputa pelo Incra, em especial, pelas superintendências estaduais,
 envolve todos os partidos da base do governo. Por conta disso, o restante do corpo
 do Incra não responde à cabeça, criando, assim, situação insuperável de impasse
 administrativo.
Nos estados, os dirigentes do Incra respondem aos grupos que lhes dão sustentação,
 por vezes simplesmente sobrepondo o comando central. Assim, o Incra foi se
 transformando em uma verdadeira confederação de autarquias estaduais para
atender a interesses locais, em muitos casos, descolados do projeto nacional de
 reforma agrária.
Quais foram as mudanças introduzidas por Dilma Rousseff no Ministério 
 do Desenvolvimento Agrário – MDA e no Incra? Comenta-se que a
 presidente deseja uma reforma agrária que se oriente por decisões mais
 “técnicas”. Que orientações são essas? 
A presidente tem razão ao exigir eficiência e competência nas ações do Incra e MDA.
Contudo, isso depende das medidas antes colocadas de recuperação do Incra, no
caso, e de revisão da legislação que inviabiliza financeiramente a reforma agrária.
O fato novo é que, neste momento, com um presidente do Incra organicamente ligado
 à Democracia Socialista – DS do RS, certamente será quebrada a relação de
desconfiança política que há muito prevalece entre ministros do MDA e presidentes do
 Incra, de outras correntes do PT e com maiores afinidades com os movimentos sociais.
Contudo, trata-se de uma mudança que não tem nenhum significado em termos de
mudança de postura em relação à reforma agrária. Até poderemos ser surpreendidos
 com alguma recuperação da performance do programa de reforma agrária, nos limites
 aceitáveis pelo projeto estratégico do agronegócio, mas isso não será em decorrência
 substancial da mudança no comando do Incra.   
Por outro lado, Dilma vê a reforma agrária como uma linha auxiliar ao 
seu projeto de Erradicação da Miséria. É correta essa visão? 
Um verdadeiro programa de reforma agrária é essencial para a superação da
miséria e para outro projeto de nação no Brasil. Com o que temos tido mais
recentemente atenuam-se os efeitos da miséria, mas sem superá-la sequer
entre as famílias assentadas que, em parte, notadamente na Amazônia,
apresentam-se em condições materiais que constrangem os indicadores
 básicos da cidadania.
Qual a avaliação o senhor faz sobre a posição do MST diante dos
 resultados pífios da reforma agrária no governo Dilma? Muitos
 consideram que o Movimento está muito cordato com a presidente. 
A posição do MST é difícil. A hegemonia absoluta do agronegócio
lançou o MST para situação de impasse. Não pode aceitar essa estratégia
que vem desde 2003, mas não pode se insurgir contra os aliados sob pena
de várias consequências no campo institucional, inclusive, a de ficar vulnerável 
à sanha da direita pela criminalização das lideranças do Movimento. 

Como alternativa ao arrefecimento da luta pela terra, o MST passou
a combater fortemente o agronegócio. No entanto, ainda que refletindo
 diagnóstico tecnicamente correto, no plano político essa reorientação
 das lutas não acumulou ao ponto de impor qualquer ameaça ao agronegócio.

 Tanto que, por exemplo, nos anos recentes passamos a liderar o consumo
 mundial de agrotóxicos. 
A luta pela terra, além de ter proporcionado a cultura que permeou o
 desenvolvimento do MST e a sua ampla legitimação política, é a luta 
que  unifica todos os movimentos de origem camponesa.

 Além do mais, ampliar a participação dos camponeses na
 apropriação dos territórios significa muito mais que uma conquista 
corporativa dos camponeses.
Bem mais, também, que uma justa e necessária conquista relacionada
à distribuição mais simétrica da terra. Sobretudo, a expansão do
território camponês é um ato pela soberania nacional no controle do 
nosso território e da riqueza e diversidade dos nossos recursos naturais,
atualmente sob fortes ameaças de controle externo.
Enfim, a luta pela terra potencializa as disputas com o próprio
agronegócio e, por extensão, possibilita condições de luta por um modelo
de agricultura em maior grau de harmonia com o meio ambiente e com os 
propósitos da segurança e mesmo da soberania alimentar.

Em: http://www.mst.org.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

VAMOS DAR UMA FORÇA PARA A CAMPANHA CONTRA OS AGROTÓXICOS!



O Brasil alcançou um triste recorde: é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Cada brasileiro consome em média 5,2 litros por ano e aqui são permitidas até mesmo substâncias que já foram banidas em todas as outras partes do mundo. Com isso, quem sofre é a nossa saúde. 

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida luta por uma agricultura que valoriza a agroecologia. É um movimento da sociedade civil, apartidário, que reúne aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite o meio ambiente. Para continuar seu trabalho, a Campanha precisa da sua contribuição. 
Assista ao vídeo de 4 minutos nesse linkhttp://catarse.me/pt/projects/851-transformacao-agroecologica-colaborativa  e ajude doando a partir de R$ 15.

ESTE PROJETO SÓ SERÁ FINANCIADO SE PELO MENOS R$ 18.800 FOREM ATINGIDOS ATÉ 18/09/2012, DO CONTRÁRIO TODO DINHEIRO ARRECADADO SERÁ DEVOLVIDO AOS DOADORES.

BANIR AGROTÓXICOS.

Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.

CICLOVIDA Completo