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Princípios da Agroecologia
Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.
Francisco Roberto Caporal
http://www.aba-agroecologia.org.br/
grãos
Como os lobos mudam rios
Como se processa os animais que comemos
Rio Banabuiu
A VERDADE SOBRE O CANCER
sábado, 18 de junho de 2011
A realização do III Simpósio sobre mudanças climáticas e desertificação: “Experiências para Mitigação e Adaptação” tem como objetivo reunir pesquisadores, tomadores de decisão e demais profissionais da área debatendo temas importantes relacionados a Políticas públicas para redução da emissão de CO2; Ações de combate à desertificação; Potencialidades do bioma caatinga frente às mudanças climáticas; Manejo, Estoque e dinâmica no fluxo de carbono no Bioma Caatinga; Agricultura de baixo carbono e Tecnologias de adaptação às Mudanças Climáticas.
O evento será realizado no período de 25 a 27 de outubro de 2011, em Juazeiro-BA e deverá contar com a participação de especialistas na área, de nível nacional e internacional, para compartilhamento e consolidação de informações recentes, estimulando a discussão a respeito de estratégias de ações futuras e mitigação dos problemas relacionados à desertificação.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Transição agroecológica: projeto apresenta avanços significativos
Transição agroecológica: projeto apresenta avanços significativos
Um dos membros do comitê, o coordenador-executivo da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA) Paulo Petersen, afirma que o trabalho do comitê é muito importante porque a Embrapa tem a possibilidade de ter um olhar externo sobre suas práticas. "Este tipo de exercício que estamos fazendo aqui permite ver o nível, o grau de avanço e quais os pontos precisam ter atenção, tomando não só como um espaço de execução propriamente de projetos de pesquisa, mas também como espaço de aprendizado institucional. O comitê tem esta função de chamar a atenção de determinados pontos que merecem ser mais enfatizados nas análises", informa Petersen.
Para a professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e integrante do comitê, Irene Cardoso, o projeto tem muitos avanços. "Realmente começa a colocar a questão da pesquisa em Agroecologia para a agricultura familiar dentro da agenda da Embrapa e traz muitas contribuições, um novo olhar de pesquisa para os agroecossistemas", afirma a professora. Fazem parte ainda do Comitê o professor da Universidade Nacional de La Plata, Santiago Javier Sarandon, e o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, João Carlos Canuto.
O líder do projeto, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Carlos Alberto Medeiros, diz que um dos pontos apontados pelo comitê no último relatório foi a importância de capacitação com relação aos aspectos conceituais e metodológicos em Agroecologia. "Para atender esta demanda já foi delineado um programa de formação em Agroecologia, que foi avaliado pelo Comitê e será iniciado este ano, com o intuito de implementar a capacitação para a equipe do projeto e seus parceiros", afirma Medeiros.
Esta reunião do comitê contou com a participação do pesquisador Marcelo Gastal, gestor do Macroprograma 6 (MP6) do SEG cuja linha de pesquisa é agricultura familiar. Gastal foi convidado devido à proximidade que existe entre a linha de pesquisa do MP6 com o projeto de Transição Agroecológica. "Achei bem interessante porque existe uma afinidade natural. A carteira do MP6 tem muitos projetos agroecológicos. E a Agroecologia como ciência, de certa forma, se alinha basicamente ao que está se propondo o MP6 com a exigência de método científico de pesquisa participativa, de uso do enfoque sistêmico, de trabalhar com a agricultura familiar e não somente para a agricultura familiar. E na realidade é isso que a Agroecologia também se propõe", comenta Gastal.
BALANÇO GERAL
Além das reorientações do projeto e realinhamentos para atingir os objetivos do projeto, o Comitê também avaliou o cumprimento dos pontos do relatório elaborado no ano passado. Na avaliação de Medeiros, a equipe conseguiu dar um encaminhamento efetivo para a grande maioria das sugestões apresentas pelo comitê em sua última reunião. "Algumas coisas precisam ser feitas a longo prazo, mas a médio prazo, grande parte do que foi recomendado, nós conseguimos dar os encaminhamentos necessários para implementá-los" informa Medeiros.
Para o chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Edson Diogo Tavares -- coordenador dos trabalhos -, sediar a reunião representa um ganho para a Unidade. "Podemos olhar a nossa inserção no projeto e ver que dentro da Embrapa estamos bem em termos de ter uma equipe trabalhando, pensando na Agroecologia e influenciando no projeto", pondera Diogo Tavares. O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros Amaury Santos é responsável pelo projeto componente Gestão dos conhecimentos e sistematização de métodos e experiências agroecológicas.
FONTE
Embrapa Tabuleiros Costeiros
Gislene Alencar - Jornalista
Telefone: (79) 4009-1381
Links referenciados
Transição Agroecológica - construção participativa do conhecimento para a sustentabilidadewww.macroprograma1.cnptia.embrapa.br/agr
oecologia
Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa
www.aspta.org.br
Universidade Nacional de La Plata
www.unlp.edu.ar
Universidade Federal de Viçosa
www.ufv.br
Embrapa Tabuleiros Costeiros
www.cpatc.embrapa.br
Embrapa Clima Temperado
www.cpact.embrapa.br
Embrapa Meio Ambiente
www.cnpma.embrapa.br
Gislene Alencar
gislenealencar@cpatc.embrapa.br
quinta-feira, 16 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Comida mata uma pessoa a cada duas horas”
“afirma colunista do jornal The New York Times
Para Nicholas D. Kristof, surto de E.coli na Europa emite alerta sobre os perigos do uso excessivo de antibióticos no meio rural
por Globo Rural On-lineSegundo o artigo de Kristof, cerca de 325 mil pessoas são hospitalizadas todos os anos nos Estados Unidos por conta de doenças relacionadas aos alimentos. E cinco mil delas acabam morrendo. “A comida mata uma pessoa a cada duas horas”, constata o jornalista. “Nós temos uma indústria que produz alimentos baratos, mas lobistas bloqueiam iniciativas de torná-los mais seguros”, afirma.
Um dos grandes problemas apontados por Kristof é o elevado nível de antibióticos utilizados na pecuária. De acordo com o Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano que regulamenta medicamentos e alimentos, 80% dos antibióticos nos Estados Unidos vão para a criação de gado, não para humanos. “Apenas o estado da Carolina do Norte usa mais antibióticos em animais do que consome a população inteira dos Estados Unidos”, diz o texto.
Como o uso excessivo desses medicamentos precipita a resistência de bactérias, seria necessário redobrar a atenção. “As estatísticas indicam que essa indústria utiliza de forma errada os antibióticos, com o objetivo de amparar as condições sanitárias ruins da criação de animais”, opina a microbiologista (e deputada) Louise Slaughter. “Ao oferecer antibióticos aos animais para mantê-los saudáveis, ela está deixando nossas famílias doentes, espalhando essas cepas mortais de bactérias”, completa Louise.
Kristof defende a ampliação das inspeções no sistema alimentar, testes adicionais para detectar bactérias como aE.coli e o foco na disseminação de hábitos de higiene, como lavar as mãos antes de lidar com carnes cruas. “Mas banir o uso de antibióticos no gado para mantê-lo saudável pode ser um bom começo”, completa
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Palestra com Professor Marc Dufumier.
O Programa Residência Agrária - PRA/UFC convida:
Palestra com Professor Marc Dufumier. Engenheiro agrônomo, Doutor-pesquisador e Diretor da Unidade de Formação e Pesquisa “Agricultura Comparada e Desenvolvimento Agrícola” do Instituto Agro-Paris-Tech, antigo Instituto Nacional Agronômico Paris-Grignon, na França. Ele é autor de numerosos livros e publicações internacionais de referência, tais como ‘Projetos de Desenvolvimento Agrícola’, manual técnico que busca divulgar o método “análise-diagnóstico de sistemas agrários”, amplamente difundido no mundo afora e aplicado na Universidade Federal do Ceará pelo Programa Residência Agrária. A palestra abordará os aspectos teóricos da metodologia dos Sistemas Agrários e procurará interagir com as temáticas centrais da atualidade rural:segurança e soberania alimentar, relações entres as crises econômica, populacional e ambiental, transição para sistemas agroecológicos de produção.
DATA: 14 de junho de 2011 (terça - feira)
HORÁRIO: 09:00h
LOCAL: Auditório da Pró-Reitoria de
Graduação – PROGRAD
(Térreo da Biblioteca Central)
Campus do Pici - UFC
domingo, 12 de junho de 2011
Sociedade civil lança na OAB o Comitê em Defesa das Florestas para combater o projeto de Aldo Rebelo
| 11/6/2011 | |
| Com a presença de senadores e deputados e a participação de mais de 100 entidades e redes da sociedade civil brasileira, foi lançado nesta segunda-feira (7/6) na sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, com objetivo de mobilizar a opinião pública contra o projeto de lei que modifica o Código Florestal, definido como um retrocesso na proteção do meio ambiente. O evento contou ainda com a participação dos atores Christiane Torloni, Letícia Sabatella e Victor Fasano. |
MAIOR DESASTRE AMBIENTAL JÁ OCORRIDO NO BRASIL
Em 1996 FURNAS encerrou os trabalhos de construção da usina hidrelétrica de serra da mesa /goias, POR furnas.
de acordo com a lei e eia/rima, estava a mesma com a obrigação - dentro dezenas de outras - de fazer a LIMPEZA E DESMATAMENTO de cerca de 40.000 mil hectares de mata ( dentre os 178.000 inundados).
contando com a inércia das autoridades de goias /federal, sobretudo do MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL , que deveriam - seus membros - ser incriminados por crime de prevaricação, FURNAS simplesmente " jogou água " sobre os 178.000 mil hectares, SEM DERRUBAR UMA ÚNICA ARVORE.
os técnicos, tendo em conta outros desastres ambientais em outras usinas, já haviam previsto que se tal DESMATAMENTO não fosse realizado , o LAGO correria um sério risco de ter suas águas e peixes contaminados, de forma irreversível, pelo processo de APODRECIMENTO DAS MADEIRAS/FOLHAS, ETC.
Resultado: passados 15 anos, o Instituto Serrano Neves ( veja matéria abaixo e de sua autoria ), fez um estudo técnico/profissional e constatou que as ÁGUAS E PEIXES DE SERRA DA MESA ESTÃO CONTAMINADOS, DE FORMA IRREVERSÍVEL.
Como as águas de Serra da Mesa " caem " no LAGO DE ANA BRAVA ( feito pela corrupta -TRACTEBEL), o certo que é questão de tempo a contaminação, também, do citado lago artificial ( ambos ficam em Minaçu-go, e atingiram 11 muncípios).
o INSTITUTO SERRANO NEVES, chega a classificar como o maior DESASTRE AMBIENTAL já ocorrido na história deste país.
ora, se as águas e peixes - do lago de Serra da Mesa/Goias, estão CONTAMINADOS de forma irreversível, como informar para as populações atingidas diretamente ( cerca de 5.000) que irão implementar projetos para criação de peixes, em larga escala?
diz o engenheiro, do Instituto Serrano Neves, que a grande maioria dos peixes está contaminada COM MERCÚRIO, o que significa dizer que a sua ingestão poderá trazer - para o consumidor - sérios e irrerversíveis riscos á saúde.
mais uma vez o povo vem sendo enganado por essa gente inescrupulosa, que tem na mente apenas um objetivo: ganhar dinheiro ás expensas das populações atingidas.
digo isto, mesmo fugindo um pouco do assunto, por que, além de deixar as águas e peixes contaminados, FURNAS deixou cerca de 4.200 famílias sem indenização/reassentamento, fazendo uma economia de algo proximo aR$. 400.000.000,00.
Há cerca de 07 anos que venho fazendo essas denúncias , inclusive para PRESIDENCIA DA REPÚBLCA E MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA, porém, ambos adotaram a inércia como medida.
O que mais me preocupa ( em primeiro lugar está o ser human), ´saber que essas cerca de 4.000 famílias atingidas ( que perderam suas terras/posses, etc) não terã direito nada, a não ser que haja UMA ITERVENÇÃO FEDERAL EM GOIAS ( e/ou na obra).
abaixo, matéria da lavra do Instituto Serrano Neves, provando que as águas e peixes do lago de Serra da Mesa estão contaminadas, de forma irreversível.
MAS, antes de encerrar, vejam outros roubos/crimes, etc. COMETIDOS POR AUTORIDADES DE GOIAS .
atenciosamente,
Rio Branco-Ac, 24 de maio de 2011.
JULIO CAVALCANTE FORTES
OAB-ACRE 780
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ALERTA S.O.S SERRA DA MESA
LINK PARA BAIXAR PARTE DO RELATÓRIO
João Carlos Kruel, Diretor de Meio Ambiente da Apego (Associação dos Pescadores Esportivos de Goiás) está fazendo a ACP de Serra da Mesa e se deparou com relatórios estarrecedores que informam que o lago está contaminado com mercúrio muitas vezes acima do permitido pela OMS. Além disso o reservatório está contaminado com algas cianofíceas em níveis insuportáveis o que compromete a saúde pública, na medida que os peixes também estão contaminados.
Kruel cita que provavelmente estamos diante de um, senão o maior, desastre ambiental já ocorrido no País e sentiu-se na obrigação de alertar os companheiros do Fish Point. Diz tambem que já tomou todas as providências cabíveis alertando o IBAMA, Agência Ambiental e o Ministério Público federal e Estadual para que acionem o Ministério da Saúde, sem que até agora as providências tenham sido tomadas.
Segue Kruel dizendo que provavelmente entende que o lago deverá ser IMEDIATAMENTE INTERDITADO de maneira a impedir danos irreversíveis a saúde pública. Toda a cadeia biológica e alimentar está afetada e infelizmente, acredita ele, de maneira irreversível. O pior que como é um lago a montante, o parecer técnico alerta para o comprometimento de TODA A BACIA HIDROGRÁFICA DO TOCANTINS.
É com muito pesar que ele passa essa notícia e o que o revolta além da inoperância, negligência e omissão do poder público é também constatar o grande desconhecimento técnico das pessoas responsáveis pelo Meio Ambiente desse País.
Kruel fez uma ACP ? Ação Civil Pública (Serra do Facão) e abriu a caixa preta do setor elétrico que vem escondendo uma realidade lamentável com relação aos danos ambientais das UHE.
Na segunda ACP para Serra da Mesa (que está preparando) se deparou com uma realidade assustadora, tamanha a negligência com que laudos com o conteúdo gravíssimo sequer são lidos pelos órgão ambientais!!!!
O texto que preparou e vai fazer parte da ACP é apresentado a seguir.
INSTITUTO SERRANO NEVES
Projeto Amigo do Lago da Serra da Mesa
Fone: 62 357 4389
Uruaçu / Goiás Brasil
Reservatório da UHE SERRA DA MESA
PROGRAMA DE MONITORAMENTO LIMNOLÓGICO E DA QUALIDADE DA ÁGUA
O relatório final do PROGRAMA DE MONITORAMENTO LIMNOLÓGICO E DA QUALIDADE DA ÁGUA do reservatório da UHE SERRA DA MESA, realizado pela empresa Multigeo na UHE Serra da Mesa com o relatório final entregue em maio de 2.004, para a Agência Goiana de Meio Ambiente, (doc.02) in Verbis:
Considerações Finais: (Doc. 02) pág. 234 em diante.
g) O mercúrio foi detectado com valores muito altos na maioria das campanhas. A ocorrência de garimpos na região, antes do enchimento e talvez atualmente, pode ser o principal foco da contaminação. Os resultados indicam a potencialidade de comprometimento de toda a cadeia alimentar.
Adiante:
A essa localização no sistema, somam-se outros fatores determinantes nas condições limnológicas da UHE Serra da Mesa, especialmente relacionadas a sua fase de enchimento, que ocorreu sem a prévia supressão da cobertura vegetal, resultando numa fonte considerável de matéria orgânica hoje em fase de estabilização.
É provável que essa cobertura vegetal seja a responsável pela instabilidade do equilíbrio observada pelos parâmetros monitorados no lago.
Adiante:
Durante a época de estiagem, o lago ainda mantém um estoque de nutrientes resultante da vegetação submersa, em fase de estabilização, responsável pelo fenômeno de floração de algas na represa.
Adiante:
Mesmo levando-se em conta o baixo índice de utilização das águas dessa bacia para abastecimento público deve-se considerar que a eventual produção de toxinas poderá atingir animais domésticos e selvagens que usam os rios para dessendentação. Além disso, observa-se na bacia do Rio Tocantins a expansão de culturas irrigadas, especialmente frutas, o que poderá gerar eventuais problemas de saúde pública à população consumidora desses produtos.
Adiante:
Essa situação torna-se mais preocupante à medida que outros reservatórios no Rio Tocantins a jusante da UHE Serra da Mesa já apresentam essas algas, e poderão atingir proporções mais elevadas num futuro próximo. Caso seja confirmada essa tendência, poderá haver uma repercussão do empreendimento desfavorável perante a comunidade científica e a sociedade civil.
COMENTÁRIOS
Para uma adequada mensuração da gravidade da situação criada a conseqüência da não exigência do EIA RIMA que gerou a calamidade acima, a afirmação técnica de que os resultados indicam a potencialidade de comprometimento de toda a cadeia alimentar em função dos valores encontrados com mercúrio, na verdade são alarmantes, pois poderemos estar nos deparando com um dos maiores crimes ambientais ocorridos no País em todos os tempos!
Apesar de não terem sido realizados os estudos ambientais que deveriam subsidiar o licenciamento da UHE, é possível afirmar que o reservatório é estratificado e também eutrófico.
A eutrofização é decorrência da inundação de grandes massas de vegetação (fitomassa) e o conseqüente aumento da disponibilidade de nutrientes (fósforo e nitrogênio), o que resulta na proliferação exagerada de algas.
A estratificação deve-se à criação de ambientes lênticos com reduzida capacidade de renovação, devido à implantação dos reservatórios.
Com o represamento ocorre um aumento nas concentrações de fósforo e nitrogênio, transformando os sistemas de óxicos (presença de oxigênio) para anóxicos (ausência total de oxigênio), com uma produção de amônia, redução de sulfeto e formação de metano (Tundisi et al., 1991).
Os reservatórios da Região Centro Oeste apresentam temperaturas da água relativamente altas (23EC a 29EC) e um pequeno gradiente térmico (2EC a 3EC), suficiente para produzir uma estratificação relativamente estável.
Essa estratificação térmica é responsável pelos gradientes químicos verticais que se formam nos reservatórios, ocasionando, durante a estação seca, um hipolímnio anóxico e com maiores concentrações de matéria orgânica e inorgânica.
Esta situação mais crítica observada na camada de fundo, decorre, principalmente, dos processos de decomposição da matéria orgânica, oriunda da vegetação afogada.
Os principais impactos a montante estão relacionados, principalmente, à decomposição da matéria orgânica decorrente da vegetação inundada e, a jusante, às alterações do ciclo hidrológico, ocasionando inclusive modificações nas áreas inundadas (várzeas), hoje talvez afogadas pela construção da nova UHE Canabrava.
A quantidade de matéria orgânica acumulada durante e após o período de inundação, o tempo médio de residência da água no reservatório; o padrão de circulação horizontal e vertical; grandes áreas inundadas com margens dendríticas; a contribuição dos tributários e a ocupação dos solos constituem importantes fatores controladores do comportamento limnológico dos reservatórios nessa região.
Considerando-se ainda que a depleção no reservatório pode chegar a 25 m e o canal adutor é profundo, de modo que nos períodos em que o reservatório estiver no NA máximo normal, a água captada poderá ser de qualidade muito inferior, devido à maior participação das águas profundas na composição da vazão a ser turbinada.
Com relação a eutrofização, o tempo de residência é um fator importante para avaliar a tendência do reservatório, pois as algas necessitam de um determinado período de tempo para atingirem o seu desenvolvimento ideal.
No caso da UHE Serra da Mesa, os tempos de residência da água são longos, de modo que a tendência à eutrofização sempre será alta.
A forma dendrítica do reservatório, com um desenvolvimento de margens muito grande em relação à área da superfície, é outro fator preponderante na natureza trófica do lago, devido à maior produtividade nas águas rasas.
Mesmo sendo um reservatório profundo e o de maior volume de água armazenada do País, ocorreu a formação de vários bolsões rasos com alta produtividade e baixa capacidade de renovação das águas.
É provável que as condições favoráveis à eutrofização citadas poderão ser agravadas, se considerado o incremento das áreas agricultáveis de soja na bacia a montante que provocará significativo o aumento da carga de nutrientes, especialmente fósforo e nitrogênio.
Deve ser considerada ainda a provável ocorrência de afloramentos de rochas calcárias na região, o que poderá aumentar ainda mais a disponibilidade de fósforo para as algas, tendendo a perpetuar a situação existente enquanto durar a vida útil da UHE.
Com relação à presença alarmante de algas cianofíceas, em conseqüência da não supressão total da vegetação, vejamos o que a portaria 1.469 de 29/12/00 do Ministério da Saúde estabelece para procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade para o consumo humano (as águas do rio Tocantins se enquadram na classe II da resolução CONAMA nº 20, segundo os estudos e que podem ser cogitadas para abastecimento futuro de cidades ribeirinhas).
Portaria 1.469 de 29/12/00 do Ministério da Saúde
De acordo com essa portaria:
São definidos como cianobactérias os microorganismos procarióticos autotróficos, também denominados como cianofíceas (algas azuis), capazes de ocorrer em qualquer manancial superficial especialmente naqueles com elevados níveis de nutrientes (nitrogênio e fósforo) podendo produzir toxinas com efeitos adversos a saúde.
Ainda da portaria 1.469 de 29/12/00:
XI Cianotoxinas: toxinas produzidas por cianobactérias que apresentam efeitos adversos a saúde por ingestão oral, incluindo:
a Microcistinas: Hepatotoxinas heptapeptídicas cíclicas produzidas por cianobactérias, com efeito potente da inibição de proteínas fosfatases dos tipos 1 e 2 A e promotoras de tumores;
b Cilidrospermopsina: Alcalóide guanídico cíclico produzido por cianobactérias, inibidor de síntese protéica, predominantemente hepatotóxico, apresentando também efeitos citotóxicos nos rins, baço, coração e outros órgãos; e
c - Saxitoxinas: Grupo de alcalóides carbamatos neurotóxicos produzido por cianobactérias, não sulfatados (saxitoxinas) ou sulfatados (goniautoxinas e C-toxinas e derivados decarbamil), apresentando efeitos de inibição da condução nervosa por bloqueios dos canais de sódio.
AGUA NO SECULO XXI Enfrentando a Escassez - Prof. José Galízia Tundisi
Ainda com o assunto, vejamos qual a opinião de um dos maiores especialistas do País, o Prof. José Galízia Tundisi que em seu recente livro ÁGUA NO SECULO XXI Enfrentando a Escassez editado em 2.003, no capítulo 5.º Eutrofização e Suas Conseqüências, diz na pág.69 :
À medida que o fósforo é descarregado em lagos e rios, a partir de fontes pontuais e não pontuais (por exemplo, esgotos domésticos não tratados e resíduos de nutrientes agrícolas) o requerimento das plantas são satisfeitos, o crescimento aumenta e o outro elemento mais comumente requerido, o nitrogênio, torna-se limitante. Várias fontes pontuais de nitrogênio estão disponíveis para as plantas, tais como amônio (NH 4) e nitrato (NO 3).
Certas cianobactérias podem fixar nitrogênio gasoso (N2) que se dissolve na água, a partir da atmosfera, quando outras fontes de nitrogênio estão disponíveis, mas em quantidades muito pequenas.
Com o suprimento suficiente de fósforo para acelerar o crescimento e a capacidade de fixar o N2 (o que lhes fornece vantagem competitiva sobre outras algas ou plantas superiores), as cianobactérias crescem rapidamente, formando extensas populações que se desenvolvem próximas à superfície e aproveitam o máximo de radiação solar possível. As cianobactérias tem mecanismos de ajuste à profundidade para maximizar o uso de radiação solar.
As densas populações que cobrem as superfícies de lagos, represas e rios, decompõem-se e liberam matéria orgânica, além de substâncias tóxicas. À medida que essas populações de algas perdem a capacidade de flutuação por morte, depositam-se no fundo de lagos e represas, e sua decomposição utiliza o oxigênio dissolvido na água, produzindo variadas concentrações de oxigênio dissolvido na água e em muitas vezes, completa anoxia, causando mortalidade de outros organismos aquáticos, especialmente peixes.
Em muitos casos, há mortalidade em massa de peixes associada à ausência de oxigênio dissolvido produzida pelo excesso de florescimento de cianobactérias e aumento de matéria orgânica em decomposição.?
Além do acima exposto ainda podemos citar como conseqüência da eutrofização:
· Liberação de gases com odor e muitas vezes tóxicos (H2S e CH4)
· Florescimento de algas e crescimento descontrolado de plantas aquáticas, especialmente macrófitas.
· Produção de toxinas por algas
· Altas concentrações de matéria orgânica, as quais, se tratadas com cloro, podem produzir substâncias carcinogênicas.
· Acentuada queda na biodiversidade e no número de plantas e animais.
· Alteração na composição das espécies de peixes no reservatório e perda do valor comercial ou inapropriação para o consumo devido à contaminação.
· Significativa diminuição do da concentração de oxigênio dissolvido, especialmente nas camadas mais profundas dos reservatórios de regiões temperadas, durante o outono.
· Diminuição do estoque pesqueiro causados pela deplessão de oxigênio dissolvido na água nas regiões mais profundas dos lagos.
· Graves efeitos na saúde humana (crônicos e agudos) (Azevedo 2.001).
Texto elaborado pelo Engº Agrº João Carlos Kruel - Dir. Meio Ambiente da APEGO
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sábado, 11 de junho de 2011
O Cooperativismo Popular
O modelo do Cooperativismo Popular se diferencia de outras espécies de organizações socioeconômicas, exatamente por reunir associados que vivem na exclusão e por possuir um modelo democrático e participativo, voltado mais para o bem comum do que para o lucro. Essas organizações voluntárias aceitam sócios sem restrições, contanto que eles participem ativamente de todas as atividades desenvolvidas pela cooperativa.
Toda a renda gerada por uma atividade específica de cada cooperativa é democraticamente distribuída entre os membros, sendo que a renda máxima não pode ultrapassar o triplo da renda mínima.
As chamadas incubadoras são estruturas essenciais para que o Cooperativismo Popular dê certo, pois elas são as responsáveis por orientar e viabilizar a criação das cooperativas. A formação de uma rede de Incubadoras de Cooperativismo Popular é uma forma de criar interação entre essas cooperativas, o que resulta no surgimento de projetos que trabalham a favor da população.
Uma cooperativa que trabalha com reciclagem, por exemplo, pode se vincular a uma cooperativa que reúne catadores de materiais recicláveis para otimizar seus resultados. Assim, os envolvidos no trabalho de ambas as cooperativas são beneficiados pelo lucro e ao mesmo tempo prestam um serviço de interesse público.
Voltando um pouco no tempo, vamos ver que o Cooperativismo Popular nasceu em 1844 e tem suas raízes em solo inglês. Considerada a primeira cooperativa moderna, a Sociedade dos Probos Pioneiros de “Rockdeiol”, reuniu 28 operários do bairro “Rochdeiol-Manchester” e mostrou ao mundo o que até hoje são os princípios que compõe o autêntico cooperativismo.
A criação, em 1995, da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, da UFRJ, é considerada um marco para o desenvolvimento do modelo econômico no Brasil. A Universidade Federal do Rio de Janeiro se tornou pioneira em implantar o vínculo entre universidade e cooperativa popular. A ITCP foi criada para formar cooperativas, ou seja, criar alternativas de trabalho, renda e cidadania para seus membros. O foco dos empreendimentos da incubadora é atender indivíduos e grupos em situação de vulnerabilidade social e econômica. Ela busca incentivar a cooperação, não somente dentro do grupo, mas também entre a cooperativa e a sociedade à sua volta, promovendo, dessa maneira, a inclusão social.
Mas um trabalho assim não é fácil. Existem diversos fatores que dificultam o desenvolvimento de iniciativas como a ITCP do Rio de Janeiro. Segundo o coordenador do projeto, Gonçalo Gonçalves, o principal desafio da incubadora está relacionado ao perfil das pessoas com que eles trabalham. "São pessoas que enfrentam dificuldades na sociedade, seja no plano da educação, no acesso a financiamento, a crédito, entre outras coisas".
A Incubadora da UFRJ possui mais de 50 projetos em execução em diversas áreas e atingindo os mais diferentes setores da sociedade. São desenvolvidos projetos ligados à educação, à ciência, à informática e à reciclagem, que são subsidiados por diversas empresas da iniciativa privada e pública. Para quem deseja conhecer um pouco mais sobre o trabalho da ITCP, basta acessar www.itcp.coppe.ufrj.br.
Em Bauru, a UNESP também possui um projeto semelhante ao da Universidade do Rio de Janeiro. A Incubadora de Cooperativas Populares da Unesp, também conhecida como INCOP surgiu em 2003 em diversos campi da UNESP. Segundo a técnica do projeto de resíduos da INCOP de Bauru, Juliana Melo Ferreira, o projeto vem se desenvolvendo mais ativamente nos últimos sete meses.
O projeto atual da Incubadora de Bauru, coordenado por Juliana, é intitulado "Resíduos Sólidos" e funciona em parceria com cooperativas de outras universidades (USP, Unicamp e Ufscar) e outros campi da Unesp (Assis, Presidente Prudente e Ourinhos). “O objetivo do projeto é formar cooperativas de catadores [de lixo reciclável] e ao mesmo tempo uni-los em redes, não só de comercialização, mas também de troca de informações.”, explica ela. Para Juliana, a iniciativa de projetos de extensão como esse é uma obrigação de toda universidade, que exerce seu papel político quando apóia projetos desse gênero.
http://www.vidagua.org.br/
BANIR AGROTÓXICOS.
Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.
A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.
Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.


