Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8
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terça-feira, 26 de julho de 2011

Cansei. Agora, sou Agro

Por racismoambiental, 24/07/2011 17:38
Leonardo Sakamoto
Empresas e entidades ligadas ao agronegócio lançaram, esta semana, uma grande campanha de mídia para tentar reverter a imagem negativa do setor, contando com atores como Lima Duarte e Giovana Antonelli. O Movimento de Valorização do Agronegócio Brasileiro – Sou Agro envolve também a produção de notícias e o desenvolvimento de pesquisas. A verdade é que, para mudar a imagem do agronegócio, que não vai lá muito bem com os recentes assassinatos de trabalhadores rurais, a tratorada sobre o Código Florestal, o trabalho escravo velho de guerra, noves fora os problemas de sempre, vai ser necessário uma campanha muito longa.
Quando o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros (lembram do “Cansei”?), organizado pela OAB-SP e parte rechonchuda da elite brasileira, foi lançado tive a mesma sensação estranha que estou tendo agora com o Sou Agro. A de que soa como algo que quer fazer com que você defenda interesses específicos pensando lutar pelo interesse nacional, passando por cima de algumas verdades. Que, muito provavelmente, não estarão na boca do Lima e da Giovana.
O Brasil não conseguiu garantir padrões mínimos de qualidade de vida aos seus trabalhadores rurais, principalmente aqueles em atividades vinculadas ao agronegócio monocultor e exportador em área de expansão da fronteira agrícola. Ocorrências de trabalho escravo, infantil e degradante, superexploração do trabalho, remuneração insuficiente para as necessidades básicas são registradas com freqüência. Prisões, ameaças de morte e assassinatos de lideranças rurais e membros de movimentos sociais que reagem a esse quadro também são constantes e ocorrem quase semanalmente. A estrutura fundiária extremamente concentrada também funciona como uma política de reserva de mão-de-obra, garantindo sempre disponibilidade e baixo custo da força de trabalho para as grandes propriedades rurais.
Parte do agronegócio brasileiro ainda não consegue operar com práticas sustentáveis, fazendo com que o meio ambiente sofra as conseqüências do desmatamento ilegal, da contaminação por agrotóxicos, do assoreamento e poluição de cursos d’água, entre outros. Da mesma forma, para a ampliação da área cultivável ou no intento de viabilizar grandes projetos há um histórico de expulsão de comunidades tradicionais, sejam elas de ribeirinhos, caiçaras, quilombolas ou indígenas, que ficou mais intensa com a colonização agressiva da região amazônica a partir da década de 70. Esse tipo de ação tem sido sistematicamente denunciado pelos movimentos sociais brasileiros às organizações internacionais – Belo Monte que o diga.
Mesmo se fossem fechadas as fronteiras agrícolas da Amazônia e do Cerrado – hoje abertas e em franca expansão – o país ainda teria uma das maiores áreas cultiváveis do planeta. Da mesma forma, seu clima (diverso, entre o temperado e o tropical, o que garante um vasto leque de produtos), relevo (grandes extensões de planícies e planaltos), disponibilidade de água e um ciclo de chuvas relativamente regular na maior parte do ano garantem excelentes condições de produção.?? Além disso, o Brasil é um dos países mais populosos do planeta, com mais de 180 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 10% trabalham no campo. Há mão-de-obra disponível, o que garante o desenvolvimento e a ampliação das atividades sem depender de migração externa ou de um choque de mecanização, como acontece com a União Européia ou os Estados Unidos.
O país possui uma legislação trabalhista que, se fosse seguida corretamente, seria capaz de resolver boa parte dos problemas sociais que ocorrem nessas propriedades rurais. Ela incomoda o capital e prova disso são as fortes pressões de empregadores por uma reforma que diminua os gastos com os direitos trabalhistas. ?O que existe efetivamente é um descompasso entre o que prevê a lei e a realidade no campo. Na busca por aumentar sua faixa de lucros e seu poder de concorrência no mercado nacional e internacional, parte dos agricultores descumpre o que está previsto na legislação e explora os trabalhadores, em intensidades e formas diferentes. Ficam com parte dessa expropriação e transferem a maior fatia para: a) a indústria, b) comerciantes de commodities de outros países e c) o sistema bancário brasileiro e internacional – que financia a produção.?? Os casos de exploração mais leves são mais freqüentes e dizem respeito ao pagamento de baixos salários e à manutenção de condições que colocam em risco a saúde do trabalhador. Do outro lado, as ocorrências mais graves estão na utilização de mão-de-obra escrava.
Como os casos “mais leves” de desrespeito ao trabalhador são mais freqüentes, eles passam despercebidos na mídia, preteridos em detrimento à gravidade do trabalho escravo e infantil, que ocorrem em menor número. Também não é interesse de algumas empresas de comunicação em discutir aumentos de salários no campo, uma vez que é freqüente a propriedade de TVs, jornais e rádios por grupos familiares do agronegócio. Já os assassinatos de trabalhadores rurais são vistos como “baixas de conflito”, inseridos em um discurso de que a defesa da propriedade privada predispõe e justifica o uso da força. Segundo esse discurso, é comum o progresso ter as suas vítimas.
A força política dos proprietários rurais continua sendo um entrave para a mudança dessa estrutura. Há uma laissez-faire no campo.?O detentor da terra na Amazônia, por exemplo, muitas vezes exerce o poder político local, seja através de influência econômica, seja através da força física. O limite entre as esferas pública e privada se rompe. Há no Congresso Nacional um influente grupo de parlamentares que defende os interesses das grandes empresas rurais, a chamada “bancada ruralista”. Infelizmente, esses deputados e senadores têm inviabilizado a aprovação de leis importantes que poderiam ajudar efetivar os direitos dos trabalhados do campo – como a que prevê o confisco das terras em que trabalho escravo seja encontrado. Temem que isso afete os seus principais eleitores.
É necessário acelerar a efetivação dos direitos dos trabalhadores e alterar a estrutura agrária brasileira. A tarefa é árdua, tendo em vista as razões expostas anteriormente, e passa também por mudanças políticas e econômicas que, certamente, irão incomodar as elites rurais, industriais, comerciais e financeiras, tanto do Brasil como do exterior, que lucram com esse sistema.
Infelizmente, a forma como vem sendo feito o desenvolvimento da agricultura brasileira, principalmente em regiões de expansão agrícola na Amazônia e no Cerrado, tem trazido crescimento econômico, mas não bem-estar social. Apesar do nível de consciência do trabalhador rural ter aumentado significativamente nos últimos anos, o que é pré-condição para que ele se torne um protagonista social, a mobilização ainda é insuficiente para uma mudança radical na estrutura de concentração econômica no campo. O governo Lula esteve aberto ao diálogo com grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mas frustrou expectativas por não tomar decisões que alterariam o statuo quo no campo. Pelo contrário, reforçou-o. Uma delas seria dar, pelo menos, o mesmo apoio garantido ao latifúndio para a pequena propriedade, considerando que a sua produtividade é comparável ou maior, ao passo que a degradação do meio ambiente e da força de trabalho são maiores na grande propriedade. Ressalte-se que apesar das grandes fazendas ficarem com a maior fatia do bolo do financiamento público, as pequenas propriedades é que empregam 80% da mão-de-obra no campo, produzem a maior parte dos alimentos consumidos pela população brasileira.
Ou seja, seria necessário um enfrentamento político e econômico contra as condições que garantem a exploração do trabalhador e do meio ambiente. Fato que, até a vista alcança, permanece distante.

Agrotóxicos. Pilar do agronegócio


Os agrotóxicos e os males que causam à saúde humana e ao meio ambiente são o tema da semana. Contribuem para o debate os pesquisadores Wanderlei Pignati, José Juliano de Carvalho, Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib, Letícia Rodrigues da Silva e Rubens Nodari.

Enquanto uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, é destruída pela ação de herbicidas, uma parcela da população brasileira grita “agrotóxicos, nunca mais!” Entender o contexto do uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras brasileiras e seus efeitos diversos é o objetivo do tema de capa da IHU On-Line desta semana.

Leia a íntegra do Editorial aqui.

domingo, 24 de julho de 2011

Produções Sustentáveis.

Empresário investe na produção sustentável de telhas e tijolos no Tocantins
Esequiel Milhomem resolveu investir na produção sustentável de telhas e tijolos, trocando a lenha por casca de arroz na queima dos fornos. A medida reduziu de R$ 1 mil para R$ 500 o gasto com a queima de 30 mil peças. Sua fábrica, instalada no Tocantins, gera 100 empregos na região.
Em: http://g1.globo.com/economia/pme/

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Transição agroecológica: projeto apresenta avanços significativos

Um espaço de aprendizado institucional na área de Agroecologia. Assim tem sido as discussões do Comitê de Reflexão Conceitual e Metodológico do projeto Transição Agroecológica - construção participativa do conhecimento para a sustentabilidade, que se reuniu pela segunda vez na Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju/SE) no final de maio de 2011. Para o Comitê, os resultados do projeto, que faz parte do Macroprograma 1 do Sistema Embrapa de Gestão (SEG), são bem interessantes e já tem propiciado um ganho para a Agroecologia.

 

Transição agroecológica: projeto apresenta avanços significativos


Um dos membros do comitê, o coordenador-executivo da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA) Paulo Petersen, afirma que o trabalho do comitê é muito importante porque a Embrapa tem a possibilidade de ter um olhar externo sobre suas práticas. "Este tipo de exercício que estamos fazendo aqui permite ver o nível, o grau de avanço e quais os pontos precisam ter atenção, tomando não só como um espaço de execução propriamente de projetos de pesquisa, mas também como espaço de aprendizado institucional. O comitê tem esta função de chamar a atenção de determinados pontos que merecem ser mais enfatizados nas análises", informa Petersen.

Para a professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e integrante do comitê, Irene Cardoso, o projeto tem muitos avanços. "Realmente começa a colocar a questão da pesquisa em Agroecologia para a agricultura familiar dentro da agenda da Embrapa e traz muitas contribuições, um novo olhar de pesquisa para os agroecossistemas", afirma a professora. Fazem parte ainda do Comitê o professor da Universidade Nacional de La Plata, Santiago Javier Sarandon, e o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, João Carlos Canuto.

O líder do projeto, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Carlos Alberto Medeiros, diz que um dos pontos apontados pelo comitê no último relatório foi a importância de capacitação com relação aos aspectos conceituais e metodológicos em Agroecologia. "Para atender esta demanda já foi delineado um programa de formação em Agroecologia, que foi avaliado pelo Comitê e será iniciado este ano, com o intuito de implementar a capacitação para a equipe do projeto e seus parceiros", afirma Medeiros.

Esta reunião do comitê contou com a participação do pesquisador Marcelo Gastal, gestor do Macroprograma 6 (MP6) do SEG cuja linha de pesquisa é agricultura familiar. Gastal foi convidado devido à proximidade que existe entre a linha de pesquisa do MP6 com o projeto de Transição Agroecológica. "Achei bem interessante porque existe uma afinidade natural. A carteira do MP6 tem muitos projetos agroecológicos. E a Agroecologia como ciência, de certa forma, se alinha basicamente ao que está se propondo o MP6 com a exigência de método científico de pesquisa participativa, de uso do enfoque sistêmico, de trabalhar com a agricultura familiar e não somente para a agricultura familiar. E na realidade é isso que a Agroecologia também se propõe", comenta Gastal.

BALANÇO GERAL

Além das reorientações do projeto e realinhamentos para atingir os objetivos do projeto, o Comitê também avaliou o cumprimento dos pontos do relatório elaborado no ano passado. Na avaliação de Medeiros, a equipe conseguiu dar um encaminhamento efetivo para a grande maioria das sugestões apresentas pelo comitê em sua última reunião. "Algumas coisas precisam ser feitas a longo prazo, mas a médio prazo, grande parte do que foi recomendado, nós conseguimos dar os encaminhamentos necessários para implementá-los" informa Medeiros.

Para o chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Edson Diogo Tavares -- coordenador dos trabalhos -, sediar a reunião representa um ganho para a Unidade. "Podemos olhar a nossa inserção no projeto e ver que dentro da Embrapa estamos bem em termos de ter uma equipe trabalhando, pensando na Agroecologia e influenciando no projeto", pondera Diogo Tavares. O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros Amaury Santos é responsável pelo projeto componente Gestão dos conhecimentos e sistematização de métodos e experiências agroecológicas.

FONTE

Embrapa Tabuleiros Costeiros
Gislene Alencar - Jornalista
Telefone: (79) 4009-1381

Links referenciados

Transição Agroecológica - construção participativa do conhecimento para a sustentabilidade
www.macroprograma1.cnptia.embrapa.br/agr
oecologia

Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa
www.aspta.org.br

Universidade Nacional de La Plata
www.unlp.edu.ar

Universidade Federal de Viçosa
www.ufv.br

Embrapa Tabuleiros Costeiros
www.cpatc.embrapa.br

Embrapa Clima Temperado
www.cpact.embrapa.br

Embrapa Meio Ambiente
www.cnpma.embrapa.br

Gislene Alencar
gislenealencar@cpatc.embrapa.br

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Seminário Brasil-Espanha de ensino, pesquisa e extensão em Agroecologia e Educação Ambiental

Seminário reúne experiências 

agroecológicas de ensino,

 pesquisa e extensão

 de Brasil e Espanha

Evento ocorre de 25 a 27 de abril,

 na Faculdade de Ciências Agronômicas

 (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu

De 25 a 27 de abril, na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, acontece o “Seminário Brasil-Espanha de ensino, pesquisa e extensão em Agroecologia e Educação Ambiental: desafios metodológicos para a transição agroecológica e perspectivas educativas”.
O evento tem como principal objetivo fomentar o intercâmbio de experiências, entre os dois países, sobre as inovações no ensino em Agroecologia e as metodologias aplicadas na chamada transição agroecológica, o processo de passagem da agricultura convencional para a de base ecológica.
Estão programadas as participações de palestrantes de instituições como a Universidade de Córdoba (Espanha), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Faculdade de Ciências Agronômicas e Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, Associação Brasileira de Agroecologia e Instituto Giramundo Mutuando.
Também estão previstas apresentações de relatos de experiências de diferentes regiões do Brasil, que estarão divididas em painéis intitulados: “Metodologias de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Transição Agroecológica”, “Educação Ambiental no Ensino Superior: contribuições para a formação em Ciências Agrárias” e “Educação em Agroecologia no Ensino Superior.
O Seminário é organizado por meio da parceria entre pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual Paulista de Botucatu, Instituto Giramundo Mutuando e Instituto de Sociologia e Estudos Campesinos da Universidade de Córdoba, Espanha.
Estudantes e profissionais interessados podem realizar as inscrições por R$ 30 e R$ 50, respectivamente, até o dia 15 de abril.
Mais informações e a programação completa no sitehttp://www.transicaoagroecologica.org/

BANIR AGROTÓXICOS.

Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.

CICLOVIDA Completo