Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

12 de Agosto: Dia Mundial dos Elefantes!







sexta-feira, 11 de abril de 2014

Banksy!

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  http://vista-se.com.br/banksy-provoca-reflexao-sobre-a-morte-de-animais-para-alimentacao-com-instalacao-artistica/

Banksy provoca reflexão sobre a morte de animais para alimentação com instalação artística

Fabio Chaves
Do Vista-se
Por ser de Banksy, a ação virou pauta em dezenas de jornais pelo mundo.
O misterioso e aclamado artista britânico conhecido pelo pseudônimo de Banksy faz uma nova e poderosa crítica social, desta vez, em Nova York. Quase sempre ele utiliza o grafiti para se expressar, mas, desta vez, o artista resolveu fazer uma instalação em um caminhão que rodará as ruas do Brooklin, nos EUA, por duas semanas.
Não existem muitas informações sobre a vida pessoal de Banksy, portanto, não se sabe se ele é vegano. No entanto, a julgar por esta obra, é possível acreditar que sim. Em um caminhão velho, Banksy colocou dezenas de animais de pelúcia que se movem e emitem um som parecido com uma sirene, como um alerta. O nome da instalação é “Sirens of the lambs” (Sirenes dos cordeiros), em uma clara alusão aos gritos de socorro que os animais emitem nos matadouros – quase sempre em vão.
Banksy teve o cuidado de escolher pelúcias de animais considerados de consumo (cordeiros, vacas, galinhas, porcos etc.) e colocou um panda entre eles, para aguçar ainda mais a reflexão em quem vê o caminhão passando. A região escolhida para ação é a “Meatpacking District” (Distrito Frigorífico), que tem esse nome por ter sido ocupado por frigoríficos e fábricas de embalagens para embalar carne.
A ação tem repercutido por grandes jornais mundo afora. Alguns jornalistas tentaram falar com o motorista do caminhão, que desconversa: “Eu não sei de muita coisa, só estou dirigindo. Só estou fazendo entregas, entregando carne fresca.”, diz.
As reações são diversas. Ao avistarem o caminhão cheio de animais de brinquedo “pedindo socorro”, algumas pessoas riem e tiram fotos com o celular, outras correm e outras ficam paradas, olhando. Entre as crianças, também não há unanimidade nas reações. Enquanto algumas pulam e tentam alcançar as pelúcias, outras choram assustadas.
Assista ao vídeo da ação | Youtube | Veja também no site oficial do artista, clique aqui.











domingo, 28 de outubro de 2012

The Tragedy of Industrial Animal Factories



CAFO (Concentrated Animal Feeding Operation): The Tragedy of Industrial Animal Factories provides an unprecedented view of concentrated animal feeding operations—aka CAFOs—where increasing amounts of the world’s meat, milk, eggs, and seafood are produced. As the photos and essays in this powerful book demonstrate, the rise of the CAFO industry around the world has become one of the most pressing issues of our time. Industrial livestock production is now a leading source of climate-changing emissions, a source of both freshwater and ocean pollution, and a significant contributor to diet-related diseases such as obesity and the spread of foodborne illnesses. The intensive concentration of animals in such crammed and filthy conditions dependent on antibiotic medicines and steady streams of subsidized industrial feeds poses serious moral and ethical concerns for all of us.
Featuring more than 400 photographs and thirty essays by today’s leading thinkers on food and agriculture, including Wendell Berry, Wenonah Hauter, Fred Kirschenmann, Anna Lappé, Michael Pollan, Eric Schlosser, and Matthew Scully, CAFO takes readers on a behind-thescenes journey into the dismal world of animal factory farming. It also offers a compelling vision for a healthier food system: one that is humane, sound for farmers and communities, and safer for consumers and the environment. The book’s ultimate message is clear: We can and certainly must do better.
Along with its companion volume, The CAFO Reader, CAFO is designed to be an invaluable educational resource in the battle to reform the tragic state of animal factory farming. It will also inform and influence the growing public movement of activists, farmers, policy makers, medical professionals, and consumers who are working to make our food healthier for ourselves, for domesticated animals, and the planet.


 http://www.cafothebook.org/thebook.htm

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Aprendendo com formigas e cupins


"Já existem estudos demonstrando que na Floresta Amazônica, perto de Manaus, formigas e térmites (cupins) representam um terço da biomassa animal. Se a elas se acrescentarem abelhas e vespas, serão 80% do total", informa Washington Novaes, jornalista, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 28-09-2012.
"Por isso, - continua o jornalista - dizem Wilson e seu parceiro, pode-se afirmar que "o socialismo funciona, em certas circunstâncias. Karl Marx apenas escolheu a espécie errada" para estudar".
Segundo Washington Novaes, "embora, no caso das formigas, suas 500 mil células nervosas tenham, juntas, apenas o tamanho de uma letra numa página de livro. E se todas as espécies de formigas desaparecessem, afirmam, "seria uma catástrofe".
Enfim, assevera o articulista, "no momento em que tantos estudos mostram o momento difícil que vivemos por causa das várias crises globais, incluindo a da finitude de recursos naturais, é preciso entender muito mais não apenas da relação humana com os ecossistemas, biomas, áreas específicas, mas também do significado, em cada um deles, das muitas espécies, sua importância para a conservação - e para a sobrevivência humana".
Eis o artigo.
Texto da BBC Brasil estampado na última segunda-feira por este jornal relata a preocupação de cientistas com a "invasão global de minhocas" e de "outras espécies alienígenas" - entre elas, as formigas -, que "já conquistaram quase todos os continentes" (a Antártida é uma das exceções). Espécies invasoras estão "vencendo a competição" com espécies locais porque se adaptam rapidamente a terrenos desmatados e alterados, mudam a estrutura dos solos. Podem reduzir efeitos da erosão, como na Amazônia, aumentar o nível de minerais no solo e estimular o crescimento de plantas. Mas afastam outras espécies.

Estranho que possa parecer, é tema altamente relevante, fascinante mesmo, por muitos ângulos. E quem se interessar pode, por exemplo, consultar o livro Journey to the Ants - a Story of Scientific Exploration (Harvard Press University, 1994), de Bert Hölldobler e Edward O. Wilson, este último considerado um dos maiores conhecedores da biodiversidade e o maior especialista em mirmecologia, o estudo das formigas, ao qual se dedica há meio século no mundo todo, com vários livros publicados. A ponto de um deles (The Ants, 1990) pesar 3,4 quilos. Juntos, Wilson e Hölldobler têm pesquisas de quase um século.

Wilson e Hölldobler começam ensinando aos humanos uma lição admirável das formigas: o seu êxito - que as levará a dominar o planeta, de acordo com o primeiro - decorre do extraordinário comportamento de cooperação entre os milhares de membros de cada colônia, que produz extrema eficiência na busca, no transporte e no armazenamento de alimentos, na reprodução, na defesa do grupo, etc. Uma das armas principais nessa luta coletiva pela vida é o uso de vários tipos de linguagem (corporal, visual, gestual, etc.), principalmente química - porque o odor de cada parte do corpo, emitido no encontro de dois seres, pode ter significados muito específicos, como alarme, desejo de atração, disposição para cuidar da cria, oferta de alimentos, etc. E essa cooperação é a base da sobrevivência.

A colônia é o sentido fundamental da vida para cada formiga, embora possa haver disputa entre a rainha e formigas operárias quando estas se sentem em condições de reproduzir (o que cabe à rainha). Pode haver também conflitos com outras formigas da mesma espécie. Mas, com suas características, as formigas sobrevivem há muito mais tempo que os seres humanos, uns 100 milhões de anos, desde a época dos dinossauros. É quase inacreditável, quando se lembra que o tamanho de uma formiga é de cerca de um milionésimo do corpo humano. Mas elas representam 1% do quintilhão de insetos que existem no planeta - já eram na década de 1990 cerca de 10 quatrilhões e cada formiga se reproduz umas 500 vezes nos 20 anos que o ser humano leva para formar cada nova geração. Por isso, pensa Wilson, as formigas dominarão a Terra. Hoje, juntas, pesam tanto quanto todos os seres humanos.

Já existem estudos demonstrando que na Floresta Amazônica, perto de Manaus, formigas e térmites (cupins) representam um terço da biomassa animal. Se a elas se acrescentarem abelhas e vespas, serão 80% do total. Por isso, dizem Wilson e seu parceiro, pode-se afirmar que "o socialismo funciona, em certas circunstâncias. Karl Marx apenas escolheu a espécie errada" para estudar. Embora, no caso das formigas, suas 500 mil células nervosas tenham, juntas, apenas o tamanho de uma letra numa página de livro. E se todas as espécies de formigas desaparecessem, afirmam, "seria uma catástrofe".

Poderíamos aprender muito com formigas, cupins e também com muitas espécies vegetais. Há alguns anos, quando produzia um documentário para a TV Cultura, o autor destas linhas foi ao Jardim Botânico paulistano acompanhando um especialista em grandes estruturas de concreto na Universidade de São Paulo (USP), que começou mostrando uma variedade de bambu com a maior capacidade de resistência a impactos físicos por centímetro quadrado - e o estudo dos fundamentos dessa resistência serviam para orientar a criação de grandes estruturas de concreto. Depois mostrou um cupinzeiro, abrindo com as palavras: "Este é o edifício mais inteligente que existe. Aqui vivem dezenas de milhares de indivíduos, que convivem em harmonia, trafegam sem congestionamento (para buscar alimentos), sem colisões, sem conflitos, orientando-se com várias linguagens. No interior do cupinzeiro existem câmaras específicas onde a rainha deposita seus ovos para reprodução; câmaras para depósito de alimentos, com orifícios no alto para a saída de gases da decomposição; outros orifícios que são fechados ou abertos por ação dos cupins, para adaptar-se às temperaturas fria ou quente. Pode haver algo mais racional?".

No momento em que tantos estudos mostram o momento difícil que vivemos por causa das várias crises globais, incluindo a da finitude de recursos naturais, é preciso entender muito mais não apenas da relação humana com os ecossistemas, biomas, áreas específicas, mas também do significado, em cada um deles, das muitas espécies, sua importância para a conservação - e para a sobrevivência humana. É espantoso: na hora em que cientistas afirmam que toda a superfície de gelo acumulada no Ártico pode derreter-se (nos meses de verão) em quatro anos (guardian.co.uk, 17/9), liberando quantidades assombrosas de metano acumuladas sob a camada até aqui permanente, é preciso ter consciência da gravidade da situação. E da necessidade de levar os comportamentos sociais a serem adequados às novas questões. Até formigas, cupins, abelhas e vespas se enquadram nesse contexto.

É aflitivo, por isso, verificar a distância dos assuntos fundamentais em que se encontram, nesta hora, os temas das campanhas eleitorais em todo o País. Não será por essas veredas imediatistas que se poderá chegar a alguma via larga, aberta para o horizonte e o futuro.

Em:  http://www.ihu.unisinos.br/noticias/

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Wildlife Conservation Society: Rinocerontes


Localização: África do Sul, Namíbia e Índia
Resumo do Projeto: O efeito de crime ambiental sobre as populações do mundo rinoceronte é conduzi-los à beira da extinção. Crenças deslocada no poder curativo de seu chifre e uma demanda de condução recém-afluente China significa que se não agirmos hoje esses vulneráveis, criaturas gentis permanecerá ameaçado. Por favor, ajude-nos a manter nossos projetos de rinoceronte operacional. Por favor, nos ajude a salvar o rinoceronte.
O impacto do crime na vida selvagem o rinoceronte é devastador. Mas os projetos que apoiamos são efetivamente ajudando a proteger as criticamente ameaçadas de extinção rinocerontes de um chifre de rinoceronte indiano eo negro na África. Precisamos do seu apoio para continuar este trabalho. Obrigado.
David Shepherd CBE
Nos últimos dez anos tem havido um aumento catastrófico em caça ilegal de rinocerontes - por 7400%.
Ajude-nos a proteger as populações de rinocerontes críticas na Índia, África do Sul e Namíbia. 100% de sua doação irá para apoiar esses projetos vitais que fornecem segurança, vigilância, educação e anti-caça furtiva programaspara salvar estes animais altamente vulneráveis.Clique aqui para saber mais sobre nossos projetos de conservação de rinocerontes. Como sua doação vai ajudar: R $ 100 Covers o custo de um fone sem fio para uso de anti-caça patrulhas£ 250 cobre o custo da recolha de um mês de inteligência para rastrear a caça e comércio ilegal de £ 1 , 000 Contribui para o cão unidade esquadrão especial anti-caça furtiva emAssam £ 2 , 500 Pays para salário anual de um caça anti-campo ranger na África do SulQualquer presente que você pode dar a contribuir para estes custos serão enormemente apreciado. Juntos podemos fazer a diferença. Clique aqui para doar hoje 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Para aqueles que amam a vida...


For Those Who Love Life

BiodiversityConsumerism — by George Monbiot July 16, 2012

The people cutting open bluefin tuna nets are heroes
by George Monbiot: journalist, author, academic and environmental and political activist, United Kingdom.

One of the purposes of government is to protect public goods threatened by the self-interest of unscrupulous people or corporations. But what happens when governments fail? When they are either unwilling or unable to protect something valued by the many from the depredations of the few? What do you do, for example, to defend the bluefin tuna?
Thanks to the obstructionism of the Japanese government and the small states whose votes it has bought, international law is currently incapable of preventing what seems like the inevitable slide of this magnificent species towards extinction. Even the feeble measures which are supposed to protect them are widely and blatantly flouted. The governments – including several in Europe – which should be enforcing them don’t seem to give a damn. Tuna don’t vote and they are unlikely, in places facing economic turmoil, to become a major election issue.
So do we stand back and allow one of the world’s most impressive lifeforms, which also helps to sustain the ecology of the seas, to be driven to extinction? Would art lovers stand back and watch as the government allowed looters into the National Gallery to steal or smash whatever they wanted? Or would they try to act where the government had failed, and put themselves in the way of this vandalism?
The greatest threat to the bluefin tuna is the netting of small fish which are then transferred to crowded sea cages, where they are fattened up until they are large enough to be sold to Japan. Like any fishery which targets juveniles, the impact on the stock is devastating. Outrageously, the practice is legal in the Mediterranean, and these tuna farms – which harvest but don’t breed – are now springing up off many of its coasts.
Even when the boats supplying the cages are trapping more tuna than their quotas permit, even when they are catching smaller fish than the rules allow, even when they are fishing outside of their designated seasons, several Mediterranean governments do nothing. In other words, they collaborate in ecocide. So the purpose of this post is to celebrate the action taken by a group called The Black Fish off the coast of Croatia on Wednesday.
In this case they were releasing tuna which might have been caught legally, but under rules which permit the kind of fishing which will render the species extinct. The utterly hopeless International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas (ICCAT) permits some states to catch bluefin tuna too young to have spawned even once. As The Black Fish points out:
“This exemption is a form of legalised poaching. By continuing to catch juveniles, these endangered fish simply don’t stand a chance of reproducing. ”
Divers from The Black Fish evaded security guards and cut open the cages in which hundreds of young bluefin were being held off the Croatian island of Ugljan.
Sea Shepherd has carried out similar actions: its conservationists have put their own lives in danger to try to preserve one of the marvels of evolution.
These people are, in my view, heroes. They are stepping in where governments have failed, to protect our common heritage. They are among the few people on earth who will be able to give a straight answer when their children ask them what they did to prevent the avoidable ecological tragedies we now confront.


Em:http://permaculture.org.au

Quase Humanos...


Quase humanos

Neurocientistas publicam manifesto afirmando que mamíferos, aves e até polvos têm consciência e esquentam debate sobre direitos dos animais

Marco Túlio Pires
Chimpanzé alimenta um filhote de tigre dourado, em mini zoológico na cidade de Samutprakan, Tailândia
Chimpanzé alimenta um filhote de tigre dourado, em mini zoológico na cidade de Samutprakan, Tailândia: percepção de sua própria existência e do mundo ao seu redor (Rungroj Yongrit/EFE)
Os seres humanos não são os únicos animais que têm consciência. A afirmação não é de ativistas radicais defensores dos direitos dos animais. Pelo contrário. Um grupo de neurocientistas — doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck — publicou um manifesto asseverando que o estudo da neurociência evoluiu de modo tal que não é mais possível excluir mamíferos, aves e até polvos do grupo de seres vivos que possuem consciência. O documento assinado no último sábado (7), em Cambridge, esquenta uma discussão que divide cientistas, filósofos e legisladores há séculos sobre a natureza da consciência e sua implicação na vida dos humanos e de outros animais.

Apresentado à Nasa nesta quinta-feira, o manifesto não traz novas descobertas da neurociência — é uma compilação das pesquisas da área. Representa, no entanto, um posicionamento inédito sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor. Em entrevista ao site de VEJA, Philip Low, criador do iBrain, o aparelho que recentemente permitiu a leitura das ondas cerebrais do físico Stephen Hawking, e um dos articuladores do movimento, explica que nos últimos 16 anos a neurociência descobriu que as áreas do cérebro que distinguem seres humanos de outros animais não são as que produzem a consciência. "As estruturas cerebrais responsáveis pelos processos que geram a consciência nos humanos e outros animais são equivalentes", diz. "Concluímos então que esses animais também possuem consciência."

O que é consciência?

PARA A FILOSOFIA
Filosoficamente, é o entendimento que uma criatura tem sobre si e seu lugar na natureza. Alguns atributos definem a consciência, como ser senciente, ou seja, sentir o mundo à sua volta e reagir a ele; estar alerta ou acordado ou ter consciência sobre si mesmo (o que, para a filosofia já basta para incluir alguns animais “não-linguísticos” entre os seres com consciência).Fonte: Enciclopédia de Filosofia de Stanford
PARA A CIÊNCIA
A ciência considera como consciência as percepções sobre o mundo e as sensações corporais, junto com os pensamentos, memórias, ações e emoções. Ou seja, tudo o que escapa aos processos cerebrais automáticos e chega à nossa atenção. O conteúdo da consciência geralmente é estudado usando exames de imagens cerebrais para comparar quais estímulos chegam à nossa atenção e quais não. Como resumiu o neurocientista Bernard Baars, em 1987, o cérebro é como um teatro no qual a maioria dos eventos neurais são inconscientes, portanto acontecem “nos bastidores”, enquanto alguns poucos entram no processo consciente, ou seja, chegam ao “palco”.
Estudos recentes, como os da pesquisadora Diana Reiss (uma das cientistas que assinaram o manifesto), da Hunter College, nos Estados Unidos, mostram que golfinhos e elefantes também são capazes de se reconhecer no espelho. Essa capacidade é importante para definir se um ser está consciente. O mesmo vale para chimpanzés e pássaros. Outros tipos de comportamento foram analisados pelos neurocientistas. "Quando seu cachorro está sentindo dor ou feliz em vê-lo, há evidências de que no cérebro deles há estruturas semelhantes às que são ativadas quando exibimos medo e dor e prazer", diz Low.

Personalidade animal - Dizer que os animais têm consciência pode trazer várias implicações para a sociedade e o modo como os animais são tratados. Steven Wise, advogado e especialista americano em direito dos animais, diz que o manifesto chega em boa hora. "O papel dos advogados e legisladores é transformar conclusões científicas como essa em legislação que ajudará a organizar a sociedade", diz em entrevista ao site de VEJA. Wise é líder do Projeto dos Direitos de Animais não Humanos. O advogado coordena um grupo de 70 profissionais que organizam informações, casos e jurisprudência para entrar com o primeiro processo em favor de que alguns animais — como grandes primatas, papagaios africanos e golfinhos — tenham seu status equiparado ao dos humanos.

O manifesto de Cambridge dá mais munição ao grupo de Wise para vencer o caso. "Queremos que esses animais recebam direitos fundamentais, que a justiça as enxergue como pessoas, no sentido legal." Isso, de acordo com o advogado, quer dizer que esses animais teriam direito à integridade física e à liberdade, por exemplo. "Temos que parar de pensar que esses animais existem para servir aos seres humanos", defende Wise. "Eles têm um valor intrínseco, independente de como os avaliamos."

Questão moral - O manifesto não decreta o fim dos zoológicos ou das churrascarias, muito menos das pesquisas médicas com animais. Contudo, já foi suficiente para provocar reflexão e mudança de comportamento em cientistas, como o próprio Low. "Estou considerando me tornar vegetariano", diz. "Temos agora que apelar para nossa engenhosidade, para desenvolver tecnologias que nos permitam criar uma sociedade cada vez menos dependente dos animais." Low se refere principalmente à pesquisa médica. Para estudar a vida, a ciência ainda precisa tirar muitas. De acordo com o neurocientista, o mundo gasta 20 bilhões por ano para matar 100 milhões de vertebrados. Das moléculas medicinais produzidas por esse amontoado de dinheiro e mortes, apenas 6% chega a ser testada em seres humanos. "É uma péssima contabilidade", diz Low.

Contudo, a pesquisa com animais ainda é necessária. O endocrinologista americano Michael Conn, autor do livro The Animal Research War, sem edição no Brasil, argumenta que se trata de uma escolha priorizar a espécie humana. "Conceitos como os de consentimento e autonomia só fazem sentido dentro de um código moral que diz respeito aos homens, e não aos animais", disse em entrevista ao site de VEJA. "Nossa obrigação com os animais é fazer com que eles sejam devidamente cuidados, não sofram nem sintam dor — e não tratá-los como se fossem humanos, o que seria uma ficção", argumenta. "Se pudéssemos utilizar apenas um computador para fazer pesquisas médicas seria ótimo. Mas a verdade é que não é possível ainda."

"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low


"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low

Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade

Marco Túlio Pires
Epilepsia: especialistas estimam que 2% da população brasileira tenha a doença
Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas (Thinkstock)
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois deapresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Divulgação
Philip Low
Philip Low: "Todos os mamíferos e pássaros têm consciência"
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Animais também têm consciência! Surpreso?


Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Marco Túlio Pires
Macaco da espécie rhesus
"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)
Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. "A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões", disse Low. "As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência", afirmou. "Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso."

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os animais curam o Homem



Nas sociedades tribais existe a figura e a presença do xamã, cuja tarefa, (naqueles que são espiritualmente evoluídos) é a de ajudar na cura da alma. Os xamãs verdadeiros curam a partir da presença divina que habita neles e na verdade são veículos de luz divina, e contam com o auxílio do que chamam de "totens internos", que em algumas tradições são nomeados de animais de poder.
Já nas sociedades ditas civilizadas, ou contemporâneas, a ciência de modo geral aniquilou a figura ou a presença do xamã, e teve que recorrer á novos especialistas na arte da cura: o médico, o terapeuta, o psicólogo.
No entanto, um dos pontos de onde o xamã obtinha sucesso na cura ainda não foi totalmente reconhecido pelos novos curadores - médicos, terapeutas e psicólogos - que é justamente o núcleo anímico do ser.
Foi então que os animais domésticos, como o gato, o cachorro, alguns pássaros; tornaram-se curadores de alma. Eles atuam na revitalização de determinados aspectos do núcleo anímico do ser; favorecendo a cura de, por exemplo: de tendências a estados depressivos, de tristezas, de mágoas, solidões. existme casos que inclusive o animal se auto-sacrifica pelo seu paciente, que pensa que é o dono do animal, mas na verdade é um paciente.
Portanto caros amigos, vamos prestar toda honra aos nossos auxiliares de jornada de vida, os animais.


sábado, 7 de julho de 2012

Salvar Leões X Redução de Conflitos


Texto e fotos por Kate e Marcus Westberg
O assassinato e mutilação de uma leoa por um grupo de Morani , ou guerreiros Maasai, como parte de sua iniciação à idade adulta fez conservacionista Anne Kent Taylor mais determinado do que nunca para proteger grandes felinos do Quênia.
Com uma paixão pelo bem-estar animal, Anne tem dedicado uma grande parte de sua vida a cuidar de animais selvagens nas planícies do Masai Mara National Reserve. "Com seus vastos céus, tempestades, sem cercas e vistas sem fim, não há outro lugar como ele. É um desafio, dramático, selvagem e difícil de domar - e nem seria queremos ", disse ela.
Seu apelido no Quênia é  Chuma ya zamani , "aço velho" sentido e dado a ela pelo Maasai local e os guardas que viu que ela não tinha medo de tomar uma posição contra o sofrimento de animais silvestres, a criação de anti-caça furtiva patrulhas no Mara Triangle e abordar o conflito em curso entre Maasai pastores e predadores.
Anne e sua equipe trabalham em estreita colaboração com Maasai aldeias locais para reduzir o conflito entre humanos e predadores nas terras que cercam a planície Masaai Mara, onde "a diversidade e quantidade de vida selvagem é espetacular e difícil de encontrar em outros lugares", fazendo o que podem fazer a pastagens do cerrado um porto seguro para os animais selvagens.
Predadores estão sob ameaça de assassinatos de represália por parte do Maasai, um povo pastoril que dependem em grande parte do gado para sua sobrevivência e não pode dar ao luxo de perder até mesmo um animal. "Os Maasai não vai tolerar predadores que atacam o gado e com o aumento da predação também há o risco de mortes por vingança de leões e outros grandes felinos," disse Anne.
Uma das maneiras em que Anne está ajudando a prevenir a predação e as mortes por vingança resultantes de predadores é através de fortificação de recintos de animais existentes Maasai, conhecidos como bomas e com cercas de Arame, um projeto possível com o generoso apoio daIniciativa Nacional Geographic Big Cats e outros Anne K. Taylor Fundo (AKFT) doadores.
Vivendo entre leões e outros predadores grandes significa que Maasai muitos querem mais segurança para o seu gado, ovinos e caprinos. Predator à prova de bomas manter o gado proteger e evitar que os pastores de buscar vingança contra os assassinos de ações. "A maioria dos Maasai está interessado em fortalecer  bomas  ea demanda crescente por chainlink é agora muito superior a minha capacidade de fornecê-lo a todos que querem isso ", disse Anne.
O Maasai eles mesmos são responsáveis ​​por colocar na esgrima chainlink após receber treinamento da equipe de Anne e, enquanto a maioria "têm feito um trabalho admirável, alguns têm sido desleixado e as  bomas  tiveram de ser refeitas. Se o chainlink não está devidamente instalado, pode revelar-se perigoso para os predadores que podem ser capazes de entrar naboma , mas não escapar. "
Salvando os animais selvagens do Masai Mara para as gerações futuras só é possível com o apoio da comunidade local e Anne espera que "os Maasai, em cujas mãos a própria sobrevivência da vida selvagem descansa, continuará a proteger suas terras de estrangeiros que vêm a ilegalmente matar a vida selvagem e destruir o meio ambiente. "
Trabalhando em conjunto com cuidado para o Wild (Quénia), a equipe anti-caça furtiva enfrenta perigo em uma base diária para proteger os animais selvagens da caça ilegal, mas há muito o que pode fazer. "As autoridades precisam alterar o Bill Wildlife o mais rapidamente possível para permitir punições mais severas de caçadores. Atualmente não há impedimento pouco ou nenhum para os caçadores e eles vão continuar a matar animais selvagens em um ritmo alarmante ", disse Anne.
Enfrentar um personalizado
Com a terrível perda de mais um leão, desta vez não por caça ilegal, mas um costume antigo que Anne foi encontrado "muitos dos Maasai não encontram mais aceitável, para não falar que é contra a lei," a população leão rápido declínio no Quênia e em outros lugares na África precisa de pessoas apaixonadas, como Anne a lutar por sua sobrevivência.
Após a leoa foi morto, Anne imediatamente postou um veículo condutor e AKTF com o orgulho do leão para evitar novos ataques, trabalhando em turnos com o Conservancy Mara."Graduação para os guerreiros que querem provar sua bravura é em agosto para que os leões estão gravemente em risco até esse momento e vamos continuar a monitorá-los", disse ela.
Com a ajuda de sua equipe de Maasai, Anne realiza programas de educação da comunidade sobre a importância de salvar a vida selvagem. Ela melhora os meios de subsistência locais, através de seu projeto para fortalecer bomas , ganhando o apoio ea compreensão de Maasai pastores e suas famílias que "precisa ser uma parte do processo ou não vai ter sucesso."
Trabalhando em estreita colaboração com a comunidade Maasai local, Anne está fazendo tudo ao seu alcance para proteger os grandes felinos do Quênia e manter a vida selvagem do Masai Mara seguros de danos. "Eles são minha vida, minha paixão. Estou empenhado em protegê-los como eles não têm voz própria ", disse Anne.

Kate e Marcus trabalho Westberg com o  K. Anne Taylor Fundo .  Para mais fotografias e histórias de Marcus & Kate, visite  www.lifethroughalens.org . 

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