Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8
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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Alimentos e Regularização Sanitária

Novidades ISPN: A Produção brasileira de alimentos e as dificuldades enfrentadas para sua regularização sanitária

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A Produção brasileira de alimentos e as dificuldades enfrentadas para sua regularização sanitária
Posted: 06 Apr 2016 11:13 AM PDT
mulheres processando pequi
Nos últimos anos, quem tem acompanhado o desenvolvimento da agricultura familiar no Brasil, percebe a crescente corrente do movimento agroecológico brasileiro. Esta nova abordagem da agricultura, que busca integrar os diversos aspectos sociais, econômicos e ambientais na unidade de produção familiar, enfrenta entraves regulatórios que desconsideram o papel da agroecologia na economia e na qualidade de vida das famílias envolvidas. A legislação brasileira de produção de alimentos, por exemplo, não é apenas ultrapassada para atender as demandas desse setor, é inadequada, excludente e moralmente injusta com segmentos sociais que estão à margem do apoio do estado.
O marco legal da produção de alimentos é definido por uma série de leis, decretos e normas que compõem o sistema sanitário brasileiro. Este, estabelece as regras para o processamento e consumo de alimentos seguros, quer dizer, tem o papel de determinar o que é seguro para ser consumido por uma parcela significativa da população. Porém, o que vem determinando o padrão de segurança do alimento, é a esterilização e homogeneização nos processos de produção e transformação alimentar. De fato, é uma completa inversão de valores sociais e culturais, pois privilegia uma indústria rica e globalizada, em detrimento da ampla diversidade alimentar e do patrimônio histórico e cultural brasileiro.
Para entender a complexidade do nosso sistema sanitário atual, é necessário realizar uma distinção entre os diversos tipos de alimentos e os processos de produção que determinam o produto final. Esta divisão é necessária, pois dois amplos sistemas de regulação sanitária concorrem perante um perplexo setor regulado. As instituições centrais são o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que conceituam e determinam as variáveis da alimentação brasileira.
Por exemplo, o MAPA regula todos os produtos de origem animal. Porém, caso haja determinado percentual de vegetal no doce de leite, poderia haver um questionamento sobre o órgão regulador. O MAPA é responsável pela regulação de “bebidas”, inclusive polpas de frutas, mas a ANVISA é responsável por “água mineral” e “alimentos processados”. No caso de alimentos prontos para consumo, como o “açaí processado”, que poderia ser considerado “bebida”, este é regulado pela ANVISA.
Quadro1
Quadro 1: Distinção simplificada dos órgãos responsáveis pela regulação de alimentos, de acordo com o tipo de alimento.
O MAPA é a instância central e superior de um sistema que busca padronizar os órgãos estaduais e municipais de vigilância agropecuária[i]. A ANVISA é uma agência que coordena o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS)[ii], podendo delegar à estados e municípios suas atribuições. Com isso, para a regularização de um empreendimento de alimento é necessário determinar, pelo menos, o produto final e o mercado a ser acessado para iniciar uma verdadeira romaria aos órgãos licenciadores.
Essas duas variáveis, produto e mercado, possibilitariam localizar o órgão licenciador de suas atividades, que pode ser nas secretarias de saúde do município ou do estado, nos caso dos produtos relacionados ao SNVS. Também poderia ser nas secretarias de agricultura do município ou do estado, caso seja um produto de origem animal ou bebida. De qualquer forma, a vigilância sanitária municipal ou estadual deve regularizar a unidade de beneficiamento, caso seja alimento.
Porém, se o produtor tiver a “audácia” de atingir o mercado nacional, e este produto seja de origem animal, necessariamente teria que regularizar sua situação em um dos oito[iii] entes federados aderidos ao sistema do MAPA (SUASA). Assim, o produto pode ser comercializado em todo território nacional. Caso contrário, também pode buscar o registro do seu produto/empreendimento diretamente nas superintendências do MAPA, em geral, localizadas nas capitais.
Por exemplo, um produtor de leite e derivados que realize o registro do seu empreendimento no município[iv], considerando que o município tem instituído o Sistema de Inspeção Municipal (SIM), mas que não tem sua “equivalência” ao subsistema que regula os produtos de origem animal[v], cuja sigla é “SISBI-POA”, tem sua comercialização restrita à área daquele município.
O SUASA foi idealizado em 2006 para descentralizar a atuação do MAPA para estados e municípios. Porém, este se tornou um verdadeiro mosaico de regulamentos e subsistemas, que normatiza a produção de insumos, alimentos de origem animal e vegetal, cada qual em diferentes setores com total distinção entre si. Entre os três subsistemas instituídos, apenas o SISBI-POA, que regula produtos de origem animal, existe de fato, pois é evidente o interesse econômico na comercialização de alimentos processados de origem animal. Além disso, os subsistemas possuem estágios diferentes de descentralização (o SUASA Vegetal permite apenas que estados e o DF solicitem sua equivalência ao sistema federal), o que dificulta ainda mais o entendimento e a interpretação da legislação.
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Caso um produtor de alimentos de origem animal ainda deseje regularizar sua produção, deve buscar o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA[vi]), instituído por decreto em 1952. Este é o regulamento para a produção “agroindustrial” de alimentos, que acaba por subtrair da sociedade o papel da produção artesanal e dos processos tradicionais de produção de alimentos. O processo de revisão desta legislação está em curso, mas continua a segregar produtores que não se enquadram no rígido modelo de padrão agroindustrial, focado em empresas de grande porte e não na agroindústria familiar.
Na tentativa de atenuar o fosso entre os setores marginalizados e o MAPA, foi lançada a IN/MAPA 16/2015[vii] que tenta normatizar a “agroindustrialização” de produtos de origem animal nos estabelecimentos de pequeno porte, para agricultores familiares ou produtor rural, com determinado limite de área construída (250m²). Além disso, outras cinco cadeias serão regulamentadas (carne, pescado, leite, ovos, produtos das abelhas e derivados destas cadeias). Porém, a Instrução Normativa foi lançada à revelia de todo e qualquer setor, inclusive do corpo técnico do MAPA, que a questiona e não a reconhece, causando dificuldades no processo de regulamentação.
Para a agricultura familiar, apesar de não ter havido um processo de consulta, a IN 16/2015 promove avanços significativos, como os princípios da “razoabilidade”, “transparência de procedimentos”, “racionalização e simplificação para o registro sanitário”, entre outras, espelhadas na Resolução RDC 49[viii] (ANVISA). Outra questão importante foi o reconhecimento da multifuncionalidade da unidade de produção, ou seja, mais de uma atividade produtiva pode ser realizada no mesmo ambiente. Também foi determinada a isenção do pagamento de taxas de registro e de inspeção sanitária.
Apesar dos avanços verificados, o processo de regulamentação foi iniciado com a cadeia de leite e derivados. O MAPA realizou reuniões com convidados, mas nenhum representante dos setores diretamente afetados pela norma participou das discussões. A única forma de participação das representações da agricultura familiar, foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) com a realização de seminários. O MDA encaminhava as propostas e as discutia com o MAPA.
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Por fim, o MAPA submeteu a proposta de IN, em 17 de dezembro de 2015, à consulta pública por 60 dias. Dificilmente representantes da agricultura familiar ou agroecologia e seus empreendimentos teriam acesso ao tipo de consulta pública praticada pelo MAPA, que é unicamente por meio eletrônico e com pouca divulgação. Entendo que as representações da agricultura familiar poderiam agregar pontos importantes à norma, com seu vasto conhecimento técnico e empírico, que fundamenta, muitas vezes, o conhecimento científico. A falta de diálogo e a soberba ideológica de uma sociedade de classes que trata com indiferença os desiguais, não poderia ser reproduzida na construção de uma política pública para a agricultura familiar e para a agroecologia.
No outro lado da moeda, mostrando que é possível ter uma legislação que atenda a maioria, tivemos o processo de construção de uma norma na ANVISA. Pela primeira vez, agricultores familiares e empreendimentos econômicos solidários, tiveram reconhecimento das suas atividades produtivas, a fim de proteger práticas, costumes, hábitos e conhecimentos tradicionais. Diferente de outras normas, inclusive da ANVISA, houve um amplo processo de consulta pública nas regiões, onde participaram efetivamente representantes de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais. A Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA n. 49/2013, buscou, de maneira geral, ser um instrumento facilitador e orientador para um público, até então, marginalizado no sistema de vigilância sanitária.
Diferente dos sistemas e subsistemas criados pelo MAPA, na vigilância sanitária, apenas um sistema central (SNVS) descentraliza as ações até o nível municipal. Nesse caso, os empreendimentos regularizados pelo município podem comercializar sua produção em todo território nacional. Porém, até a promulgação da RDC 49/2013, não havia qualquer distinção na avaliação discricionária dos agentes de vigilância sanitária, que salvo raras exceções, adotavam uma postura policialesca e sem qualquer razoabilidade.
A RDC 49 ainda precisa ser regulamenta em alguns estados e municípios, principalmente em relação à isenção de taxas de vigilância sanitária. Além disso, também é necessária a capacitação de agentes de fiscalização para que possam ter uma nova postura, adotando as diretrizes da “simplificação”, “racionalização”, “padronização de procedimentos” e a “razoabilidade quanto às exigências aplicadas”. Esta abertura propiciada pela ANVISA trouxe não apenas o reconhecimento da produção de empreendimentos familiares e artesanais, mas provocou ampla discussão nacional para a construção de novos marcos legais para a agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais. Esta ainda é a esperança da população rural brasileira, produtora de alimentos saudáveis e representante dessa diversidade cultural.
Por Rodrigo A. Noleto[ix]
[i] Em março de 2006 foi publicado o Decreto 5.741 que instituiu o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA).
[ii] O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e a ANVISA foram criados pela Lei 9.782 de 26 de janeiro de 1999.
[iii] Os estados da Bahia (único do Nordeste); Goiás e Distrito Federal; Minas Gerais e Espírito Santo; Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, têm seus sistemas de inspeção de produtos de origem animal, equivalentes ao sistema brasileiro (SISBI-POA), o qual permite sua comercialização em todo território nacional.
[iv] Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em 2012, apenas 17% dos municípios tinham estruturado o Sistema de Inspeção Municipal (SIM), que permitiria o registro de produtos de “Origem Animal” e a sua comercialização apenas no município de origem da produção.
[v] O Decreto de criação do SUASA (5.741/2006) constituiu os Sistemas Brasileiros de Inspeção de Produtos e Insumos Agropecuários (1. Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal; 2.  Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA); e 3. Sistema Brasileiro de Inspeção de Insumos Agropecuários). Porém, apenas o sistema de inspeção de produtos de origem animal (SIBI-POA) está regulamentado e em funcionamento. Em 2014 foi promulgada a IN n. 20 do MAPA, que instituiu o SUASA-VEGETAL, permitindo que estados e o DF pudessem aderir ao sistema federal e comercializar sua produção em todo território nacional.
[vi] Decreto n. 30.691 de 1952 – Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal.
[vii] Instrução Normativa n. 16 de junho de 2015 – Estabelece as normas específicas de inspeção e a fiscalização sanitária de produtos de origem animal, referente às agroindústrias de pequeno porte.
[viii] Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA, N. 49 de 31 de outubro 2013, que regulariza atividades de interesse sanitário dos seguintes setores:  i) microempreendedor individual, ii) empreendimento familiar rural e iii) empreendimento econômico solidário. A RDC 49/2013 foi publicada no DOU em 01 de novembro de 2013.
[ix] Rodrigo Almeida Noleto, engenheiro florestal, assessor técnico do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e coodenador do Projeto Pequenos Projetos Ecossociais no Arco do Desmatamento (Fundo Amazônia).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cultivando alimentos no deserto

Growing food in the desert: is this the solution to the world's food crisis?

Philipp Saumweber is creating a miracle in the barren Australian outback, growing tonnes of fresh food. So why has he fallen out with the pioneering environmentalist who invented the revolutionary system?

Philipp Saumweber CEO of Sundrop “perfect” produce
Desert blooms: Philipp Saumweber, the founder and CEO of Sundrop, with a tray of his “perfect” produce. Photograph: Jonathan Margolis for the Observer
The scrubby desert outside Port Augusta, three hours from Adelaide, is not the kind of countryside you see in Australian tourist brochures. The backdrop to an area of coal-fired power stations, lead smelting and mining, the coastal landscape is spiked with saltbush that can live on a trickle of brackish seawater seeping up through the arid soil. Poisonous king brown snakes, redback spiders, the odd kangaroo and emu are seen occasionally, flies constantly. When the local landowners who graze a few sheep here get a chance to sell some of this crummy real estate they jump at it, even for bottom dollar, because the only real natural resource in these parts is sunshine.
Which makes it all the more remarkable that a group of young brains from Europe, Asia and north America, led by a 33-year-old German former Goldman Sachs banker but inspired by a London theatre lighting engineer of 62, have bought a sizeable lump of this unpromising outback territory and built on it an experimental greenhouse which holds the seemingly realistic promise of solving the world's food problems.
Indeed, the work that Sundrop Farms, as they call themselves, are doing in South Australia, and just starting up in Qatar, is beyond the experimental stage. They appear to have pulled off the ultimate something-from-nothing agricultural feat – using the sun to desalinate seawater for irrigation and to heat and cool greenhouses as required, and thence cheaply grow high-quality, pesticide-free vegetables year-round in commercial quantities.
So far, the company has grown tomatoes, peppers and cucumbers by the tonne, but the same, proven technology is now almost ready to be extended to magic out, as if from thin air, unlimited quantities of many more crops – and even protein foods such as fish and chicken – but still using no fresh water and close to zero fossil fuels. Salty seawater, it hardly needs explaining, is free in every way and abundant – rather too abundant these days, as our ice caps melt away.
So well has Sundrop's 18-month project worked that investors and supermarket chains have lately been scurrying down to Port Augusta, making it hard to get a room in its few motels, or a table at the curry restaurant in the local pub. Academic agriculturalists, mainstream politicians and green activists are falling over each other to champion Sundrop. And the company's scientists, entrepreneurs and investors are about to start building an £8m, 20-acre greenhouse – 40 times bigger than the current one – which will produce 2.8m kg of tomatoes and 1.2m kg of peppers a year for supermarkets now clamouring for an exclusive contract.
It's an inspiring project, more important, it could be argued, than anything else going on in the world. Agriculture uses 60-80% of the planet's scarce fresh water, so food production that uses none at all is nothing short of miraculous.
Food from the desert: parabolic mirror Blue-sky thinking: the 75m motorised parabolic mirror follows the sun all day, using its heat to generate energy for the Sundrop greenhouses. Photograph: Hat Margolis
Growing food in a desert, especially in a period of sustained drought, is a pretty counterintuitive idea and Sundrop's horticultural breakthrough also ignores the principle that the best ideas are the simplest. Sundrop's computerised growing system is easy to describe, but was complex to devise and trickier still to make economically viable.
A 75m line of motorised parabolic mirrors that follow the sun all day focuses its heat on a pipe containing a sealed-in supply of oil. The hot oil in turn heats nearby tanks of seawater pumped up from a few metres below ground – the shore is only 100m away. The oil brings the seawater up to 160C and steam from this drives turbines providing electricity. Some of the hot water from the process heats the greenhouse through the cold desert nights, while the rest is fed into a desalination plant that produces the 10,000 litres of fresh water a day needed to keep the plants happy. The water the grower gets is pure and ready for the perfect mix of nutrients to be added. The air in the greenhouse is kept humid and cool by trickling water over a wall of honeycombed cardboard evaporative pads through which air is driven by wind and fans. The system is hi-tech all the way; the greenhouse is in a remote spot, but the grower, a hyper-enthusiastic 27-year-old Canadian, Dave Pratt, can rather delightfully control all the growing conditions for his tonnes of crops from an iPhone app if he's out on the town – or even home in Ontario.
It's the kind of thing an enlightened futurologist might have imagined for the 21st century, and to enter Sundrop's greenhouse from the desert outside, passing the array of sun-tracking solar parabolic mirrors that looks like something from a film set, is to feel you've arrived at a template for tomorrow-world. The warm, humid air laden with the scent of ripening tomatoes is in such contrast to the harsh landscape outside, where it tops a parched 40C for much of the year, that it feels as if the more brutal sides of both nature and economics are being benignly cheated. You can supply billions with healthy, cheap food, help save the planet and make a fortune? There has to be a catch.
Food from the desert: Charlie Paton Green shoots: Charlie Paton in his East London home. It was his discovery that led to the use of seawater in agriculture. Photograph: Hat Margolis There seems, however, to be only one significant person in the world who feels there is indeed a catch, and, a little bizarrely, that is the inventor of the technology, one Charlie Paton, the British lighting man mentioned earlier, who is currently to be found in his own experimental greenhouse, atop a three- storey former bakery at the London Fields end of Hackney, east London, feeling proud-ish, but not a little sour, about the way things have worked out 10,000 miles away in the desert between the Flinders mountains and the Spencer Gulf.
If you are of an ecological bent, Paton's name may ring a bell. He is the multi-honoured founder of a veritable icon of the green world, a 21-year established family company called Seawater Greenhouse, originators of the idea of growing crops using only sunlight and seawater. Earlier this month, Paton was given the prestigious title Royal Designer for Industry by the Royal Society of Arts, and a few months earlier, Seawater Greenhouse won first prize in the best product category of the UK's biggest climate-change awards scheme, Climate Week. If Sundrop Farms takes off worldwide, the charming and idealistic Charlie Paton could well be in line for a knighthood, even a Nobel Prize; the potential of his brainchild – the ability to grow infinite quantities of cheap, wholesome food in deserts – is that great.
There's just one problem in all this. Although he and his family built the South Australia greenhouse with their own hands, Sundrop has abandoned pretty much every scrap of the ultra-simple Paton technology regarding it as "too Heath Robinson" and commercially hopeless. Some of the Patons' home-made solar panels in wooden frames are still connected up and powering fans, but are falling apart. Nearly all the rest of their installation has been replaced with hi-tech kit which its spiritual father views with contempt. He dismisses Sundrop's gleaming new £160,000 tracking mirrors from Germany and the thrumming Swiss desalination plant and heat-exchanging tanks as "bells and whistles" put in to impress investors. Sundrop and Seawater have parted company and Paton accuses them of abandoning sustainability in the interests of commercial greed. He is particularly distressed by the installation of a backup gas boiler to keep the crops safe if it's cloudy for a few days.

But we will return to Charlie Paton later; sadly, perhaps, developments in the South Australian desert are now overshadowing the doubts and travails of their original inspiration. And they are quite some developments. "These guys have been bold and adventurous in having the audacity to think that they could do it," says the head of Australia's government-funded desalination research institute, Neil Palmer. "They are making food without risk, eliminating the problems caused not just by floods, frost, hail but by lack of water, too, which now becomes a non-issue. Plus, it stacks up economically and it's infinitely scalable – there's no shortage of sunshine or seawater here. It's all very impressive."
Food from the desert: tomatoes On the vine … the blemish-free crop is effectively organic, but it can't be marketed as such in Australia as it is not grown on soil. Photograph: Hat Margolis "The sky really is now the limit," confirms Dutch water engineer Reinier Wolterbeek, Sundrop's project manager. "For one thing, we are all young and very ambitious. That's how we select new team members. And having shown to tough-minded horticulturalists, economists and supermarket buyers that what we can do works and makes commercial sense, there's now the possibility of growing protein, too, in these closed, controlled greenhouse environments. And that means feeding the world, no less."
An unexpected bonus of the Sundrop system is that the vegetables produced, while cropping year-round and satisfying the supermarkets' demand for blemish-free aesthetic perfection, can also be effectively organic. It can't be called organic (in Australia at least) because it's grown "hydroponically" – not in soil – but it is wholly pesticide-free, a selling point the Australian supermarkets are seizing on, and apparently fed only benign nutrients. Sundrop is already being sold in local greengrocers in Port Augusta as an ethically and environmentally friendly high-end brand.
Because there's no shortage of desert in which to site it, a Sundrop greenhouse can be built in isolation from others and be less prone to roving pests. Those that sneak in can be eliminated naturally. In this closeted micro-world, Dave Pratt with his trusty iPhone app is free to play God. Not only does Dave have a flight of in-house bees to do their stuff in the greenhouse (who also live a charmed life as they enjoy a perfect, Dave- controlled climate with no predators) but he also has at his command a platoon of "beneficial insects" called Orius, or pirate bugs. These kill crop-destroying pests called thrips, and do so – weirdly in nature – not for food but for, well, fun. So unless you feel for thrips, or believe food should only be grown in God's own soil and subject to God's own pestilences, Sundrop produce seems to be pure and ethical enough to satisfy all but the most eco-fussy.
Sundrop's founder and CEO, on the other hand, is not at first glance an ecowarrior poster child. True, there are plenty of posh boys dabbling in ethical and organic farming, but on paper, Philipp Saumweber could be a comedy all-purpose hate figure. He is a wealthy, Gordonstoun-educated German with a Harvard MBA, immaculate manners, an American accent, Teutonic efficiency and a career that's taken him from hedge-fund management to Goldman Sachs to joining his family's Munich-based agricultural investment business. But, in the typical way stereotypes can let you down, apart from being a thoroughly nice, softly spoken and clearly visionary man, Saumweber has also made a brilliant but ailing idea work, turning a charmingly British, Amstrad-like technology into the horticultural equivalent of Apple.
Soon after becoming immersed in agriculture as a business, he says, he realised that it essentially involved "turning diesel into food and adding water". Whether you were a tree-hugger or a number cruncher, Saumweber reasoned, this was not good. "So I began to get interested in the idea of saline agriculture. Fresh water is so scarce, yet we're almost drowning in seawater. I spent a lot of time in libraries researching it, Charlie Paton's name kept coming up, and that's what started things. He'd been working on the technology since 1991, was smart and although his approach was obviously home-grown and none of his pilot projects had really worked – in fact they'd all been scrapped – he had something too promising to ignore."
Despite having given Paton a large, undisclosed ex- gratia settlement when Sundrop and Seawater divorced in February – a sum Paton still says he was very happy with – Saumweber continues to be gracious about his former business partner, and says he wishes he was still on board, as he is a better propagandist and salesman for this ultimate sustainable technology than anyone else he's met.
"What we liked about Charlie's idea, as did the engineers we got in to assess Seawater Greenhouse, is that it addressed the water issue doubly by proposing a greenhouse which made water in an elegant way and linked this to a system to use seawater to cool the greenhouse," Saumweber recounts.
"What we didn't realise at the start, and I don't think Charlie ever adjusted to fully, was that even in arid regions, you get cold days and a greenhouse will need heating – hence the gas boiler, which cuts in to produce heat and electricity when it gets cold or cloudy, but which upset Charlie so much because it meant we weren't 100% zero-energy any longer. What Charlie overlooked is that you can grow anything without heat and cooling, but it will be blemished and misshapen and will be rejected by the supermarkets. If you don't match their standards, you're not paid. It would be ideal if that weren't the case, but we can't take on the challenge of changing human behaviour.
"So in the end, we had very different views on where the business should go. He'd found the perfect platform to keep tinkering and experimenting, while we just wanted to get into production. He's a very nice man and I share a lot of his eco views, but it wasn't possible to stay together."

When you visit the agreeable Paton family in Hackney it becomes clear the gas-boiler incident out in the desert was far from the whole reason for the fallout with Sundrop. There was also a serious clash of styles. Saumweber is a banker by training and lives in prosperous west London, while the Patons are artistic and live part of the time in a forest clearing in Sussex in a wooden house without electricity. Charlie, an amateur and a tinkerer at heart, a highly knowledgeable polymath rather than a scientist, is also a proud man, whose intense blue eyes burn when he discusses how his invention has, in his view, been debased by the ambitious young men and women who moved it on to the next level.
The difference was essentially political, an idealist/ pragmatist schism not unlike an old Labour/New Labour split. The Patons – Charlie, his wife, jeweller and art school teacher Marlene McKibbin, son Adam, 25, a design engineer and daughter Alice, 26, a fine art graduate – are a tight, highly principled bunch who gather almost every day for a family lunch, like a wholemeal and Palestinian organic olive oil version of the Ewings of Southfork Ranch.
The Seawater Greenhouse method, which they are still promoting actively, involves no desalination plant, no gleaming solar mirrors and little by way of anything electronic. Everything in the Seawater Greenhouse vision is low-tech, cheap to start up and reliant on the subtle, gentle interaction of evaporation and condensation of seawater with wind, both natural and artificial, blown by fans powered by solar panels. If things go wrong and production is disrupted by a glitch in this model, you just persuade people to eat perfectly good but odd-looking produce – or harvest less and stand firm by your sustainable principles.
Although the concept is attractive and the philosophy will chime with many a green consumer, the Seawater Greenhouse installation is less elegant. Dave Pratt, fresh to the team from growing tomatoes in Canada, almost went straight back when he saw the kit Adam and Alice Paton had painstakingly put together. "It was like a construction by the Beverly Hillbillies," Pratt says. "They had these 15,000 hand-made plastic pipes meant to work as heat exchangers, but they just dripped seawater on the plants, which was disastrous."
Paton's perspective on things is, naturally, a little different. "I did have a falling-out with Philipp," he says. "It was a joint venture, but we disagreed on a number of things. Being a cautious investor, he called in consultants and horticulturalists, and one said if you don't put in a gas boiler you're going to lose money and get poor produce. I was persuaded about the need for some heating, but it could have been supplied by solar panels. It wasn't such a big deal, perhaps, but it was a syndrome that ran through everything we did. Philipp is the king of the spreadsheet, and trying to make the numbers go black meant he just rushed everything. I'm all for the thing being profitable, but there are levels of greed I found a bit, well, not quite right. I wish him well, though, and if it's fabulously successful, then fine."
What next for the Patons, then? "Well, the settlement we got was enough to carry on fiddling about for some time. We're excited about getting a new project going in Cape Verde [the island republic in the mid-Atlantic], where they produce no food at all and they seem interested. And we have talked about a project in Somaliland [the unofficial breakaway part of Somalia], but that would be difficult as there's not even a hotel to stay in."
Charlie Paton, although the acknowledged founder of the idea of growing unlimited food in impossible conditions, seems almost destined to join a British tradition of hobbyist geniuses who change the world working from garden sheds and workshops, but, because they aren't commercial, and perhaps rather eschew professionalism, miss out on the final mile and the big payday.
"We will absolutely keep on at this in our own way," he says, "but I don't really feel that proprietary about it. The heart of the technology is actually a bit of soggy cardboard. You can't patent or protect the idea of evaporative cooling. The idea of using seawater to do that absolutely was a major breakthrough, but again, you can't patent it. The main thing is that it's us that's still picking up the plaudits, and I think that makes Philipp really angry."

sundropfarms.com; seawatergreenhouse.com

Em:  http://www.guardian.co.uk/environment/2012/nov/24/growing-food-in-the-desert-crisis?INTCMP=SRCH

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Custo-benefício dos alimentos que consumimos

Coletivo Verde - Vídeo mostra o verdadeiro custo-benefício dos alimentos que consumimos

Link to Coletivo Verde - Produtos Ecológicos

Vídeo mostra o verdadeiro custo-benefício dos alimentos que consumimos
Posted: 05 Jun 2012 06:53 PM PDT

Engraçado, como no mundo atual conseguimos enxergar a necessidade de calcular o custo-benefício de tudo, mas não nos atentamos à equação “Ecologia x Benefício”.
No caso dos alimentos orgânicos é evidente: a utilização da mão de obra dos agricultores familiares, o menor impacto na natureza, o menor gasto com energia elétrica e com maquinários são alguns dos fatores que geram, consequentemente, um processo de produção mais sustentável. Além disso, as pessoas ficam livres dos efeitos dos transgênicos e aditivos químicos.
As donas de casa que optam pelos orgânicos podem aproveitar tudo dos alimentos, inclusive as cascas, que guardam, nos alimentos convencionais, grandes quantidades de agrotóxicos. Temos consciência de como os agrotóxicos afetam o comportamento do homem, sua fertilidade e virilidade, provocando sérias alterações hormonais, a destruição do ecossistema, o envenenamento da água, da flora e da fauna.
Mas será que consideramos tudo isso no cálculo do custo-benefício? E no cálculo Ecologia-Benefício?

Lidando com a desinformação



É hora de compreendermos a realidade em que estamos inseridos e deixarmos de lado as bobagens que cansamos de assistir na grande mídia. Como em outro dia, uma culinarista dizendo que, para tirar o agrotóxico do morango, bastava mergulhá-lo em uma solução com bicarbonato de sódio.
Vejam bem, os morangos são cheios de poros que há muito absorveram os agrotóxicos. O que está presente na superfície da fruta é mínimo. Como ela pode passar esse tipo de informação a milhares de pessoas? Como algumas pessoas podem ser tão irresponsáveis com a saúde alheia?

E a propaganda então? Já falei aqui do caso da maionese industrializada que se diz tão saudável quanto o milenar azeite de oliva. O suquinho em caixinha que se utiliza de bichinhos e crianças para dizer que é tão bom quanto uma maçã. Amor, carinho e felicidade nas propagandas de refrigerante que tem doses absurdas de sódio e açúcar. O caldinho de carne cheio de glutamato monossódico, mas que deixa um sabor incrível de “tudo a mesma coisa”. Isso sem falar do 0% de gordura trans colocado nos rótulos em letras garrafais e, bem pequenininho, ao lado, a porcentagem de biscoito em que isso é verdade.
Tudo isso gera a necessidade de desenvolver um senso crítico que nos permita entender a realidade não apenas aparente, mas enxergar nas entrelinhas onde estão os enganos, não engolir mais o que nos impingem. Pensar e tomar consciência do papel de cada um nesta Sociedade em que vivemos, ou então não podemos falar de Sustentabilidade, Natureza, Alimentação, Ecologia ou qualquer outro termo ligado à Vida.

Custo-benefício Ecológico


Bom assistir a este vídeo longo, mas extremamente esclarecedor, chamado Comida S/A (Food, Inc., 2008). Dirigido por Robert Kenner, o documentário nos mostra o quanto estamos longe da comida que ingerimos e sua procedência. Nos leva a indagar sobre o quê, de fato, sai mais caro, o alimento convencional ou o orgânico. Custo-benefício, não. Custo-Ecologia-benefício, Custo-Saúde-benefício, Custo-Vida-benefício.

Assista o video abaixo (se estiver lendo via RSS ou E-mail clique aqui para ver o video):
Quero ressaltar um trecho do filme, para que possamos ter consciência do nosso papel como cidadãos e habitantes deste Planeta:
“A ironia é que o consumidor comum se sente quase impotente, julgam ser apenas recipientes para o que quer que a indústria tenha colocado lá para consumirem. Acreditem é exatamente o oposto. Quando passamos um produto por um leitor óptico, estamos votando pelos alimentos locais ou não, pelos orgânicos ou não.”
“Imaginem o que seria se tivéssemos uma política nacional que dissesse que apenas seríamos bem sucedidos se tivéssemos menos pessoas hospitalizadas no ano que vem, em comparação às deste ano? O que me diz disso para o sucesso?”

“O objetivo seria então ter alimentos tão nutricionalmente densos e inalterados que as pessoas que os comessem se sentissem melhor, tivessem mais energia e não ficassem tão doentes! Esse é um objetivo muito nobre!”
Esta semana não tem receita, tem conselho. Muita fruta, muita salada, muito respeito a você e ao Meio Ambiente. Sempre!
Fotos: FoodInc / Haccpeuropa

El gran robo de los alimentos:

Novedades de GRAIN | 6 de junio de 2012

El gran robo de los alimentos: un nuevo libro de GRAIN
GRAIN se complace en anunciar su nuevo libro "El gran robo de los alimentos: cómo las corporaciones controlan los alimentos, acaparan la tierra y destruyen el clima", recién publicado por Editorial Icaria en España.
El sistema alimentario global está en una profunda crisis. Más de mil millones de personas padecen hambre cada día, y esta cifra crece a pesar de que hay comida suficiente en el mundo para alimentar a toda la población. El cambio climático, alimentado por un derrochador y contaminante sistema alimentario industrial, amenaza con empeorar aún más las cosas. Al mismo tiempo, las corporaciones se están apoderando de millones de hectáreas de tierras agrícolas y sistemas hídricos en países pobres, desplazando comunidades rurales.
"El gran robo de los alimentos" ofrece una mirada a las fuerzas que están conduciendo el mundo a esta crisis. Se centra en las corporaciones y las formas en que organizan y controlan la producción y distribución de alimentos y destruyen los sistemas alimentarios locales. Ofrece información y análisis para capacitar e inspirar a la gente a enfrentar dicho control, recuperando el sistema alimentario y poniéndolo en manos de las comunidades locales.
Este libro recoge gran parte de las más recientes investigaciones y artículos de GRAIN, y está dividido en tres secciones: agroindustria, crisis climática y acaparamiento de tierras.
Para más información y para comprar el libro (versión papel y electrónico): http://www.icariaeditorial.com/libros.php?id=1301

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Compra de terra agricultáveis...especulação transnacional.

La adquisición de grandes extensiones de tierras agrícolas está generando conflictos y controversias alrededor del mundo. Un número creciente de informes revelan que estos proyectos son perjudiciales para las comunidades locales y promueven una forma de agricultura inapropiada para un mundo sumergido en una grave crisis alimentaria y medioambiental. Sin embargo, los fondos de inversión siguen fluyendo hacia la compra de tierras agrícolas extranjeras, atraídos como el acero hacia el imán. ¿Por qué? Por los beneficios financieros potenciales. Entre los mayores inversionistas que buscan sacar provecho de tales adquisiciones se encuentran los fondos de pensiones, con miles de millones de dólares invertidos.




Entre el 19 y 20 de abril de 2011, se reunirá en la sede del Banco Mundial en Washington un grupo de cerca de 200 inversionistas en tierras de cultivo, funcionarios de gobierno y funcionarios públicos internacionales, para discutir como operacionalizar lo que llaman “adquisiciones responsables” de tierra en gran escala. En Roma, el Comité de Seguridad Alimentaria Mundial que tiene su sede en la Organización para la Agricultura y la Alimentación de Naciones Unidas (FAO) está por lanzar un proceso de consulta mundial relacionada con los principios que habrán de regular de tales negocios. Resaltando que es un problema de la mayor urgencia, los movimientos sociales y las organizaciones de la sociedad civil (OSC) se están movilizando para detener estos acaparamientos de tierras, y para dar marcha atrás a aquellos acaparamientos que ya están ocurriendo.

Navegando por los meandros de la especulación alimentaria

Mundobat, Revista Soberania Alimentaria, ODG, GRAIN | 20 febrero 2011 | Otras publicaciones
La liberalización financiera ha creado una reserva de fundos especulativos que representa 10 veces la totalidad del valor de las producciones mundiales. A su vez, la liberalización de los mercados agrícolas ha aumentado la volatilidad de los precios de los granos básicos, arrasando de paso con las producciones campesinas y extendiendo un mercado internacional controlado por un puñado de multinacionales. "Navegando por los meandros de la especulación alimentaria", un documento de analisis de Mundobat con participación de GRAIN. Disponible en PDF

Está en curso un acuerdo entre el gobierno de la Provincia de Río Negro, en Argentina, y uno de los más poderosos conglomerados agroalimentarios chinos, la empresa estatal Beidahuang, que entrega miles de hectáreas a para producir soja, trigo y colza, entre otros cultivos. El gobierno provincial de Río Negro presenta el Proyecto como un “convenio de producción de alimentos” y como inversión para el riego en la zona del valle inferior de la Provincia frente a la negativa del gobierno nacional de aportar recursos para crear infraestructura de riego en la región. En realidad, el Acuerdo entrega territorio argentino para la producción industrial de soja con un enorme listado de beneficios incondicionales para la empresa estatal china a cambio de nada.
La estrategia de Arabia Saudita para dislocar su producción alimentaria estará en el punto número uno de la agenda cuando varios jefes de Estado y delegaciones de alto nivel de los países africanos arriben a Riyadh para sostener una conferencia de inversionistas el 4 de diciembre de 2010. En algunos de estos países, los inversionistas saudíes ya están adquiriendo tierras de cultivo y comienzan a poner en operación las políticas del reino saudita. Uno de sus principales objetivos es allegarse las tierras arroceras de África occidental. Nueva información obtenida por GRAIN muestra que los hombres de negocios más poderosos del reino ya buscan acuerdos comerciales en Senegal, Mali y otros países que les darían el control sobre varios cientos de miles de hectáreas de las tierras de cultivo más productivas de la región para producir arroz y exportarlo a Arabia Saudita. Estos arreglos socavará la seguridad alimentaria nacional y destruirá los modos de vida de millones de campesinos y pastores. Todo esto se transpira con los gobiernos africanos tras puertas cerradas y sin que la gente afectada o el público en general sepan nada de lo que ocurre.

domingo, 24 de julho de 2011

Agrotóxicos: Silvio Tendler & caderno de formação

A SAÚDE É SUBVERSIVA PORQUE NÃO DÁ LUCRO A NINGUÉM

domingo, 17 de julho de 2011

Agrotóxicos: Silvio Tendler & caderno de formação

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida lança em 25 de julho, no teatro Oi Casa Grande, o filme “O veneno está na mesa”, novo documentário de Silvio Tendler. Após a exibição haverá debate com participação do diretor e de Letícia Rodrigues da Silva, da ANVISA.

Por sua vez, a Campanha acaba de publicar seu primeiro caderno de formação. O caderno apresenta um material de subsídio sobre os efeitos dos agrotóxicos na agricultura, na saúde humana e no meio ambiente. Download aqui. O prefácio foi escrito por Jean Pierre Leroy, assessor da Fase e membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental. Abaixo, um trecho:
(...) O fato é que estamos vivendo num mundo impregnado e saturado de produtos químicos, em particular de agrotóxicos, e que isso raramente aparece como uma preocupação da sociedade. Quando um trabalhador rural é atingido, se diz que não usou os equipamentos de proteção, que não seguiu as normas de uso, ou que fez mau uso do produto, colocando doses exageradas ou aplicando fora do momento previsto.

Isso acontece, é verdade, mas acusá-los é inverter a responsabilidade: empresas produtoras e vendedoras e poder público devem fornecer o acesso à informação qualificada, não somente colar bulas nos frascos e nos galões. O problema é que as indústrias não têm nenhum interesse em informar, não só o trabalhador, mas também o vizinho da fábrica e o consumidor dos alimentos sobre os reais perigos dos seus produtos. E mais, elas não querem saber desses perigos potenciais, que poderiam colocar em risco seus lucros. Não promovem pesquisas independentes e chegam mesmo a atacar e desmoralizar pesquisas que questionam seus produtos.

O que levou a essa situação? Aponto aqui três fatores interligados: o modelo de agricultura, a confiança desmedida no progresso tecnológico e o domínio das grandes empresas. O modelo de agricultura dominante é oriundo do que se convencionou chamar de “Revolução Verde”, implementada a partir da segunda metade do século XX para incrementar a agricultura nos países ditos então subdesenvolvidos. A Revolução Verde está calcada no uso combinado de variedades (sementes e matrizes) de alto rendimento, de adubos e produtos fitossanitários (os agrotóxicos) e na irrigação intensiva. Ela facilitou o crescimento da grande propriedade e, com ela, o uso de maquinário pesado. Com ela, efetivamente, aumentou enormemente a produção de alimentos, embora a fome continue, já que a alimentação se tornou uma mercadoria inacessível para muitos.

Nota-se que os agrotóxicos fazem parte de um pacote. Se quisermos questioná-los, é preciso questionar o pacote inteiro. A Revolução Verde suscitou o entusiasmo dos pesquisadores que se empenharam para que a produção alimentar subisse, apoiada em muitas inovações tecnológicas. Ela não nasceu de um dia para o outro; tem a sua origem no processo de industrialização do mundo ocidental que se desenvolveu desde o início do século XIX. As ciências conheceram um enorme progresso e as aplicações das suas descobertas se multiplicaram. As duas guerras mundiais tiveram seu papel nisso, com o uso de gases mortíferos desenvolvidos pelas indústrias químicas e do DDT, para evitar que os soldados fossem vítimas da malária.
Os cientistas que criaram o DDT achavam que estavam dando uma grande contribuição à humanidade. A sua confiança na ciência e na tecnologia era total. Hoje também há cientistas e técnicos que acreditam sem restrição que as sementes transgênicas são a melhor solução. Eles ignoram o princípio de precaução, que reza que certas ações humanas podem ter consequências graves para o futuro e em lugares distantes do local onde estão sendo efetivadas. Agrotóxicos podem prejudicar a saúde de um ser humano que ainda não nasceu, porque sua mãe foi contaminada
Em: DEIXA SAIR: http://www.soniahirsch.com
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BANIR AGROTÓXICOS.

Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.

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