Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8
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sábado, 7 de abril de 2012

MCTI discute apoio a centros tecnológicos de agroecologia


 
O reforço para os CVTs na área foi tema de reunião com representantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Meio Ambiente, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Educação.

A Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) discute novas formas e parcerias com o objetivo de viabilizar apoio e recursos para os centros vocacionais tecnológicos (CVTs) na área de agroecologia. Esse foi tema da reunião realizada, nesta terça-feira (3), em Brasília, com a participação de representantes dos ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Agrário e da Educação. No encontro, foi avaliada a possibilidade de um edital conjunto voltado para esse segmento.

Os CVTs são unidades de ensino e profissionalização, voltados para a difusão do acesso ao conhecimento científico e tecnológico e conhecimentos práticos na área de serviços técnicos, além da transferência de conhecimentos tecnológicos na área de processo produtivo.

Esses centros estão direcionados para a capacitação tecnológica da população, como uma unidade de formação profissional básica, de experimentação científica, de investigação da realidade e prestação de serviços especializados, levando em conta a vocação da região onde se insere.

Núcleo no Distrito Federal - Nesta linha, foi inaugurado nesta segunda-feira (2), em Planaltina (DF), o Núcleo de Estudos em Agroecologia e Agricultura Familiar, no campus do Instituto Federal de Brasília (IFB), destinado ao curso de Agroecologia. Trata-se de um espaço de 792 metros quadrados de área construída, contendo quatro salas de aula, um laboratório, uma sala de videoconferências e sala de professores.

Além do prédio, foi entregue um galpão multiuso com 600 metros quadrados, destinado à produção e armazenamento de composto orgânico, biofertilizantes, armazenagem de ferramentas e insumos; uma estufa em arcos de 400 metros quadrados, que vai auxiliar na produção de mudas de hortaliças e espécies nativas e outras duas estufas, de 240 metros quadrados, que serão utilizadas para fins didáticos e produção de hortaliças.

O secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCTI, Eliezer Pacheco, participou da cerimônia de inauguração. O núcleo contou com o apoio da Secis e, segundo Pacheco, a ideia é tornar o espaço "um centro de referência em tecnologia social para a agricultura familiar".

Para a coordenadora do curso de agroecologia, Júlia Neves, os novos espaços vão permitir um aumento considerável na qualidade das aulas práticas. "Essas estruturas têm um importante significado na consolidação de nossa prática em busca de soluções sustentáveis para os produtores rurais, além de abrir um vasto campo de possibilidades de experimentação e pesquisa para nossos estudantes", disse.
(Ascom do MCTI)
 www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81863

sábado, 3 de março de 2012

Pesquisa Participativa

Sertão dos Inhamuns

Viabilidade da agroecologia é pesquisada no semiárido

26.02.2012
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Em Irapuá, a criação tradicional de galinhas é feita por mulheres
FOTOS: SILVANIA CLAUDINO
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Ao todo, 13 mulheres participam do grupo, atendido pelo Projeto Dom Hélder Câmara. Além do incremento da renda, a criação de aves proporcionou transformações na rotina das criadoras, como mais tempo livre e melhor qualidade de vida
Um grupo em Nova Russas é retratado na pesquisa, que analisa as possibilidades da avicultura tradicional
Nova Russas. Tendo como objeto de estudo um grupo de avicultura tradicional acompanhado pelo Projeto Dom Hélder Câmara, da comunidade de Irapuá, neste Município, o médico veterinário e pesquisador Felipe Jalfim elabora sua tese de doutorado, a qual segue o mesmo tema de sua dissertação de mestrado, defendida em 2008: "Agroecologia e Agricultura Familiar em tempos de globalização: O Caso dos Sistemas Tradicionais de Criação de aves no Semiárido Brasileiro".

O estudo, vinculado à Universidade de Córdoba, na Espanha - onde Jalfim também concluiu o mestrado -, já tem a primeira metade finalizada e está previsto para ser concluído no início do próximo ano. O médico veterinário pernambucano e mestre em Agroecologia discorre sobre a criação tradicional de aves no contexto globalizado, ao mesmo tempo em que leva para o debate acadêmico e militante, no âmbito da Agricultura Familiar e Agroecologia, elementos teóricos-metodológicos que contribuem para o avanço e desenvolvimento rural sustentável no semiárido brasileiro.

Embora ainda em andamento, o estudo, de acordo com o autor, traz uma análise das limitações e possibilidades da criação de aves realizada pela agricultura familiar e pelo complexo avícola transnacional. Preenche uma lacuna de estudos acadêmicos com respeito à atividade.

"É um tema marginalizado, tanto no meio acadêmico, como em outros. Nunca se olhou para a importância desse trabalho feito especialmente pelas mulheres, na agricultura familiar".

AlimentosFelipe Jalfim constata que a degradação dos recursos naturais constitui um dos problemas prioritários da região semiárida brasileira, mostrando a dependência da maior parcela da sociedade local e agricultura familiar dessa matriz produtiva.

"A produção de alimentos e outros bens tem como finalidade não só o autossustento, como também a geração de renda, elementos indispensáveis para o bem-estar e reprodução do modo de vida da agricultura familiar na região", salienta Jalfim, na primeira parte de seu estudo.

Segundo o pesquisador, a água, fator limitante no clima devido à sua escassez, gerou maior volume de estudos, conhecimentos e experiências, enquanto que a criação de animais, em especial a atividade avícola, carece "de um maior amadurecimento e melhor explicitação dos conhecimentos existentes", diz.

A questão é, por meio da pesquisa participativa junto a 13 mulheres na localidade distante 15 quilômetros da sede de Nova Russas, que criam tradicionalmente aves, contribuir para que o sistema se torne produtivo, resistente e gerador de renda para as famílias.

Assim, o pesquisador e consultor do Projeto Dom Helder Câmara, órgão apoiador do trabalho, espera provar que, com a utilização de estratégias, o sistema é rentável, tem sustentabilidade, produz alimentos de qualidade e propicia segurança alimentar.

"A atividade tem potencial e, por meio de estratégias elaboradas em conjunto com as próprias criadoras, se torna rentável, aliando-se a isso o resgate de uma cultura que aos poucos está se perdendo no meio rural", defende Felipe Jalfim.

Diálogo
Segundo ele, os técnicos reconhecem o saber da agricultora (criadora) e interagem de forma ampla e multidisciplinar. Esses conceitos são os pressupostos da Agroecologia, ciência nova que trabalha a agricultura de forma sustentável reconhecendo o conhecimento do agricultor.

Dessa forma, não há substituição de saberes. O conhecimento técnico e científico não chega ao meio rural para se sobrepor ao conhecimento tradicional das mulheres que, por gerações a fio, criam aves.

O experimento e a troca de conhecimentos, segundo Jalfim, são a grande proposta da Agroecologia e da pesquisa participativa aplicada na comunidade, junto às famílias que participam do grupo da avicultura, formado e acompanhado desde 2008 pelo Projeto Dom Hélder. "A ideia é que esses conhecimentos se encontrem, dialoguem e gerem novos conhecimentos. Vamos observando a sua forma de criar e testando novas experiências junto com elas", ressalta.

Monitoramento
Em meio ao diálogo de saberes, há o monitoramento das atividades realizadas pelas mulheres na criação avícola. Por meio de um formulário preenchido diariamente por elas, Felipe acompanha a atividade e suas nuances, desde a montagem da estrutura física, postura, ração e milho, reprodução à redução (consumo e predador). Os dados são coletados e levados para uma tabela que realiza a análise. Daí, mensalmente o grupo verifica os dados e toma decisões.

Exemplo simples desse diálogo e da importância do monitoramento foi a decisão tomada pelo grupo sobre a incorporação de cálcio na ração das aves, após as mulheres verificarem um hábito inusitado que as aves passaram a ter de repente - bicar a parede do galinheiro.

Através da suplementação alimentar, as aves abandonaram o hábito. Além disso, os ovos ficaram com a casca mais forte.

Geração de renda
"A produção de alimentos tem como finalidade não só o autossustento, como também a geração de renda"

Felipe JalfimMédico veterinário e pesquisador

Grupo de criadoras apresenta avanços
Nova Russas. O grupo de avicultores da comunidade de Irapuá foi criado em 2008 pelo Projeto Dom Hélder Câmara, órgão do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Com acompanhamento técnico do órgão, que atua junto aos criadores no planejamento e execução das atividades, o grupo vem atestando a sustentabilidade e rentabilidade da atividade. Os avicultores produzem para consumo próprio e ainda comercializam o excedente para os moradores da própria comunidade e para as escolas. Vendem mensalmente para escolas cerca de 700 ovos.

"Estamos satisfeitos com o nosso grupo, pois o nosso objetivo definido desde o início era melhorar a nossa própria alimentação, e isso já alcançamos. Além do mais, ainda vendemos o que sobra", diz Maria Salu, uma das 13 mulheres do grupo.

Segundo a supervisão do Projeto Dom Helder, o grupo foi criado levando em conta a aptidão da comunidade, na qual muitas mulheres tradicionalmente já tinham criação de aves, as chamadas "galinhas caipiras". Com o apoio técnico do órgão, que disponibiliza incentivo financeiro a agricultores interessados em participar do grupo, assistência técnica por meio de visitas, monitoramento, consultoria, acompanhamento e informações sobre oportunidades de comercialização, a atividade vem crescendo e mostrando viabilidade.

"Trabalhamos há seis anos na comunidade e a criação de aves é um destaque porque é uma atividade que tem se renovado. O Projeto assiste as mulheres considerando as suas experiências e intervém de forma a contribuir e acrescentar. O diálogo enriquece, quebra paradigmas e possibilita crescimento", ressalta Ana Paula da Silva, supervisora na região dos Inhamuns.

O grupo recebeu investimentos de aproximadamente R$ 11 mil para iniciar a atividade.

Com isso, em cada residência foi construído um aviário padronizado, adquirido suprimentos, rações, vacinas e todo o material necessário para a formação e evolução da criação.

A partir daí, e com as instruções recebidas pelos técnicos e consultoria, novas formas são empregadas na criação. As mulheres, que anteriormente criavam as aves soltas no quintal e no "terreiro", como chamam popularmente, passaram a criar no aviário. Ali, há espaço designados para a reprodução, postura (deitar as aves), pintinhos e frangos. Com isso, poupam tempo e trabalho na busca das aves que corriam para longe, que punham seus ovos em ninhos feitos "no mato", em espantar predadores, entre outras situações comuns na criação tradicional.

Transformação
Além das mudanças na aquisição de renda pelas famílias com a atividade, esses fatores são enumerados como avanços ocorridos por meio da criação do grupo e do trabalho do Projeto na comunidade. "Percebemos transformações evidentes na situação das mulheres, que com a criação acompanhada pelos técnicos passou a ter mais tempo para outras atividades, teve o seu trabalho mais valorizado pela própria família e uma melhoria na sua qualidade de vida", analisa Ana Paula.

Outros grupos também são trabalhados, na comunidade, pelo Projeto Dom Hélder Câmara: apicultura e artesanato. Em ambos, há o acompanhamento da mesma forma que no grupo de avicultura. Na apicultura, nove famílias são beneficiadas e uma Casa do Mel está sendo construída, para ser utilizada pelos produtores da localidade e região. Já o grupo de artesanato é composto por 16 mulheres, que produzem peças em crochê.

Investimento
11 mil reais foram investidos na construção de aviários padronizados nas casas das mulheres que atuam na criação.

700 ovos são vendidos pelo grupo, mensalmente, para escolas, mostrando o potencial de geração de renda da atividade.

SILVÂNIA CLAUDINOREPÓRTER

Diário do Nordeste



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF)

2012: Campanha pelo Ano Internacional da Agricultura Familiar

Elaborada em julho do ano passado, a campanha pelo Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) tem o objetivo de promover em todo o mundo a elaboração e efetivação de políticas públicas que garantam a viabilidade e o fortalecimento da agricultura familiar com sustentabilidade no campo. Além disso, potencializar o papel das organizações e movimentos sociais dependentes e defensores do meio ambiente, assim como sensibilizar a sociedade civil sobre a importância de agricultura familiar compõe a estratégia da campanha.
Lançada em julho do ano passado, a instituição do AIAF pretende assegurar medidas de longo e médio prazo que possam garantir o desenvolvimento da atividade da agricultura familiar com responsabilidade ambiental uma vez que a iminente crise causada pela escassez de alimentos e a alta no preço dos produtos ameaça a economia mundial.
Por isso, entidades organizativas da agricultura familiar, movimentos e associações propõem à Organização das Nações Unidas (ONU) a declaração do Ano Internacional da Agricultura Familiar para diminuir o êxodo rural, proporcionar o acesso à terra e realização da reforma agrária, propor o comercio internacional de produtos embasados numa efetiva e promissora política que estabeleça relação de mercado local e regional favoráveis aos produtores, com acesso à tecnologia e pesquisas direcionadas aos agricultores familiares, numa perspectiva global.
Na última terça-feira (12), Elisângela Araújo reuniu-se com José Maria Ceberio, um dos coordenadores da campanha pelo Fórum Rural Mundial, organização comprometida com o desenvolvimento sustentável, qualitativo da zona rural.
Para a coordenadora, é justo que a ONU declare 2012 o ano da agricultura familiar.
“Com a importância que a agricultura familiar exerce, é ideal que a ONU tenha um ano como esse, específico. Isso irá reforçar nossas pautas e firmar em todo o mundo como modelo de desenvolvimento sustentável” considerou.
Fonte: http://www.fetraf.org.br/site/noticia.php?not=not01&&id=4
http://radiocirandeira.wordpress.com

BANIR AGROTÓXICOS.

Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.

CICLOVIDA Completo