Princípios da Agroecologia

Agricultura sustentável tem que considerar aspectos socioeconômicos e culturais dos grupos sociais implicados. Não basta proteger e melhorar o solo ou a produtividade agrícola se não resulta em melhorias nas condições de vida das pessoas envolvidas. Portanto, agricultura sustentável é um conceito que implica aspectos políticos e ideológicos que tem a ver com o conceito de cidadania e libertação dos esquemas de dominação impostos por setores de nossa própria sociedade e por interesses econômicos de grandes grupos, de modo que não se pode abordar o tema reduzindo outra vez as questões técnicas.

Francisco Roberto Caporal

http://www.aba-agroecologia.org.br/

grãos

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como os lobos mudam rios

Como se processa os animais que comemos

Rio Banabuiu

https://youtu.be/395C33LYzOg

A VERDADE SOBRE O CANCER

https://go.thetruthaboutcancer.com/?ref=3b668440-7278-4130-8d3c-d3e9f17568c8
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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sementes /Terezinha Dias

Povo Xavante recebe
36 variedades de feijão-fava armazenadas
no banco genético da Embrapa

Objetivo é enriquecer suas roças tradicionais.
Relatório de atividades 2012 Foto:  Sayonara Silva/OPAN
Bom Jesus do Araguaia, MT – O povo Xavante da Terra Indígena Marãiwatsédé recebeu 36 variedades de feijão-fava (Phaseoluslunatus L.), incluindo uma coletada em área Xavante na década de 1970, por meio do apoio da OPAN – Operação Amazônia Nativa e da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A iniciativa contribui para o processo de enriquecimento e diversificação alimentar das roças tradicionais A'uweuptabi.
Relatório de atividades 2012
Foto:  Sayonara Silva/OPAN
As sementes foram conservadas e multiplicadas ex situ no banco de conservação de sementes da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília. O Banco conta com variedades tradicionais coletadas ao longo de quase 40 anos em diversas regiões do Brasil. Dependendo do tipo de espécie a ser armazenada, a Embrapa aplica diferentes metodologias.
Algumas que podem ser conservadas em câmaras frias após perderem umidade (as ortodoxas) são contadas, pesadas, sua umidade é estimada e, se necessário, elas ficam em câmaras de secagem. Depois de atingida a umidade desejada, elas são empacotadas em embalagens de alumínio e podem ficar armazenadas a 20 graus negativos, ou de cinco a 10 graus positivos.
"Há também outras formas de conservação ex situ: in vitro (em tubos de ensaio, em meios de cultura) e também o congelamento em nitrogênio líquido. Essas duas formas de conservação normalmente são usadas para culturas que não podem ter as sementes resfriadas, como a mandioca e outras espécies nativas. Outra forma de conservação que realizamos é a manutenção das plantas em campo, nas unidades da Embrapa", explica Marília Lobo Burle, supervisora do Sistema de Curadorias de Germoplasma da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
De acordo com a pesquisadora, "todas as variedades mantidas em nossos bancos têm dados de passaporte – que informam de onde o material foi obtido, local de coleta, nome do proprietário da terra que forneceu, data da coleta, nome comum que o produtor dá, informações do ambiente de coleta, etc. – e através disso sabemos prontamente se elas vieram de área indígena ou não".
Terezinha Dias, também pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenadora do projeto conduzido em parceria entre a Embrapa e o Povo Indígena Krahô, completa: "Um pesquisador que queira fazer pesquisa que acesse o patrimônio genético indígena tem que construir com a comunidade um processo de autorização (Anuência Prévia Informada) e encaminhar todo o procedimento para avaliação do Conselho Gestor do Patrimônio Genético (CGEN). Assim, para evitar a "pirataria" a comunidade deve ficar atenta se a empresa e/ou pesquisador está ou não cumprindo a legislação brasileira", orienta.

Dos Krahô para os Xavante

Das 36 variedades de fava, 19 foram doadas aos Xavante pelo povo indígena Krahô, que detêm 30 variedades dessa espécie em suas roças, localizadas no estado de Tocantins. Diante do processo de substituição de espécies crioulas por cultivares "mais produtivas", o povo indígena Krahô perdeu suas sementes tradicionalmente cultivadas. O mesmo processo também ocorreu em diversas outras áreas. Nos anos 70, um projeto de rizicultura implementado pela Funai entre os Xavante provocou a predominância do monocultivo de arroz em detrimento de outras variedades cultivadas pelas comunidades.
Quarenta anos atrás, a Embrapa começou a coletar sementes em terras indígenas, armazenando-as em bancos genéticos, possibilitando a povos como os Krahôs, a recuperação de algumas de suas variedades perdidas. E, consequentemente, proporcionando que as espécies recuperadas ajudassem também outros grupos. Assim, em setembro deste ano, 32 famílias de Marãiwatsédé receberam as variedades de fava para o plantio em roças. Os anciãos lembraram de espécies que não cultivam mais e chamam as favas de WaduHöbo, na língua Xavante (tipo feijão grande).
Em 2012, o pesquisador Nuno Madeira, da Embrapa Hortaliças, doou variedades de batata-doce como a Beauregard, que possuem altos teores de vitamina, além de inhames, taro japonês, arararuta e outros, também havendo hortaliças não convencionais como o ora-pro-nobis e bertalha.
"A ideia é que os Xavante de Marãiwatsédé possam multiplicar as sementes, tubérculos e hortaliças entregues pelas duas unidades da Embrapa, que exerce importante papel ao incentivar que comunidades tradicionais recuperem variedades perdidas e possam conservá-las cultivando-as no local novamente", aponta Sayonara Silva, indigenista da OPAN.
Por inúmeros fatores ocorridos ao longo do tempo, como pressões advindas das frentes de colonização, monocultivo de espécies hibridas em detrimento das tradicionais e processos de transição entre territórios, muitos povos indígenas perderam sementes cultivadas em suas roças. No caso do povo Xavante de Marãiwatsédé, ao serem transferidos compulsoriamente de seu território nos anos 60, variedades como as de milho Nodzö foram perdidas e recuperadas também com apoio da Embrapa.
Desde 2009, a OPAN apoia trabalhos pela soberania alimentar do povo Xavante de Marãiwatsédépor por meio da diversificação de cultivares nas roças e quintais (tradicionais e/ou exóticos), expedições territoriais (coleta, caça, pesca), implementação de unidades demonstrativas de restauro florestal e outros, levando em consideração o conhecimento tradicional e os princípios agroflorestais. Mais recentemente, mulheres coletoras de sementes em Marãiwatsédé formaram o grupo "PiõRómnhaMa´u´bumrõi´wa" vinculado à Rede de Sementes do Xingu, que vem fortalecendo as estratégias de coleta, beneficiamento e plantio dentro do território.
Este tipo de ação faz parte de uma estratégia complementar para salvaguarda desse patrimônio entre os indígenas. "Para garantir que não se perca a agrobiodiversidade indígena é importante valorizar pessoas e processos que se relacionam à conservação local dos recursos genéticos. A promoção de feiras de intercâmbio de sementes e de experiências e a valorização dos guardiões da agrobiodiversidade são fundamentais, assim como bons programas relacionados à alimentação e aos produtos agroextrativistas locais. É muito importante que os povos indígenas possam também contar com o apoio dos bancos genéticos para apoiá-los na conservação de recursos genéticos a longo prazo", finaliza Terezinha Dias.
Serviço:
Para solicitar material genético à Embrapa é preciso entrar em contato com a Supervisão de Curadorias da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia por meio do endereço: cenargen.sac@embrapa.br, pelos telefones (61) 3340-3663 ou 3448-4770, via carta ou comparecimento à Unidade, localizada no Parque Estação Biológica (PqEB), na Av. W5 Norte (final)
Caixa Postal 02372 – Brasília, DF - Brasil - 70770-917. Os pedidos também podem ser feitos diretamente nas unidades descentralizadas da Embrapa. É importante comunicar as solicitações à representante da Embrapa no Convênio de Cooperação com a Funai, Terezinha Dias, pelo e-mail: terezinha.dias@embrapa.br
Contatos com a imprensa
..................................................................
Andreia Fanzeres
comunicacao@amazonianativa.org.br
Telefones: (65) 3322-2980 / (65) 8476-5620

domingo, 29 de julho de 2012

Sistemas Agroflorestais com Especies Nativas e Culturas Anuais


Sistemas Agroflorestais com Especies Nativas e Culturas Anuais

26/07/12 12:00
Desenvolvimento de tecnologias em sistesmas agroflorestais voltadas para agroenergia e segurança alimentar" da Embrapa e "Fruteiras do Cerrado" da Emater/GO, destinados a agricultores familiares têm objetivos que excedem a simples recuperação de áreas degradadas, as chamadas voçorocas.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Novo Laboratório da Embrapa Agroindústria Tropical desenvolverá Embalagens comestíveis e biodegradáveis



Enviado: 08 de março de 2012 12:50 PST

O novo Laboratório de Embalagem de Alimentos da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza - CE) soros inaugurado nd Segunda-feira (12). Na nova Estrutura Serao conduzidos Estudos parágrafo desenvolver Embalagens biodegradáveis, in Que Contato com o Solo podem Ser decompostas in Semanas - Diferente dos Plásticos, cuja degradação nd Natureza PoDE LeVar Mais de hum Século. Essas Embalagens, Além de ambientalmente corretas, podem Ser comestíveis e ativas. 

 O Laboratório de 350 metros quadrados abrigará Pesquisas parágrafo desenvolver uma Embalagens Partir de materias-Primas da Biodiversidade Brasileira, Como cera de carnaúba, polpa de Frutas Tropicais e GOMAS, um exemplo a da goma de cajueiro. 

A Embrapa Agroindústria Tropical JÁ Atua no Desenvolvimento de Embalagens biodegradáveis. Um exemplo a São OS filmes e Revestimentos comestíveis obtidos de uma Partir polpa de Frutas Tropicais, Como acerola, goiaba e manga. Quando aplicados Sobre a Superfície dos Alimentos, Estes filmes e Revestimentos retardam um Perda de Água e de Trocas gasosas Entre o Alimento EO Ambiente, aumentando o ritmo de Vida do Produto. 

Conforme um Pesquisadora Henriette Azeredo, o Desafio ágora e melhorar o desempenho dos biomateriais Pará USO in Embalagens Alimentos em EAD. Segundo ela, Uma das Formas e uma adição de Estruturas Muito Pequenas de reforço, Como nanocelulose OU nanoargilas.  

Outra forma e combinar Compostos com PROPRIEDADES Complementares, Como o amido, Que ma boa barreira AO Oxigênio, OU uma cera de carnaúba, Que ma boa AO barreira de vapor de Água. 
O Centro de Pesquisa tambem não Atua Desenvolvimento de Embalagens Que incorporam substâncias bioativas parágrafo promover uma Alimentos Segurança dos. 

Um dos Estudos, conduzido Pela Pesquisadora Socorro Bastos, visto AO Desenvolvimento de Embalagens com Atividade antimicrobiana uma Partir da adição de Óleos Essenciais de Plantas Como o Orégano, alecrim-pimenta e manjericão. "Estes Compostos JÁ apresentam Ação antimicrobiana comprovada in Laboratório e podem reduzir uma adição de Compostos Químicos Sintéticos", Afirma a Pesquisadora. 

Embalagens Inteligentes

Outra Linha de Atuação do Laboratório de Embalagens de Alimentos visto à Obtenção, sem Futuro, de Embalagens Inteligentes. Pará ISSO, São realizados Estudos com biossensores - Dispositivos Eletrônicos Que utilizam moléculas biológicas parágrafo detecção de substâncias de Interesse.  

A Pesquisadora Roselayne Ferro Furtado explica Que JÁ foram realizados Estudos, Na Embrapa Agroindústria Tropical, com uma Aplicação de biossensores nd agroindústria. Um exemplo a LI o USO NA detecção de peróxido de hidrogênio sem leite parágrafo averiguar uma adulteração do Produto. Outro Estudo propiciou uma detecção da enterotoxinas estafilocócicas (toxinas liberadas POR UM Tipo de bactéria) in Queijos. 

Conforme a Pesquisadora, o Desafio fazer Laboratório de Alimentos Embalagem De acoplar E OS biossensores como Embalagens Pará Torna-las Inteligentes. "Essas Embalagens poderão, Por Exemplo, informar AO Consumidor si o Produto estabele Próprio par o Consumo", Afirma a Pesquisadora. 

O Laboratório de Embalagens de Alimentos atuará, ainda, com encapsulamento de substâncias ativas parágrafo Conservar OS principios Ativos OU UM promover Sistema de liberação controlada Alimentos NOS.




Verônica Freire (MTB 01225JP) 
. Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza / CE) 
Contato: (85) 33917115 
veronica@cnpat.embrapa.br

domingo, 17 de julho de 2011

Embrapa lança no MT ‘Soja Livre’

http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/
Embrapa lança no MT ‘Soja Livre’ para combater transgênicos da Monsanto
A Embrapa, juntamente com a Associação dos produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja) e a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), lançaram em 9 de novembro o ‘Programa Soja Livre’, que visa ampliar a distribuição de sementes convencionais e reduzir progressivamente o plantio de sementes transgênicas no estado. As informações são da Rede Brasil Atual.

O ‘Soja Livre’ será iniciado com a implantação de unidades de demonstração de 18 variedades convencionais em todo o estado, que é o principal produtor de soja do país. Atualmente, cerca de 30% da produção de soja do Mato Grosso é convencional.

A utilização de sementes não modificadas sofreu grande redução nos últimos anos devido à falta de fornecimento. As grandes empresas nacionais fornecedoras das sementes convencionais foram absorvidas por multinacionais como a norte-americana Monsanto, que fornece sementes geneticamente modificadas resistentes aos seus próprios venenos e não às condições climáticas ou insetos.

“Existe uma demanda dos próprios agricultores por mais opções de variedades convencionais. Com isso, a Embrapa volta ao mercado de Mato Grosso, do qual ficamos fora durante muito tempo”, afirma Lineu Domitti, chefe de comunicação e negócios da estatal no estado.

Segundo técnicos da Embrapa, vários países, em especial os europeus, exigem comprar a soja que não tenha alteração genética. “Todo mundo começou a focar no transgênico porque não tinha um mercado que valorizasse o convencional”, destaca Glauber Silveira, presidente da Aprosoja. “Agora, com esse mercado valorizado, começa a ser vantajoso voltar a produzir (a variedade sem modificação genética)”.
A Embrapa espera que os próprios agricultores voltem a possuir seus bancos de sementes, e não depender mais dos estoques das multinacionais, revertendo a atual escassez do estado.

Fonte: Jornal Hora do Povo, 17/11/2010
Boa Noticia, mesmo antiga e sempre bom!

domingo, 15 de maio de 2011

O Código Florestal, a CNA e a privatização cinza da Embrapa

O Código Florestal, a CNA e a privatização cinza da Embrapa
Escrito por: Vicente Almeida, pesquisador da Embrapa e Presidente do Sindicato 
Nacional dos trabalhadores de Pesquisa e desenvolvimento Agropecuário – SINPAF
09/05/2011

No decorrer de vários meses a sociedade brasileira vivenciou o esforço da 
comunidade científica nacional na tentativa de subsidiá-la frente à necessária 
composição entre a produção de alimentos e o equilíbrio ambiental.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia 
Brasileira de Ciências (ABC), ao cabo de vários meses e rigoroso trabalho – que 
contou com a contribuição de pesquisadores da Embrapa, concluiu pela inadequação 
das proposições apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo para alteração do Código 
Florestal.

As contribuições estão acessíveis em página da SBPC 
certamente expressam uma unidade consistente da ciência e da academia frente ao 
tema.

Entretanto, antevendo a sua conclusão e na contramão de relevante estudo, a 
Confederação Nacional da Agricultura (CNA), parte interessada no tema, firmou um 
contrato milionário com a Embrapa para “viabilizar soluções que compatibilizem 
os sistemas de produção e preservação em diferentes paisagens brasileiras, 
fortalecendo o uso do componente arbóreo na propriedade rural”, coordenado pela 
Embrapa Floresta, na cidade de Colombo - PR.

Infelizmente, em que pese a reconhecida seriedade e desejo dos mais de 240 
trabalhadores pesquisadores envolvidos no projeto com duração prevista de nove 
anos – e valor estimado de 20 milhões de reais, a Senadora Kátia Abreu, por 
diversas vezes e em diversos canais de comunicação, tem usado inescrupulosamente 
o referido contrato CNA/Embrapa como arma de fogo contra o Código Florestal 
Brasileiro.

Denuncias de pesquisadores da Embrapa vinculados ao projeto em todo país chegam 
ao SINPAF dando conta de que os objetivos do projeto, em diversos momentos, 
foram conduzidos à condição de alavanca dos interesses da CNA nas alterações do 
Código Florestal. Relatam, ainda, constrangimentos impostos àqueles que se 
posicionaram de forma mais crítica na sua condução. Há poucos meses atrás, o 
cerceamento de pesquisadores da Embrapa em debate sobre o Código Florestal no 
congresso foi denunciado por jornais de grande circulação nacional.

O SINPAF solicitou audiência emergencial com o ministro da Agricultura, Wagner 
Rossi, para tratar do tema há mais de 30 dias e até o momento não obteve retorno 
do gabinete.

A pergunta que se faz agora é: por que, diante de tamanha importância e urgência 
do tema, a Embrapa ainda não se posicionou de forma pública e oficial sobre o 
Código Florestal? Será que lhe falta competência? Será que o documento da SPBC e 
ABC subscrito pelos pesquisadores da Embrapa representa o seu real 
posicionamento institucional ou foi apenas “política de boa vizinhança”? Será 
que seu “silêncio ensurdecedor” contribui com a sociedade ou apenas coaduna com 
os interesses da CNA, sua interessada “investidora”?!

Para que estas dúvidas sejam sanadas a Embrapa deve afirmar com clareza límpida 
sua posição institucional junto ao estudo produzido por seus pesquisadores em 
articulação com a SBPC e ABC, através de urgente nota técnica pública oficial 
emitida pela presidência da Embrapa, sob pena da CNA e da Senadora Kátia Abreu, 
e quem mais se arvorar, usarem indistintamente as contribuições dos seus 
trabalhadores de pesquisa e o nome da própria instituição indevidamente.

Não aceitaremos que a CNA queira impor uma privatização cinza à Embrapa, 
antecipando aqui e alhures resultados de pesquisas que somente daqui a nove ou 
dez anos terão algo a comentar de significativo sobre o tema, segundo os 
próprios pesquisadores mais otimistas envolvidos no citado projeto.

De outra forma, a Embrapa demonstrará sua tibieza frente às pressões econômicas; 
uma inexplicável desconsideração de seu quadro técnico profissional e 
descortinará, de uma vez por todas, sua subserviência a uma agricultura lobista, 
alheia à grande maioria dos interesses do povo brasileiro, que pensa poder 
“comprar” a Embrapa e seus pesquisadores trabalhadores com contratos milionários 
pagos com dinheiro sujo vindo do trabalho escravo, do desmatamento e da 
contaminação dos alimentos e de nossos recursos naturais.

Uma empresa pública deve estar voltada para o interesse público. O governo 
brasileiro deve entender que a Embrapa não pode e não deve, para seu bem e para 
o bem do país, ser amordaçada e silenciada por setores conservadores ainda 
presentes no Ministério da Agricultura, em que pese os esforços atuais de 
democratização da gestão pública e abertura de seu conselho administrativo.

Os trabalhadores da Embrapa exigem um posicionamento público da empresa sobre o 
código florestal de forma a resguardar a seriedade de seu trabalho e a 
valorização de seu esforço em prol de uma agricultura forte e ambientalmente 
equilibrada.

Somos pelo lobby da pesquisa e não pela pesquisa do Lobby!
 

FONTE:

BANIR AGROTÓXICOS.

Assine o Abaixo-Assinado virtual que pede o banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo e que circulam livremente no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.

CICLOVIDA Completo