grãos
"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano
*A Organização das Nações Unidas está desenvolvendo um sistema de Plano deAção em torno da juventude em todo o planeta. Para isso está fazendoconsulta direta entre os líderes e participantes de diversos países. Nós daRede Olhares da Juventude estamos colaborando com o processo no Brasil emparceria com o Instituto Peace Child e estamos solicitando as juventudes aparticiparem da pesquisa.****Veja como mais abaixo.***<https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdVImLGHp19ENusvIjbzRj8yUmvMsJqfTiKl9bAvSB4u410vOfFSgf89jmcOtYfe8T87tnw5PqYJ0BCl3Zr-fd5TORcU0gXMiSXkuQeMzl72-IqIeqv_hBB5991hn1ukurdKrgmegDzLk/s1600/mdm.jpg><https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKFqlsVW-qordbC7f0INaW0maSUlBUCB5hP80Gp9RCnYfsOvetFeH60aBymAv6AiH80tmdpW5ZEvydGKO4Qp0hQ3Te4dQwTAPKnB_OI9Jaqdmwyq5SaEU5kQXeFfgrCxnjh7mRe5B-dDs/s1600/intaward+logo.gif>Este Plano de Ação irá afetar a forma como o sistema das Nações Unidasinteiro vai trabalhar com e para a juventude nos próximos anos. O Plano deAção incidirá sobre as cinco áreas prioritárias identificadas peloSecretário-Geral da ONU:- Emprego- Empreendedorismo- A educação, incluindo educação sobre saúde sexual e reprodutiva- Cidadania e proteção dos direitos- Inclusão política*PARTICIPE DA PESQUISA DA ONU SOBRE JUVENTUDE*Antes de desenvolver este plano de ação, as Nações Unidas está buscandoouvir diretamente dos jovens, de organizações lideradas por jovens eorganizações parceiras para buscar suas opiniões e a Rede Olhares estácolaborando na disseminação dessa pesquisa aqui no Brasil multiplicando adiversidade na colaboração.Caso tenha interesse em colaborar com a pesquisa, ao preencher o nome daorganização, cite a Rede Olhares da Juventude**Por favor, dê uma olhada no questionário em:https://www.surveymonkey.com/****s.aspx?sm=****EOSMlLCJgzKUYg83ANZXwQ%3d%3d<https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=EOSMlLCJgzKUYg83ANZXwQ%3d%3d>A pesquisa está disponível em árabe, chinês, Inglês, francês, russo eespanhol, consulte o anexo para os links. Apesar de não ter em portugues,recomendamos a participação.*COMPARTILHAR, CURTIR E MULTIPLICAR O ALCANCE DA PESQUISA*Agradecemos a todos se auxiliarem na circulação desta notícia do blog paraoutras pessoas e para compartilhamento via Facebook, Twitter, Orkut eoutras redes sociais.A data limite para conclusão da pesquisa é 16 de agosto.Obrigada!-- *Adrielle Saldanha CliveIntergovernmental Relations 6º World Youth Congress - Peace ChildInternational**Secretária Geral do Conselho de Juventude do Estado do Rio de Janeiro -COJUERJ**AS Consultoria - Política Pública de Juventude e Meio Ambiente*Nextel : 21 7765-7543 Id.: 113*60143Celular: 21 9535-3026Skype: ascliveLinkedin: Adrielle Saldanha Clive
DECLARAÇÃO FINAL
CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20
POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL
EM DEFESA DOS BENS COMUNS,
CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA.
Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.
As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.
Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os
bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.
As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista patriarcal, racista e homofobico.
As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistematica violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.
Da mesma forma denunciamos a divida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos oprimidos do mundo, e que deve ser assumida pelos países altamente industrializados, que ao fim e ao cabo, foram os que provocaram as múltiplas crises que vivemos hoje.
O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitario sobre los recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessarios à sobrevivencia.
A dita “economia verde” é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento publico-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.
As alternativas estão em nossos povos, nossa historia, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemonico e transformador.
A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidaria, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética, são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.
A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos.
Exigimos uma transição justa que supõe a ampliação do conceito de trabalho, o reconhecimento do trabalho das mulheres e um equilíbrio entre a produção e reprodução, para que esta não seja uma atribuição exclusiva das mulheres. Passa ainda pela liberdade de organização e o direito a contratação coletiva, assim como pelo estabelecimento de uma ampla rede de seguridade e proteção social, entendida como um direito humano, bem como de políticas públicas que garantam formas de trabalho decentes.
Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida livre de violência. Da mesma forma reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação.
O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada é fundamento para um novo paradigma de sociedade.
Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para as corporações.
A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas a partir das resistências e alternativas contra hegemônicas ao sistema capitalista que estão em curso em todos os cantos do planeta.
Os processos sociais acumulados pelas organizações e movimentos sociais que convergiram na Cúpula dos Povos apontaram para os seguintes eixos de luta:
Contra a militarização dos Estados e territórios;
Contra a criminalização das organizações e movimentos sociais;
Contra a violência contra as mulheres;
Contra a violência as lesbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgeneros;
Contra as grandes corporações;
Contra a imposição do pagamento de dívidas econômicas injustas e por auditorias populares das mesmas;
Pela garantia do direito dos povos à terra e território urbano e rural;
Pela consulta e consentimento livre, prévio e informado, baseado nos princípios da boa fé e do efeito vinculante, conforme a Convenção 169 da OIT;
Pela soberania alimentar e alimentos sadios, contra agrotóxicos e transgênicos;
Pela garantia e conquista de direitos;
Pela solidariedade aos povos e países, principalmente os ameaçados por golpes militares ou institucionais, como está ocorrendo agora no Paraguai;
Pela soberania dos povos no controle dos bens comuns, contra as tentativas de mercantilização
;
Pela mudança da matriz e modelo energético vigente;
Pela democratização dos meios de comunicação;
Pelo reconhecimento da dívida histórica social e ecológica;
Pela construção do DIA MUNDIAL DE GREVE GERAL.
Voltemos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra os sistema capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução.
Em pé continuamos em luta!
Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida.
BANIR AGROTÓXICOS.
A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.
Assine já, pelo banimento dos banidos! Entre no link abaixo.